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Equilíbrio entre tecnologia e experiência humana é desafio na pecuária moderna, afirma CEO da Beckhauser

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Tecnologia avança, mas experiência humana segue essencial na pecuária

Em um cenário de transformação digital acelerada, o desafio do setor agropecuário é encontrar o equilíbrio entre inovação e prática de campo. Esse será o foco da participação da CEO da Beckhauser, Mariana Beckheuser, no Rural Day, que ocorre em 26 de novembro, no Cubo Itaú, em São Paulo (SP).

A executiva integrará o painel “Conectando o Agro Real ao Agrotecnológico”, ao lado de representantes da CNH, CTC e Bayer, com mediação de Ricardo Campo (Rural). O debate abordará como soluções digitais podem otimizar rotinas e decisões nas fazendas, sem impor rupturas ou transformar a inovação em obrigação.

Inovação deve somar, não substituir práticas consolidadas

Mariana Beckheuser defende que a adoção de tecnologia no campo deve ser consciente e personalizada, respeitando as realidades de cada propriedade. Para ela, o excesso de tendências tecnológicas pode gerar pressão e sensação de inadequação, especialmente entre produtores de diferentes gerações.

“As ferramentas digitais ampliam nossa capacidade de organizar dados, reduzir desperdícios e agilizar decisões, mas isso não significa que tudo o que construímos até aqui perdeu valor. A tecnologia só faz sentido quando aprimora o que já sabemos fazer e transforma informação dispersa em clareza de gestão”, afirma a CEO.

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Dados e inteligência digital a serviço da pecuária

Referência nacional em equipamentos de contenção e soluções para gestão pecuária baseada em dados, a Beckheuser vem se destacando pela integração entre bem-estar animal, eficiência operacional e tomada de decisão inteligente.

Durante o evento, Mariana apresentará a visão prática de quem atua diretamente no campo, reforçando que a tecnologia deve ser vista como suporte — e não como substituta da experiência humana.

“Cada fazenda tem seu ritmo e suas necessidades. É esse filtro criterioso que garante que a inteligência artificial ou qualquer solução digital seja realmente útil. No fim das contas, a decisão continua sendo humana; a tecnologia é suporte, não substituto”, reforça.

Rural Day destaca futuro do agro e integração tecnológica

Em sua segunda edição, o Rural Day reunirá mais de 400 executivos, produtores, investidores e startups para discutir o futuro do agronegócio brasileiro.

O evento, promovido pela Rural, é reconhecido como um dos principais fóruns estratégicos do setor, com uma programação que aborda macroeconomia, sustentabilidade, inovação e políticas públicas. Nesta edição, também será apresentado um estudo inédito sobre o futuro do agro e a integração tecnológica nas fazendas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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