Paraná
Estado premia 10 finalistas do desafio de inovação que promove bengalas inteligentes
O Governo do Estado promoveu nesta quarta-feira (08) a cerimônia de premiação da primeira fase do “Desafio de Inovação: Bengalas Inteligentes”, concurso de inovação promovido pelas secretarias da Inovação e Inteligência Artificial (Seia) e do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
O evento marcou o início da fase de prototipação do concurso, no qual as soluções propostas pelas 10 equipes finalistas receberam uma primeira parcela de R$ 90 mil para desenvolver o protótipo de uma bengala inovadora que auxilia pessoas com deficiências visuais. A lista das propostas finalistas pode ser acessada AQUI.
A cerimônia aconteceu durante o Festival Curicaca, evento de inovação e tecnologia promovido pela ABDI, que acontece até sábado (11) no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, e contou com a presença de autoridades, representantes de startups, universidades, empresas e pessoas com deficiência visual usuárias de bengalas.
O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, disse que o concurso representa um marco no Brasil, sendo uma iniciativa pioneira. “Essa é a primeira competição a nível nacional voltada à inovação e tecnologias assistivas, então estamos dando um exemplo para todo o País com um projeto que carrega inovação, inclusão e propósito”, disse.
O desafio visa estimular a criação de soluções que atendam as demandas de pessoas com deficiências visuais, uma vez que as bengalas convencionais geralmente identificam apenas obstáculos abaixo da linha do quadril, o que limita sua eficácia.
A ideia é que sejam criadas bengalas tecnológicas capazes de proporcionar maior autonomia a pessoas cegas e com baixa visão, e que possam principalmente detectar obstáculos acima da cintura. Ao todo, na fase de inscrições, o concurso contou com 100 soluções propostas de todo o Brasil.
Segundo o secretário estadual do Desenvolvimento Social e Família, Rogério Carboni, a iniciativa representa um compromisso com a inclusão e a autonomia das pessoas com deficiência visual. “Ao investir no desenvolvimento de bengalas inteligentes, estamos contribuindo diretamente para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, promovendo dignidade, segurança e acesso pleno aos espaços. O Paraná se orgulha de fazer parte desse movimento que une tecnologia com justiça social”, afirmou.
As 10 equipes finalistas estão distribuídas em seis cidades pelo País, sendo que seis das equipes são provenientes de três municípios do Paraná: Curitiba, Foz do Iguaçu e Toledo. As demais propostas são de Brasília (DF), Fortaleza (CE) e São Paulo (SP).
Para o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o concurso demonstra a relevância do papel do Estado como um indutor de inovação e transformação social. “É um importante instrumento de compra pública de inovação, que estimula o desenvolvimento de tecnologias assistivas voltadas à melhoria da qualidade de vida de pessoas com deficiência visual”.
PRÓXIMAS FASES – Depois de três meses do início da fase de prototipação, as equipes finalistas receberão mais R$ 90 mil para dar continuidade ao desenvolvimento do protótipo da bengala inteligente.
Ao todo, serão destinados R$ 2,8 milhões para estimular o desenvolvimento das soluções. A próxima etapa está prevista para acontecer no dia 29 de março de 2026. Chamada de Dia do Desafio, a etapa vai contar com a apresentação das 10 equipes no formato de pitchs, além de testes em circuitos simulando situações cotidianas e ambientes reais.
Os três primeiros colocados receberão a seguinte premiação:
1º lugar – R$ 500 mil
2º lugar – R$ 300 mil
3º lugar – R$ 200 mil
Além da premiação em dinheiro, os vencedores terão acesso à assessoria técnica da ABDI, com foco em inserção no ecossistema nacional e internacional de inovação, com o objetivo de escalar os protótipos desenvolvidos.
Fonte: Governo PR
Paraná
Alunos de 88 colégios da rede estadual participam do Parlamento Jovem
Estudantes participaram, nesta terça-feira (2), das eleições do projeto Parlamento Jovem em 88 colégios da rede estadual, distribuídos em 64 municípios paranaenses. A iniciativa, desenvolvida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), por meio da Escola Judiciária Eleitoral (EJE-PR), conta com a parceria da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) e proporciona aos alunos vivência prática do processo democrático e do funcionamento das eleições.
Em todo o Paraná, cerca de 26 mil estudantes atuaram como eleitores e 988 concorreram como candidatos-mirins. Para a realização da votação, foram disponibilizadas 238 urnas eletrônicas, entre equipamentos utilizados e de contingência.
Para o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, o projeto contribui para a formação cidadã dos estudantes ao aproximá-los das instituições democráticas. “A participação no Parlamento Jovem é uma oportunidade singular para que os estudantes vivenciem, na prática, o funcionamento do sistema democrático e do Poder Legislativo. Incentivamos fortemente a adesão dos alunos porque iniciativas como essa fortalecem o protagonismo juvenil, ampliam a compreensão sobre o processo eleitoral e contribuem para a formação de cidadãos mais conscientes e participativos”, afirmou o secretário.
Para o chefe da Seção de Educação para a Cidadania Política (SECP) do TRE-PR, Frederico Rafael Martins de Almeida, o projeto representa uma oportunidade de aproximar jovens da Justiça Eleitoral e incentivar a participação cidadã. “Ao conhecer na prática o funcionamento das eleições e do Poder Legislativo, os estudantes desenvolvem competências relacionadas à cidadania, ao diálogo, à ética pública e à participação política responsável”.
CIDADANIA – Segundo ele, o Parlamento Jovem é uma das principais ações de educação para a cidadania política desenvolvidas pelo TRE-PR. “Contribuímos para a formação de novas gerações de eleitores conscientes, participativos e comprometidos com os valores democráticos”, declarou Almeida.
A coordenadora dos Programas Especiais da Seed-PR, Adriana Rigon Wille, destacou que a iniciativa complementa o trabalho desenvolvido pelas escolas na formação cidadã dos estudantes. “É uma experiência muito rica porque os estudantes vivenciam uma eleição de verdade dentro da escola. Eles organizam as chapas, apresentam propostas, fazem campanha e utilizam a urna eletrônica no processo de votação. Tudo isso ajuda a aproximá-los da democracia e torna o aprendizado muito mais significativo”, afirmou.
NOVIDADES – “A edição de 2026 marca uma nova fase do Parlamento Jovem, resultado de um amplo processo de modernização”, destacou Almeida. Entre os avanços implementados recentemente pelo TRE-PR, estão a criação do Regulamento Oficial do Parlamento Jovem e o lançamento de um hotsite que reúne informações sobre todas as etapas do projeto, incluindo cronogramas, materiais pedagógicos, vídeos explicativos, manuais operacionais, modelos de documentos e orientações destinadas às escolas, Cartórios Eleitorais e Câmaras Municipais.
Também foram promovidas capacitações para servidores, professores, equipes pedagógicas e representantes das Câmaras Municipais, além da disponibilização de vídeos, checklists, cartilhas e manuais para consulta permanente. Neste ano, as instituições participantes passaram a formalizar a adesão ao projeto por meio de termos específicos, ampliando a integração entre a Justiça Eleitoral e os parceiros envolvidos.
VEREADORES – O Parlamento Jovem permite aos estudantes vivenciarem todas as etapas de uma eleição, de forma semelhante ao que ocorre nas disputas para cargos políticos. Nos meses que antecederam a votação, os alunos participaram de atividades como registro de candidaturas, campanhas eleitorais, apresentação de propostas e debates, utilizando as mesmas regras e procedimentos adotados pela Justiça Eleitoral.
Os estudantes eleitos serão diplomados e empossados como vereadores-mirins em seus respectivos municípios, passando a desenvolver atividades legislativas ao longo do ano. A proposta busca estimular o protagonismo juvenil e ampliar o conhecimento sobre o funcionamento dos poderes públicos e os mecanismos de participação democrática.
Fonte: Governo PR
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