Paraná
Estado e Justiça firmam acordo para agilizar fluxo de decisões judiciais na área da saúde
O Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Saúde (Sesa), fechou uma parceria inédita com o Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). A Instrução Normativa que é fruto do acordo visa garantir mais celeridade, previsibilidade e segurança jurídica no cumprimento de decisões judiciais na área da saúde. A medida estabelece um novo fluxo para o atendimento de demandas judiciais, com o objetivo de otimizar os processos e proteger o erário público de gastos indevidos.
O novo regramento, desenvolvido em conjunto pelas equipes técnicas da Sesa, Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e dos tribunais, que formam o Comitê Executivo de Saúde do Estado do Paraná, estabelece a padronização de formulários para a prescrição de medicamentos e insumos, além de definir que a judicialização só deve ocorrer após o esgotamento de todas as alternativas terapêuticas oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
A normativa também garante à Sesa o direito de se manifestar no processo antes da decisão judicial, o que permite uma análise mais aprofundada de cada caso.
Outro ponto de destaque é a vedação da indicação de marca do produto, serviço ou medicamento nas decisões judiciais. Essa medida tem o objetivo de garantir o acesso ao princípio ativo do medicamento, por exemplo, e não a uma marca específica, o que não é permitido em aquisições públicas e pode gerar custos desnecessários ao Estado. A medida também evita que a indústria farmacêutica se beneficie de decisões judiciais para promover seus produtos.
O secretário da Saúde, Beto Preto, disse que a normativa é um avanço para a gestão da saúde no Paraná e que o Estado mantém o pleno abastecimento de todos os itens e previstos na política pública, ou seja, na Relação Nacional de Medicamentos (Rename), sob sua responsabilidade. Atualmente, a maior parte dos processos judiciais no Paraná acontece porque as pessoas buscam tratamentos ou remédios de alto custo que ainda não foram incluídos nas listas oficiais do SUS ou que foram incorporados, mas ainda não disponibilizados pelo Ministério da Saúde.
“Nosso objetivo é reduzir o custo com demandas judiciais que extrapolam o correto, como aquelas que determinam um medicamento de uma marca específica ou quando as alternativas disponíveis na saúde pública ainda não foram esgotadas. Com essa economia, poderemos investir mais em políticas públicas que atendam às demandas da sociedade como um todo, e não apenas de um único indivíduo”, afirmou o secretário.
A Instrução Normativa representa um marco na relação entre o sistema de saúde e o Judiciário no Paraná, estabelecendo um modelo de colaboração que pode servir de referência para outros estados. A expectativa é que, com a implementação das novas regras, o acesso à saúde seja mais justo e eficiente para todos os cidadãos paranaenses.
De acordo com a magistrada coordenadora do Comitê, Rafaela Mari Turra, o documento coloca o Paraná em posição de destaque nessa área, por ser o único estado a desenvolver um ato normativo sobre o tema. “Até onde eu tenho conhecimento, é o único estado que tem um documento deste porte, que é uma instrução normativa conjunta”, disse a coordenadora.
“Para o juiz é muito positivo, ele consegue fixar prazos mais exequíveis, trazendo menor onerosidade aos cofres públicos. E quando a gente fala em menor onerosidade, nós falamos em garantir a própria sustentabilidade do SUS, que tem o caráter universal. Então, se você gasta menos em judicialização, sobra mais para investir em saúde. E aí a gente consegue também trazer um respeito à política pública que é desenvolvida”, explicou a magistrada.
Para Maria Goretti, diretora de Atenção e Vigilância da Sesa, a importância dessa parceria melhora a qualidade do atendimento à população. Segundo ela, este acordo representa um avanço significativo na capacidade de responder às demandas judiciais de forma mais ágil e equitativa. “Ao estabelecer protocolos claros e prazos definidos, garantimos que os pacientes recebam o atendimento necessário sem comprometer a sustentabilidade do sistema”, afirmou.
“Além disso, a colaboração entre a Saúde e a Justiça nos permite identificar as reais necessidades da população e direcionar nossos recursos de forma mais estratégica, fortalecendo as políticas públicas de saúde que beneficiam todos os paranaenses”, acrescentou.
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VALORES GASTOS E EMPENHADOS – De acordo com levantamento da PGE, o montante empenhado para atender ordens judiciais em 2025 ultrapassou a marca de R$ 523,9 milhões, sendo a maior fatia destinada à aquisição de medicamentos. Para comparação, o somatório de gastos da Sesa para atender demandas judiciais foi de R$ 474,1 milhões em 2024, um aumento de 10,5% no último ano.
Para qualificar o atendimento e otimizar os gastos, a Sesa investe na capacitação contínua de seus servidores e no alinhamento de fluxos entre as 22 Regionais de Saúde.
A coordenadora de Assistência Farmacêutica da Sesa, Deise Pontarolli, diz que a área é uma das que mais recebem demandas judiciais no Estado. No último ano foram distribuídos medicamentos no montante de R$ 443 milhões apenas para atender decisões da justiça.
“No último ano, atendemos mais de 13,5 mil pacientes com demandas judiciais na Assistência Farmacêutica. Um volume financeiro significativo é destinado ao fornecimento de medicamentos oncológicos, que, embora incorporados ao SUS, não foram ainda disponibilizados pelo Ministério da Saúde, gerando um custo de cerca de R$ 100 milhões ao Estado”, explicou. “Com a nova normativa, esperamos otimizar o fluxo de atendimento e garantir que os recursos públicos sejam aplicados da forma mais eficiente possível, beneficiando a todos os paranaenses”.
Além da assistência farmacêutica, o setor de procedimentos e insumos também registra um volume significativo de judicializações. No último ano, mais de 2,4 mil pessoas foram atendidas, sendo o fornecimento de bombas de insulina um dos mais comuns, com cerca de 400 pacientes atendidos. O valor total em tratamentos, órteses, próteses e materiais especiais (OPME) foi de R$ 6,6 milhões em 2025.
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná amplia cuidados com mães e bebês e já registra 40,2 mil nascimentos em 2026
Em alusão ao Dia das Mães, comemorado neste domingo (10), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça a importância do cuidado integral com gestantes, puérperas e recém-nascidos, fundamental para garantir saúde e qualidade de vida desde os primeiros momentos.
Dados da pasta mostram que nos primeiros cinco meses de 2026 foram registrados 40.209 nascimentos no Paraná. Entre eles está o da pequena Rebecca Valentyna, filha da Juliana Ramos, que nasceu no Hospital e Maternidade Municipal Papa Francisco, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. A mãe relembra o atendimento humanizado e a estrutura da nova maternidade como diferenciais no momento do parto.
“Fui super bem atendida e cuidada durante todo o período em que fiquei internada. Me internei no dia 10 de fevereiro, minha filha nasceu no dia 25 e tive alta no dia 4 de março. Passei praticamente um mês no hospital e não tenho nada para reclamar. Eu e a minha bebê fomos muito bem tratadas por toda a equipe, desde a gestação até depois do nascimento”, afirmou.
Inaugurada em 2025, a maternidade ampliou o atendimento materno-infantil na Região Metropolitana de Curitiba, oferecendo estrutura moderna e atendimento pelo SUS.
Outro avanço importante foi a reabertura do Hospital e Maternidade Municipal de Rio Branco do Sul, também na RMC, inaugurado em outubro de 2025 após mais de uma década sem maternidade no município. A unidade passou por reforma e ampliação, beneficiando também moradores do Vale do Ribeira, com estrutura de pronto atendimento, centro obstétrico e 37 leitos.
Em 2026, o Estado também inaugurou a Maternidade Maria de Lourdes Elias Nunes, em Paranaguá, referência para os sete municípios do Litoral. A unidade recebeu investimento de R$ 11,2 milhões e conta com leitos PPP (pré-parto, parto e pós-parto), promovendo atendimento humanizado e maior segurança para mães e bebês. Desde a inauguração, já realizou mais de 700 atendimentos obstétricos e 160 partos.
Além das novas maternidades entregues em Pinhais, Rio Branco do Sul e Paranaguá, o Paraná também conta com importantes unidades de referência materno-infantil em diferentes regiões do Estado, como a Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina, em Loanda, que foi ampliada e dobrou a capacidade de atendimento, e o Hospital e Maternidade Doutor Paulo Fortes, em São Mateus do Sul, que ganhou uma nova estrutura após investimentos de R$ 21 milhões do Governo do Estado, por meio da Sesa.
O Paraná também avança na ampliação da rede materno-infantil através de suas maternidades padrão. O projeto padrão, criado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e oferecido às prefeituras, está em tramitação em diferentes regiões do Estado. Entre os municípios contemplados estão Bela Vista do Paraíso, Reserva, Pinhão, Sengés, Marechal Cândido Rondon, São João do Ivaí, Marialva e Toledo, fortalecendo a assistência obstétrica e neonatal e ampliando o acesso ao atendimento especializado para gestantes e recém-nascidos.
Segundo o secretário de Estado da Saúde, César Neves, são estruturas que reforçam a ação do Governo do Estado e da Secretaria da Saúde na regionalização do atendimento. “As futuras mamães agora têm condições de receber o atendimento mais perto das suas casas, sejam nos Pronto Atendimentos Municipais, nas Unidades Mistas de Saúde ou nos Ambulatórios Médicos de Especialidades. E claro, toda essa estrutura de novas maternidades contribuem para dar mais dignidade e tecnologia no atendimento às gestantes”, disse.
LINHA DE CUIDADO MATERNO INFANTIL – Outros avanços recentes foram a ampliação da vacinação BCG diretamente nas maternidades e a oferta do ultrassom morfológico para 100% das gestantes atendidas pelo SUS no Estado, fortalecendo ainda mais a Linha de Cuidado Materno Infantil.
A coordenadora de Atenção e Vigilância da Sesa, Carolina Bolfe Poliquesi, reforçou que a Linha de Cuidado Materno Infantil organiza e qualifica a assistência prestada em todas as etapas. “A Linha de Cuidado visa apoiar a organização das ações e dos serviços de saúde e a melhoria da assistência à saúde da criança, com a instituição de diretrizes para o cuidado integral”, afirmou.
A Linha de cuidado está estruturada de forma integrada na Rede de Atenção à Saúde, envolvendo a Atenção Primária à Saúde (APS), a Atenção Ambulatorial Especializada (AAE) e a Atenção Hospitalar (AH), e organiza e qualifica a assistência à gestante, à puérpera e à criança em todo o Paraná. A iniciativa tem como objetivo garantir acesso, integralidade e qualidade do cuidado, desde o planejamento reprodutivo, passando pelo pré-natal, parto e puerpério, até o acompanhamento da criança nos primeiros anos de vida.
Fonte: Governo PR
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