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Em Pontal do Paraná, MPPR obtém liminar em ação civil pública e oferece denúncia contra casal por maus-tratos e apropriação de bens de pessoa com deficiência

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná, no Litoral do estado, obteve decisão liminar em ação civil pública ajuizada contra um casal acusado de manter uma mulher com deficiência em condições desumanas e de dilapidar seu patrimônio. Os dois, que eram cuidadores da vítima, também foram denunciados criminalmente pelo MPPR por maus-tratos e apropriação de bens.

Na decisão, concedida na última quarta-feira, 4 de março, a Vara da Fazenda Pública de Pontal do Paraná determinou a saída imediata dos agressores da residência da vítima, a proibição de contato com ela (com a fixação de limite mínimo de 500 metros de distância), o bloqueio dos bens da vítima para impedir novos prejuízos financeiros e a suspensão de procurações concedidas aos denunciados. Também foi determinado que a mulher seja acolhida por familiares aptos ou em residência inclusiva municipal.

Violência psicológica e física – Segundo apurado pela 1ª Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná, a partir de denúncia anônima, uma equipe da Polícia Civil foi até a casa da vítima, onde a encontrou “trancada em um cômodo (tipo edícula) nos fundos do imóvel, sem ventilação, com forte odor de urina e fezes de animais no entorno”. A porta do cômodo estava trancada por fora, com a chave escondida em um armário externo, impedindo a saída da vítima em caso de emergência. O celular dela também ficava em posse da cuidadora, impedindo que mantivesse contato com familiares e amigos. A vítima relatou ainda receber alimentação apenas uma vez ao dia. Diante disso, ficou configurado que os denunciados exerciam severa violência psicológica e física, isolando a vítima de outros familiares e do convívio social.

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Exploração financeira – Em função da gravidade da situação, além de medidas cíveis de proteção, o Ministério Público ofereceu denúncia criminal pelos crimes de maus-tratos e apropriação de bens por sucessivas vezes, com caracterização de crime continuado. Segundo as investigações, nas quais o MPPR detalhou o esquema de exploração financeira, os denunciados teriam desviado mais de R$ 57 mil das contas da vítima, tentado transferir o único imóvel da assistida mediante simulação de negócio jurídico e realizado diversos empréstimos consignados em nome dela, comprometendo sua subsistência futura. Além da condenação criminal, o MPPR requereu a condenação dos acusados ao pagamento de valor não inferior a R$ 200 mil a título de danos morais, visando reparar o abalo existencial e a quebra do dever de confiança.

Atuação institucional – A 1ª Promotoria de Justiça de Pontal do Paraná reforça que a proteção da pessoa com deficiência é prioridade absoluta, conforme a Lei nº 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), e que o Ministério Público permanece vigilante para que casos de negligência, exploração e tratamento cruel sejam severamente punidos nas esferas cível e criminal.

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Processo 0004331-82.2024.8.16.0189

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Reta final: pavimentação entre Mandirituba e São José dos Pinhais chega a 84,19%

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A pavimentação da ligação metropolitana em concreto que conecta os municípios de Mandirituba e São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC), entrou em sua reta final de execução. Uma nova medição oficial aponta que o projeto atingiu 84,19% de conclusão, consolidando o avanço definitivo de uma das principais intervenções de infraestrutura viária do Estado.

Com investimento de R$ 111,8 milhões do Governo do Estado, coordenado pela Agência de Assuntos Metropolitanos do Paraná (Amep), a obra de 26 quilômetros de extensão começa a desenhar seu cenário definitivo. A escolha pelo pavimento rígido de concreto — que assegura maior durabilidade, alto desempenho estrutural e baixa necessidade de manutenção — já transforma a realidade local à medida que os trabalhos se aproximam da entrega, prevista para agosto de 2026.

Com a obra concentrada nesta etapa final, os serviços que antes se dividiam entre terraplenagem, drenagem e base já dão lugar, na maior parte do traçado, ao acabamento: lançamento de concreto, sinalização horizontal e vertical, e os dispositivos de segurança que vão acompanhar a rodovia. A proximidade entre os percentuais de execução dos diferentes trechos mostra um cronograma que avança de forma equilibrada ao longo de toda a extensão.

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A ciclovia, prevista desde o início do projeto como parte das melhorias de funcionalidade da via, ganha corpo justamente nos segmentos que ficam entre o trecho central, já quase pronto, e as duas extremidades da obra, reforçando o caráter da via como uma rodovia pensada também para a mobilidade de quem usa bicicleta no dia a dia entre os municípios da região.

Para o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos, o estágio atual da obra demonstra a evolução consistente do empreendimento e permite vislumbrar a entrega de uma importante demanda regional. “Estamos entrando na reta final de uma obra estratégica para a mobilidade metropolitana. Com mais de 84% dos serviços executados, já é possível perceber a transformação que essa nova ligação proporcionará, melhorando a circulação de pessoas, impulsionando o desenvolvimento regional e fortalecendo a integração entre os municípios”, destaca.

Mais do que aproximar duas importantes cidades, a nova rodovia funcionará como um estratégico corredor logístico para o Sul da RMC, conectando diretamente duas das principais rodovias federais do país: a BR-116 e a BR-376.

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Quando inaugurada, a estrutura vai otimizar o escoamento de produção e a mobilidade urbana, beneficiando diretamente não apenas Mandirituba e São José dos Pinhais, mas todo um ecossistema regional que inclui os municípios de Quitandinha, Agudos do Sul, Piên, Campo do Tenente e Rio Negro. Com o cronograma mantido e ritmo intenso, a ligação metropolitana se prepara para abrir novos caminhos para o desenvolvimento paranaense em agosto.

Fonte: Governo PR

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