Paraná
Estado investe em ferramentas e programas para reforçar ensino da Matemática
Neste sábado (14) é celebrado em todo o mundo o Dia Internacional da Matemática (DIM). Conhecida como “A Linguagem Universal”, essa área do conhecimento é essencial na formação dos estudantes, além de contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Por este motivo, a Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) tem se destacado na valorização do ensino dessa disciplina com diversas ações, programas e parcerias.
Consciente da importância desse componente curricular na formação dos alunos, somente neste ano o Governo do Estado, por meio da Seed-PR, vai investir R$ 130 milhões no fortalecimento do ensino básico da rede estadual, priorizando a recomposição de aprendizagem, focada no ensino de Matemática. “Esse investimento vai nos permitir um planejamento estratégico estruturado, que vai beneficiar toda a cadeia de ensino, desde os profissionais técnicos e professores até, claro, nossos alunos”, explica o secretário estadual da Educação, Roni Miranda.
“O Governo do Estado tem um compromisso com a excelência do ensino em todas as disciplinas, mas também entendemos os desafios com a Matemática e, por isso mesmo, temos empenhado grandes esforços para fornecer todos os recursos educacionais possíveis a nossos alunos”, diz.
RECOMPOSIÇÃO DE APRENDIZAGEM – Um dos principais focos da Seed-PR para o ano letivo de 2026 é a intensificação da recomposição de aprendizagem, para corrigir defasagens ou dificuldades no domínio do conteúdo pelos estudantes.
Entre as ações planejadas estão a estruturação de um componente curricular específico com duas aulas semanais, para os 2º e 6º anos do Ensino Fundamental e para a 3ª série do Ensino Médio, a formação continuada de gestores e professores focada na recomposição de aprendizagem e a avaliação contínua para acompanhar o desempenho dos estudantes em Matemática e outras áreas do conhecimento ao longo do ano letivo.
Ainda como forma de fortalecer o ensino da Matemática, a Seed-PR passou a adotar este ano um método de ensino desenvolvido pela Universidade americana de Stanford (Stanford University). Essa parceria, que conta com financiamento do Itaú Social e apoio do Instituto Canoa, consiste na formação de cerca de 40 professores e técnicos pedagógicos, com foco nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
A capacitação deverá impactar indiretamente cerca de 3 mil professores de Matemática da rede, potencializando práticas pedagógicas e, em consequência, contribuindo para o avanço da aprendizagem no componente e para a melhoria dos resultados de mais de 500 mil estudantes.
RECURSOS EDUCACIONAIS DIGITAIS – Entre as ferramentas de aprimoramento no ensino do componente de Matemática estão a Matific e a Khan Academy. As duas plataformas compõem o Programa Matemática Paraná e têm como objetivo elevar a proficiência dos estudantes na disciplina.
A Matific foi implementada em 2021, inicialmente para o 6º ano do Fundamental e, posteriormente, expandida para o 7º, com foco no desenvolvimento de habilidades por meio da gamificação. Já a Khan Academy foi incorporada pela rede em 2022, atendendo desde o 8º ano do Fundamental até a 3ª série do Ensino Médio, contando com curadoria de conteúdos alinhados ao currículo estadual.
Em 2023, o programa Matemática Paraná foi consolidado em toda a rede, com acompanhamento pedagógico sistemático, análise de dados educacionais e atuação direta de embaixadores nas escolas.
No ano passado, o uso dessas plataformas teve um impacto significativo na consolidação da aprendizagem dos alunos: a proficiência em Matemática teve um aumento de 40% no 6º e 7º anos por meio da Matific, enquanto o Khan Academy registrou quase 39 milhões de habilidades trabalhadas. Esta plataforma também conta com uma ferramenta de Inteligência Artificial (A.I.) que atua como tutor virtual para alunos e como assistente para professores, o Khanmigo. Em 2025, a ferramenta teve mais de 5,5 milhões de interações, alcançando cerca de 104 mil alunos.
Para a coordenadora de Educação Digital da Seed-PR, Lorena Pantaleão, no que diz respeito à recomposição de aprendizagens, o uso dessas plataformas vai além de simplesmente complementar o ensino. “Elas asseguram ensino personalizado, engajamento e coerência pedagógica. Essa política integrada transforma a recomposição em um processo dinâmico, no qual a tecnologia é o meio indispensável para que o propósito da aprendizagem matemática seja plenamente alcançado”, afirma.
DEMOCRATIZAÇÃO DO APRENDIZADO – O professor Mauricio Aparecido Ribeiro, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, em Curitiba, é um grande defensor do uso destes recursos. “Os recursos digitais permitem que eu resolva as defasagens dos alunos ao mesmo tempo em que avanço com os conteúdos do ano letivo”, explica. “Isso tem tido um impacto enorme na recomposição de aprendizagens, até porque os alunos podem utilizar as plataformas a qualquer hora, em qualquer lugar”.
“No começo das aulas eu não ia muito bem em Matemática”, lembra uma das alunas de Maurício, Kawanna Victória Tomaz de Jesus Gonçalves, 16 anos. “Mas os exercícios e os vídeos disponíveis na plataforma me ajudaram muito nas aulas. Eu tenho mais facilidade em resolver os exercícios e percebi a melhora no meu desempenho”, conta.
No ano passado, o Teotônio Vilela participou de um campeonato do Khan Academy e chegou ao terceiro lugar. “Foi uma conquista maravilhosa, porque eu tinha alunos com muita dificuldade em matemática”, comemora Maurício. “As ferramentas digitais não são apenas ferramentas de ensino, elas são uma extensão minha como professor e representam uma possibilidade de democratização do aprendizado para os alunos”, acrescenta.
DIM – O Dia Internacional da Matemática é uma iniciativa da União Internacional da Matemática (UIM) e foi instituído na 40ª Conferência Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), realizada na França, em 2019. Os Estados Unidos já celebravam o Dia do Pi nesta mesma data desde 1988. Isso porque, pelo calendário americano, o mês aparece antes do dia. Assim, 14 de março é 3/14, que é muito parecido com o valor aproximado de π (Pi), 3,14, uma conhecida constante matemática, resultante da razão entre o comprimento de uma circunferência e seu diâmetro.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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