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Paraná

Estado firma parceria com CNPEM para cooperação em IA e materiais recicláveis da UEL

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O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA), firmou um memorando de entendimento com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) para estruturar ações de cooperação científica e tecnológica em Inteligência Artificial e Materiais Sustentáveis na Universidade Estadual de Londrina (UEL). O documento estabelece a intenção das instituições de desenvolver pesquisas, compartilhar conhecimento e articular iniciativas para impulsionar avanços científicos e industriais no Estado.

Este é o primeiro acordo que o CNPEM firma com um governo estadual. O CNPEM, que fica sediado em Campinas, no estado de São Paulo, é uma instituição de referência nacional em pesquisa científica e tecnológica, responsável por alguns dos laboratórios mais avançados do país. O acordo não prevê obrigações financeiras entre as partes.

A parceria estabelece a intenção das instituições de desenvolver pesquisas, compartilhar conhecimento e articular iniciativas que envolvem desde estudos sobre materiais sustentáveis e aplicação de IA em processos laboratoriais, até a oferta de cursos, workshops e intercâmbio de pesquisadores.

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O secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Alex Canziani, afirma que o projeto vai fortalecer a integração entre ciência, indústria e governo, ampliando a capacidade do Paraná de gerar conhecimento aplicado.

“A parceria abrange uma série de frentes estratégicas. Entre elas, o desenvolvimento de soluções inovadoras para a descoberta, caracterização e aplicação de materiais sustentáveis, seguros e funcionais”, afirma. “É uma oportunidade de unir competências e acelerar pesquisas que podem resultar em novos produtos, processos e tecnologias para diversos setores”, afirma.

Também prevê o uso de ferramentas de inteligência artificial para otimizar processos de investigação, apoiar a colaboração remota entre especialistas e aprimorar a gestão de dados, o planejamento de experimentos e o uso de metodologias baseadas em “FAIR data”, um princípio que orienta para que os dados científicos sejam fáceis de encontrar, fáceis de acessar, compreensíveis por diferentes sistemas e prontos para serem reutilizados em novas pesquisas.

Além das pesquisas, a cooperação prevê a realização de workshops, cursos, disciplinas e outras atividades de formação, assim como o intercâmbio de estudantes, técnicos e pesquisadores para treinamento em soluções inovadoras. As instituições também iniciarão as tratativas para a estruturação do futuro Centro de Inteligência para Materiais Sustentáveis, a ser articulado com parceiros nacionais e internacionais.

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Fonte: Governo PR

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Paraná

Em Araucária, MPPR denuncia 18 pessoas na Operação Cartão Fidelidade por tráfico de drogas e requer afastamento de policial militar envolvido nos crimes

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ofereceu denúncia contra 18 pessoas investigadas na Operação Cartão Fidelidade. O grupo é acusado da prática dos crimes de associação para o tráfico, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva.

Áudio da Promotora de Justiça Adriana Cordeiro Galvão

A investigação desarticulou uma organização que promovia a venda ilícita de entorpecentes na modalidade de entrega em domicílio, via aplicativo de mensagens, operando sob o nome fantasia Bob TV ou Pão de Queijo do Tio Bob. A estrutura ilícita contava com a distribuição de cartões físicos de fidelização com carimbos para os usuários. A fase ostensiva da operação, deflagrada em 19 de agosto de 2026, resultou na apreensão de estoques de entorpecentes do grupo, incluindo mais de 73 quilos de maconha, além de comprimidos de ecstasy, cocaína e haxixe.

Policial envolvido – Entre os denunciados, está um policial militar acusado de corrupção passiva e lavagem de bens e valores. Segundo a denúncia, o agente público recebia vantagens financeiras indevidas dos líderes do esquema para fornecer informações privilegiadas sobre investigações, realizar consultas não justificadas em sistemas restritos de segurança e facilitar as rotas de distribuição do narcotráfico. O MPPR apurou que o policial movimentou mais de dois milhões de reais em suas contas, valor totalmente incompatível com seus rendimentos como servidor público, tendo utilizado parte do dinheiro ilícito, recebido em repasses diretos, para adquirir um imóvel à vista no bairro Capela Velha. O Ministério Público requereu a suspensão cautelar do exercício da função pública do agente policial, além da decretação da perda do cargo em caso de condenação.

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Para dissimular a origem do dinheiro do tráfico, a organização operava uma complexa rede de lavagem de capitais, utilizando contas bancárias de terceiros e empresas de fachada para integrar os recursos ilícitos à circulação econômica formal. Diante disso, o MPPR também solicitou ao Judiciário a suspensão das atividades de uma das empresas utilizadas no esquema de mescla de capitais ilícitos e lícitos.

Além das condenações pelos crimes cometidos, a Promotoria de Justiça requer a fixação de um valor mínimo para a reparação dos danos morais coletivos causados pela atuação da organização criminosa em Araucária, bem como a manutenção da prisão preventiva dos réus que já se encontram detidos, visando à garantia da ordem pública e a interrupção definitiva das atividades da organização.

Processo 0002613-86.2026.8.16.0025

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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