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Paraná

Estado lança PrFilm Commission, que tem como objetivo atrair a produção de filmes para o Paraná

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A Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) lançou na noite dessa quarta-feira (21), no Centro Cultural Teatro Guaíra, a PrFilm Commission, programa que tem como objetivo atrair e facilitar a produção de filmes, séries, documentários, clipes e outros produtos audiovisuais em solo paranaense. Também foram empossados os primeiros membros da comissão deliberativa.

A PrFilm Commission vai atuar como facilitadora em diferentes pontos da cadeia produtiva cinematográfica: do cadastro de fornecedores à tramitação burocrática de permissões para filmar em local público; de suporte para festivais e distribuição de títulos já finalizados até o incentivo ao ensino, pesquisa e extensão acadêmica. Também irá apoiar o desenvolvimento de film commissions locais de municípios e consórcios. É uma política pública institucionalizada pelo Decreto Estadual 11.986/2022 e subordinada à Secretaria de Estado da Cultura do Paraná.

O evento marcou o encerramento da 12ª edição do Festival Olhar de Cinema, numa parceria simbólica entre a SEEC e um dos maiores eventos do segmento no Brasil. A cerimônia contou com a presença da secretária de Cultura, Luciana Casagrande Pereira Ferreira, do secretário de Turismo, Marcio Nunes, além de diretores, produtores, atores e outros representantes do audiovisual.

Estima-se que até 60% do orçamento de uma filmagem seja investido em serviços locais. Por isso, a necessidade de padronizar os procedimentos de filmagens e gravações, a fim de agilizar processos e facilitar a realização das atividades cinematográficas, de forma a permitir que o Estado e sua população se beneficiem do impacto direto e imediato na geração de renda, trabalho e emprego, além da promoção do turismo.

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“O Estado do Paraná é riquíssimo em paisagens naturais e urbanas e esse potencial pode ser aproveitado de forma sustentável para gerar renda para as populações locais através dessas produções. Em sinergia com o Turismo e demais áreas do governo, a PrFilm Commission vem se somar às nossas políticas públicas de cultura e será um eixo importante e estruturante de atuação a partir de agora”, afirmou a secretária de Estado da Cultura, Luciana Casagrande Pereira Ferreira. 

Para o secretário do Turismo, Márcio Nunes, a iniciativa é mais um passo para fortalecer o Paraná como destino turístico atraente para brasileiros e estrangeiros. “É com muita satisfação que vejo o nascimento da PrFilm Commission, que vai facilitar e fomentar a atração de projetos audiovisuais e produções cinematográficas para o Paraná. Além de levar as belas paisagens de Estado para o mundo, vai aquecer o mercado turístico local com a demanda por hospedagem das equipes, alimentação, transporte e outros”, complementou. 

Em 2020, a economia da cultura e das indústrias criativas (ECIC) do Brasil movimentou R$ 230,14 bilhões, equivalente a 3,11% do Produto Interno Bruto (PIB). Os dados são do Observatório Itaú Cultural e foram divulgados durante o evento de lançamento da plataforma de mensuração do PIB da ECIC que aconteceu no dia 10 de abril, em São Paulo.

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Jussara Locatelli, presidente do Sindicato da Indústria Audiovisual do Paraná (Siapar), ressaltou a importância da produção audiovisual na economia e o papel das film commission nesse processo. “A indústria audiovisual do Paraná ocupa a quinta posição do País em número de produtoras registradas na Ancine e ocupa a segunda posição nacional na produção de publicidade”, disse.  

“Queremos que seja descomplicado e fácil filmar no Estado. Ao entrar em contato com a PrFilm Commission, a produtora terá o apoio que precisa para criar a sua obra”, acrescentou André Avelino, diretor de Apoio, Fomento e Incentivo à Cultura. 

ORIGEM – As film commission começaram na década de 1940. Em um momento áureo da indústria cinematográfica americana, surgiu a necessidade de um mecanismo institucional entre os estúdios e o governo da Califórnia. Ao longo dos últimos 80 anos, diferentes lugares criaram estruturas que trabalham com políticas públicas ligadas ao setor audiovisual, culminando nos diversos formatos espalhados mundo afora. Sua missão, porém, é a mesma: uma film commission é responsável por atrair e facilitar as atividades de produções cinematográficas, atuando em todas as etapas ligadas direta ou indiretamente à sua cadeia produtiva.

Fonte: Governo PR

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Paraná

MP implementa fluxo de atendimento a mulheres vítimas de violência

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Acontece no MPPR - Bandeirantes

O Ministério Público do Paraná, por meio da 2ª Promotoria de Justiça de Bandeirantes, implementou na comarca o Fluxo de Atendimento à Mulher Vítima de Violência Doméstica e Familiar, com o objetivo de fortalecer a atuação integrada da rede de proteção e agilizar o acesso das vítimas aos serviços necessários para assegurar sua proteção.

A iniciativa surgiu a partir de uma demanda apresentada ao MPPR pela Secretaria de Assistência Social de Bandeirantes, pelo Conselho de Segurança, pela Diretoria da Mulher do município, pela Procuradoria da Mulher da Câmara Municipal e pelo Núcleo Maria da Penha da Universidade Estadual do Norte do Paraná (Uenp). Os órgãos relataram dificuldades no atendimento e na proteção integral das mulheres em situação de violência.

A partir da demanda, a 2ª Promotoria de Justiça instaurou procedimento administrativo para estruturar o fluxo e reuniu representantes de diferentes órgãos que integram a rede de proteção. A primeira reunião de sensibilização ocorreu em 10 de agosto e, em 31 de agosto, foi realizada nova reunião, voltada à implementação do fluxo.

Como funciona

De acordo com o Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho, responsável pela iniciativa, o fluxo de atendimento busca integrar os diferentes serviços que atuam na proteção de mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e amplia a comunicação prevista pela legislação. 

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Pela lei, os serviços de saúde públicos e privados devem notificar os casos à Vigilância Epidemiológica, que, por sua vez, comunica a autoridade policial. No fluxo estruturado pelo Ministério Público, além dos serviços de saúde, as Polícias Civil e Militar também passaram a comunicar os casos à Vigilância Epidemiológica, considerando que frequentemente são os primeiros órgãos a ter contato com as vítimas.

A partir dessas comunicações, a Vigilância Epidemiológica aciona imediatamente os demais integrantes da rede de proteção, como assistência social, atendimento psicológico e Ministério Público. Com isso, a identificação do caso não se limita à comunicação à autoridade policial, mas desencadeia uma atuação articulada para oferecer à vítima os serviços necessários, como atendimento social e psicológico, além do acompanhamento pelo Ministério Público.

Os casos comunicados pelas polícias também passam a ser registrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Dessa forma, o fluxo contribui não apenas para o atendimento e a proteção das vítimas, mas também para o levantamento de dados mais completos sobre a violência doméstica, auxiliando o planejamento de políticas públicas.

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Articulação da rede

Como parte da implantação do fluxo, em 18 de setembro foi realizada uma roda de conversa na Faculdade Unopar, em Bandeirantes, com a participação do Ministério Público e de outros integrantes da rede de proteção. A atividade teve como foco os estudantes de Psicologia da instituição, que poderão participar do atendimento às mulheres encaminhadas pelos serviços municipais.

Durante o encontro, foram discutidas as possibilidades de atuação da Psicologia no atendimento às vítimas e sua contribuição para que elas possam romper o ciclo de violência doméstica e familiar.

O fluxo implementado em Bandeirantes também resulta de uma experiência que vem sendo desenvolvida em outras comarcas. O mesmo modelo já foi implementado em Terra Roxa e Jaguapitã, com a articulação dos serviços locais de proteção.

A experiência de Jaguapitã também foi apresentada pelo Promotor de Justiça Bernardo Marino Carvalho em um encontro “Mão na massa”, promovido pela Escola Superior do Ministério Público do Paraná, com orientações práticas para integrantes interessados em estruturar fluxos semelhantes em suas comarcas.

Fonte: Ministério Público PR

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