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Paraná

Estado e federação vão ensinar badminton para 12 mil alunos de 50 escolas

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O Governo do Estado, por meio do Programa Estadual de Fomento e Incentivo ao Esporte (Proesporte), em parceria com a Badminton Federação Paranaense, deu início a um projeto que democratiza o acesso à modalidade nas escolas públicas. A iniciativa, que conta com o patrocínio da Ligga Telecom, vai impactar diretamente mais de 12 mil estudantes em diferentes regiões do Paraná.

O projeto, que deve ser lançado oficialmente, já está em operação com a distribuição de kits esportivos completos, capacitação de professores de Educação Física e a isenção de taxas de inscrição em competições estaduais. A ação chegará a 50 escolas públicas, de 22 municípios, ampliando a vivência esportiva dos alunos e fortalecendo a prática como disciplina complementar às aulas regulares. As atividades são coordenadas pela Badminton Federação Paranaense, com recursos do Proesporte, desenvolvido pela Secretaria de Estado do Esporte.

Ao longo de doze meses, serão beneficiados alunos de Curitiba, Ampére, Araucária, Campo Largo, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Cruzeiro do Sul, Francisco Beltrão, Guaraniaçu, Guaratuba, Londrina, Mariluz, Morretes, Paranaguá, Paranapoema, Ponta Grossa, Renascença, São João do Caiuá, São José dos Pinhais, Tijucas do Sul e Umuarama.  

Para o diretor de Fomento e Promoção do Esporte da Secretaria do Esporte (SEES), Clésio Prado, a iniciativa mostra a força da política pública esportiva do Paraná. “Essa é a demonstração da capacidade que o esporte aliado à educação tem, a abrangência de conseguir atingir esse número de alunos, difundir e desenvolver uma modalidade olímpica como o badminton”, afirma.

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“Esse processo consolida o sistema esportivo paranaense, que continua sendo referência para o Brasil. O Paraná é um grande celeiro de talentos, e a escola é a nossa matriz, onde conseguimos identificar o maior número de potenciais atletas”, ressalta.

Já o diretor administrativo da Badminton Federação Paranaense e coordenador técnico do projeto, Vladimir Rodrigues, destaca a relevância do programa para o desenvolvimento da modalidade no Estado.

“Levar o badminton para dentro das escolas significa abrir portas para milhares de crianças e adolescentes que passam a ter acesso a uma modalidade moderna. Sem o apoio do Proesporte seria muito difícil, senão impossível, atender tantas escolas em diferentes regiões. Esse incentivo garante não apenas a distribuição dos kits, mas também a democratização do acesso ao esporte, fortalecendo ainda mais o badminton no Paraná”, diz.

MODALIDADE – Nos últimos anos, o Estado tem se consolidado como protagonista nacional no badminton. O Paraná foi o mais representado na primeira etapa do Circuito Nacional de 2025, com 131 atletas entre 455 competidores de 15 estados. No Circuito Paranaense de 2024, mais de 400 atletas participaram em diferentes categorias, da Sub-11 à Master, mostrando a força da modalidade no território estadual.

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O badminton é um esporte de raquete jogado individualmente (simples) ou em duplas (masculina, feminina ou mista), em uma quadra retangular que mede 13,40m x 6,10m dividida por uma rede com a altura de 1,55m. O objetivo é fazer com que a peteca toque o chão do lado adversário, utilizando saques e golpes.

A modalidade exige reflexos ágeis, coordenação motora, velocidade, resistência física e estratégia, além de trabalhar habilidades como concentração, tomada de decisão e lateralidade. Por ser muito dinâmico, o Badminton desenvolve tanto o condicionamento físico quanto aspectos cognitivos e sociais dos praticantes.

PROGRAMA – O Proesporte é financiado com recursos oriundos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), permitindo que contribuintes destinem parte do imposto devido para fomentar o esporte no Paraná. O montante a ser distribuído é igual ao do Edital 05 – que foi o maior montante voltado ao fomento e incentivo da história do esporte do Paraná, atendendo 302 projetos. Desde 2018, ano do primeiro edital, já foram destinados R$ 83 milhões para 577 projetos.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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