Paraná
Estado busca no Japão novas referências para políticas de cuidado à pessoa idosa
Com foco em ampliar e qualificar as políticas públicas voltas à população idosa, a secretária estadual da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa, Leandre Dal Ponte, inicia nesta quarta-feira (03) uma missão oficial ao Japão. A viagem faz parte da cooperação técnica entre o Governo do Paraná e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), por meio do Programa Paraná Amigo da Pessoa Idosa, que conta com apoio do Fundo Especial do Japão.
O objetivo é trazer referências de políticas bem-sucedidas para subsidiar novas ações no Estado diante do acelerado processo de envelhecimento populacional. A agenda começa nesta quarta-feira (3) e segue até o dia 15 de setembro, com atividades em Tóquio e Shizuoka, para conhecer experiências inovadoras em cuidado comunitário, prevenção de demências, apoio a cuidadores e promoção do envelhecimento ativo.
Em agosto, o governador Carlos Massa Ratinho Junior esteve nos Estados Unidos para receber, oficialmente, na Organização Mundial da Saúde, o título de Estado Amigo da Pessoa Idosa. O documento é um reconhecimento do compromisso do Paraná com políticas públicas e a construção de uma rede de cuidado e respeito ao envelhecimento ativo e saudável.
Segundo Leandre, a missão permitirá ampliar ainda mais o olhar sobre soluções que unem inovação, tradição e cuidado humano. “O Japão é um exemplo mundial de respeito às pessoas idosas e tem uma experiência única no enfrentamento do envelhecimento populacional. Nossa intenção é aprender com essas políticas e adaptá-las à realidade do Paraná, fortalecendo a rede de apoio às pessoas idosas e seus cuidadores”, disse a secretária.
Na programação, estão previstas visitas à prefeitura de Shizuoka, ao Ando Children’s Hall, ao Senior Employment Center e ao Centro de Cuidados à Demência, referência em inclusão social e apoio a familiares. Já em Tóquio, a secretária terá encontros com representantes do Governo Metropolitano, da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), além de conhecer iniciativas comunitárias como a clínica domiciliar Yushokai e o centro de cuidados Katarai No Ie.
RECONHECIMENTO INTERNACIONAL – Com o selo de Estado Amigo da Pessoa Idosa, o Paraná passa a fazer parte de um grupo de países, estados e cidades reconhecidos pela eficiência dos seus programas e experiências para tornar os ambientes urbanos mais acolhedores, seguros e acessíveis para todas as idades.
O reconhecimento ao Paraná é inédito na América do Sul. Até então, apenas estados e províncias do México, Japão, Austrália e Canadá, além de cidades, tinham se tornado elegíveis para integrar o grupo.
A conquista aconteceu após o Paraná desenvolver a maior rede de programas para idosos do Brasil. Entre projetos pioneiros estão o Casa Fácil Paraná Terceira Idade, de subsídio para custear o valor dos imóveis para idosos com renda de até quatro salários-mínimos; o programa Viver Mais Paraná que implementa condomínios habitacionais específicos para a terceira idade; a Caderneta da Saúde da Pessoa Idosa, encontrada em todas as unidades de saúde do Estado, onde são registradas informações sobre fragilidade, vulnerabilidade social, nível de dependência e autonomia, garantindo atendimento qualificado.
O Estado também instituiu a lei de gratuidade em viagens intermunicipais para pessoas com 65 anos ou mais, garantindo cotas de passagens gratuitas e com 50% de desconto. Além disso, o programa Viaja Mais 60 oferece roteiros turísticos acessíveis e seguros, enquanto os Jogos da Terceira Idade (JIIDOS) promovem atividades esportivas adaptadas, estimulando o envelhecimento ativo e a socialização.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR expede recomendação administrativa para conter atropelamento de animais silvestres em rodovias de Londrina e cobra medidas do Município e do DER-PR
O Ministério Público do Paraná, por meio da 20ª Promotoria de Justiça de Londrina, no Norte Central do estado, emitiu recomendação administrativa cobrando ações efetivas para cessar a mortandade de animais silvestres nas rodovias LA-003, conhecida como Mábio Gonçalves Palhano, e PR-538. Os trechos afetados margeiam o Parque Estadual Mata dos Godoy. O documento foi direcionado ao Município de Londrina, ao Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR) e ao Instituto Água e Terra (IAT).
A medida é desdobramento de procedimento administrativo instaurado em 2022 pela Promotoria de Justiça. Um levantamento técnico apontou que, entre março de 2018 e janeiro de 2019, foram registrados 337 animais atropelados de 57 espécies diferentes naquelas vias e em outras rodovias da região. O estudo identificou seis pontos críticos de atropelamento, com medidas mitigatórias validadas pelo IAT.
Biodiversidade – A área é reconhecida pelo Ministério do Meio Ambiente como prioritária para a conservação da biodiversidade e abriga espécies ameaçadas de extinção. Entre os animais em risco, estão a anta, classificada como criticamente em perigo no estado do Paraná, e a onça-parda, classificada como vulnerável. Levantamentos recentes confirmaram a letalidade contínua nos trechos, com 18 animais atropelados entre novembro e dezembro de 2025, além da constatação de desgaste na sinalização existente em vistoria realizada em março de 2026.
Além do dano ambiental, os atropelamentos representam risco à segurança dos motoristas. Dados do Batalhão de Polícia Rodoviária Estadual registraram 258 acidentes por atropelamento de animais em 2019 e 283 ocorrências em 2020, resultando em vítimas fatais e feridas.
Medidas – Entre as solicitações feitas ao Município de Londrina, estão o reforço da sinalização, a implantação de mecanismos permanentes de redução de velocidade e a elaboração de projeto executivo para a construção de passagem segura de fauna sobre o Ribeirão Três Bocas. Ao DER-PR, foi recomendada a redução da velocidade máxima de 60 km/h para 40 km/h nos trechos que cruzam o núcleo do parque, a instalação de radares fixos eletrônicos e a implantação de passagens de fauna e cercas direcionadoras. Por sua vez, o IAT deverá fiscalizar o cumprimento das medidas e analisar os projetos apresentados em até 30 dias.
Os destinatários têm 30 dias para responder por escrito sobre o acatamento da recomendação e devem apresentar cronogramas que prevejam a conclusão das obras em prazo não superior a 12 meses. O descumprimento poderá levar à adoção de medidas judiciais, com responsabilização civil por dano ambiental.
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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