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Estado compra terreno e dá início ao futuro Terminal Metropolitano de Londrina

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Após dois anos de negociações, o governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta quinta-feira (1) a conclusão do processo de compra de um terreno para a construção do novo Terminal Metropolitano de Londrina, no Norte do Paraná. A área, com mais de 12 mil metros quadrados, foi adquirida pelo Governo do Estado por R$ 19 milhões, através da Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep). 

A localização do terreno, que fica em frente ao Terminal Central da cidade, foi determinante para a definição da compra pelo Executivo Estadual. O objetivo é facilitar a integração entre os ônibus urbanos, que circulam dentro de Londrina, e os metropolitanos, que atendem cerca de 50 mil pessoas residentes nos municípios vizinhos – especialmente Cambé, Ibiporã, Rolândia e Jataizinho – e que se deslocam para a cidade diariamente. 

Ratinho Junior destacou que além de concluir a compra do imóvel, o Governo do Estado já inicia imediatamente os estudos para implantação do terminal. “Este é o início da realização de um sonho antigo da população de Londrina e Região Metropolitana, em especial de quem utiliza o transporte coletivo. A construção de um terminal metropolitano vai resolver um transtorno de muitas décadas”, disse.

“Estamos trabalhando há bastante tempo para achar uma área compatível com a necessidade da população e conseguimos avançar na negociação desse terreno, que é bem grande, tem mais 12 mil metros quadrados”, salientou o governador. “Estamos fazendo aquisição e, junto com os prefeitos da região, já lançando a contratação do projeto para, em alguns meses, iniciar a construção dessa grande obra”. 

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Segundo o presidente Amep, Gilson Santos, a cidade de Londrina teve um avanço em relação ao transporte público urbano nos últimos anos, mas carecia de investimentos na infraestrutura do transporte coletivo metropolitano, que são de competência do Governo do Estado.

Eles explicou que todas as etapas do projeto – aquisição do terreno, elaboração dos Estudo de Concepção e anteprojeto e a construção do terminal – serão executadas pelo governo. “Por meio da Amep, o Governo do Estado está à frente desse importante projeto, que atende uma demanda antiga da região de Londrina. Obviamente, estamos conversando com os municípios para que eles possam contribuir com sugestões em todo o processo, para que no menor tempo possível possamos iniciar essa obra na cidade”, ressaltou Santos. 

O secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel, destacou que com o crescimento de Londrina e das cidades da região é necessário buscar soluções para melhorar a mobilidade e facilitar a vida da população. “Temos as cidades conurbanas, uma região metropolitana forte que necessita dessa integração não apenas no transporte, mas em todas as áreas”, afirmou. 

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ESTUDO – O próximo passo do projeto é a contratação do Estudo de Concepção, que inclui levantamento topográfico, ensaios geotécnicos, estudos de tráfego, diagnóstico da necessidade e estudo de viabilidade, além de estudo de soluções de arquitetura e engenharia e plano de implantação. Paralelamente, também será contratado o anteprojeto, composto pelo prognóstico de demolição, terraplanagem, fundação, drenagem, estrutura, arquitetura, elétrica, pavimentação, paisagismo e sinalização. 

O prazo para a execução desta etapa do projeto é de oito meses, que deverá ser concluída com a definição sobre a planta final do futuro Terminal Metropolitano. Com isso, a expectativa do Governo do Estado é de que a obra seja iniciada ainda em 2024 e possa ser entregue à população até 2026. Para que a meta seja cumprida, serão analisados métodos construtivos mais rápidos e eficientes, como a contratação em RDCI, no qual a mesma empresa finaliza o projeto e toca a obra. 

Além dos terminais de embarque e desembarque, a estrutura contará com amplo complexo comercial e de serviços disponíveis aos milhares de usuários do transporte coletivo metropolitano. 

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A localização do terreno, que fica em frente ao Terminal Central da cidade, foi determinante para a definição da compra pelo Executivo Estadual. Foto: Alessandro Vieira/Casa Civil

MAIS CONFORTO – Para o prefeito de Londrina, Marcelo Belinati, o projeto vai garantir mais conforto e praticidade aos trabalhadores que chegam e saem da cidade todos os dias. “Milhares de pessoas moram nos municípios próximos e se deslocam diariamente a Londrina para trabalhar, utilizando o transporte coletivo, e que ficam em uma estrutura hoje que é totalmente inadequada, expostas ao sol e à chuva”, disse.

“Agora será construído um amplo terminal para o transporte coletivo metropolitano nas instalações do antigo IBC, com uma ligação com Terminal Urbano de Londrina, uma solicitação que fizemos”, salientou Belinati. “É um momento histórico, que vai trazer mais conforto para as pessoas vêm para Londrina para buscar o seu sustento”. 

PATRIMÔNIO HISTÓRICO – A área adquirida pelo Governo do Estado era sede da antiga Companhia Intercontinental de Café, uma empresa histórica da cidade. Por isso, parte da estrutura existente será utilizada como base para a criação de Centro Cultural de Exposições sobre o café e a cultura regional. 

PRESENÇAS – Participaram da solenidade os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; da Segurança Pública, Hudson Leôncio Teixeira; e da Saúde, Beto Preto; o comandante-geral da Polícia Militar do Paraná, coronel Jefferson Silva; a deputada federal Luísa Canziani; os deputados estaduais Tiago Amaral, Luiz Claudio Romanelli, Cloara Pinheiro, Tercílio Turini, Cobra Repórter e Alexandre Curi; os prefeitos de Cambé, Conrado Scheller; Ibiporã, José Maria Ferreira; Lupionópolis, Antonio Peloso Filho; e Prado Ferreira, Maria Edna de Andrade; a representante da Casa Civil em Londrina, Sandra Moya; o superintendente de Apoio aos Municípios da Casa Civil, Júnior Weiller; e outras autoridades municipais.

Fonte: Governo PR

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BRDE amplia Fundo Verde com aporte de R$ 3,6 milhões para projetos no Paraná

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O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) aprovou um novo aporte de R$ 3,6 milhões ao Fundo Verde e de Equidade para aplicação em projetos elegíveis no Paraná. A destinação tem como base o lucro líquido auferido pelo banco em 2025 e reforça a agenda de sustentabilidade da instituição, em uma iniciativa divulgada neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado nesta sexta-feira (5).

Nos três estados de atuação do BRDE — Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul — o novo aporte ao Fundo Verde e de Equidade soma R$ 10,82 milhões, respeitado o limite equivalente a 1,5% do lucro líquido do último exercício. Com a nova dotação, o volume acumulado destinado ao instrumento chega a quase R$ 40 milhões desde 2021.

O Fundo Verde e de Equidade é um instrumento operacional e financeiro criado pelo BRDE para apoiar, com recursos não reembolsáveis, projetos socioambientais e climáticos com potencial de impacto positivo. Os recursos podem ser aplicados em iniciativas voltadas à preservação ambiental, adaptação e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, proteção da biodiversidade, economia circular, uso sustentável dos recursos naturais, inovação socioambiental, turismo sustentável e promoção da equidade. Cada projeto pode receber até R$ 200 mil.

Para o diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Junior, o novo aporte confirma o papel do banco como instituição de fomento comprometida com uma agenda de desenvolvimento de longo prazo. “O Fundo Verde traduz uma decisão estratégica do BRDE: reinvestir parte do resultado do banco em projetos capazes de gerar impacto ambiental, social e econômico. É uma forma concreta de transformar lucro em legado, apoiando iniciativas que ajudam a preparar o Paraná e toda a Região Sul para os desafios climáticos e para uma economia mais sustentável”, afirma.

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No Paraná, os recursos serão aplicados em projetos elegíveis, conforme as regras e critérios de enquadramento do Fundo. A seleção considera a aderência das propostas aos objetivos socioambientais do instrumento, a relevância pública das iniciativas e a capacidade de gerar resultados mensuráveis para o território.

O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Neves, destaca que a destinação reforça a governança do banco na aplicação de recursos próprios para finalidades de interesse público. “Ao vincular parte do lucro líquido ao Fundo Verde e de Equidade, o BRDE consolida uma política permanente de apoio a projetos que geram valor para a sociedade. São recursos não reembolsáveis, aplicados com critérios técnicos, transparência e foco em iniciativas capazes de deixar benefícios concretos para os territórios onde o banco atua”, diz.

O Fundo Verde integra um conjunto de ações voltadas à promoção de impacto socioambiental e climático positivo. O instrumento permite que o banco complemente sua atuação tradicional em financiamento com apoio direto a iniciativas de interesse coletivo, fortalecendo projetos inovadores nas áreas urbana, rural, ambiental, científica, tecnológica e de turismo sustentável.

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BIOMAS – Em função da localização geográfica dos três estados do Sul, a atuação do BRDE contribui para a promoção da sustentabilidade em dois dos principais biomas brasileiros presentes na região: o Pampa e a Mata Atlântica. As iniciativas apoiadas podem dialogar com temas como conservação de áreas naturais, restauração ecológica, uso sustentável da biodiversidade, fortalecimento de cadeias produtivas de baixo impacto e valorização de territórios com vocação ambiental e turística.

Para o superintendente do BRDE no Paraná, Paulo Starke, o novo aporte amplia a capacidade do banco de apoiar soluções alinhadas às necessidades ambientais e produtivas do Estado. “Essa atuação se soma a outras iniciativas pioneiras, como o instrumento de créditos de biodiversidade desenvolvido no Estado, em diálogo com a metodologia LIFE, que busca dar valor econômico à conservação e criar novas formas de financiamento para a proteção da natureza”, frisa.

CRÉDITOS – O projeto de créditos de biodiversidade, desenvolvido em parceria com o Governo do Estado e conectado à metodologia LIFE, busca reconhecer financeiramente ações de conservação ambiental, especialmente em áreas como Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), por meio de créditos certificados e rastreáveis.

Fonte: Governo PR

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