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Em Ponta Grossa, Ministério Público do Paraná expede recomendação para coibir irregularidades em encaminhamentos para cateterismo pelo SUS

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O Ministério Público do Paraná, por meio da 11ª Promotoria de Justiça de Ponta Grossa, nos Campos Gerais, expediu recomendação administrativa ao Conselho Regional de Medicina (CRM) do Paraná, à Secretaria Municipal de Saúde, às Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e a hospitais prestadores de serviços do SUS na cidade para adoção de medidas destinadas a impedir irregularidades no encaminhamento de pacientes para a realização de cateterismo cardíaco no sistema público de saúde. A recomendação foi expedida após apuração, em procedimento administrativo do MPPR, de possíveis fraudes relacionadas à inserção indevida de pacientes na Central de Regulação de Leitos para realização de “cateterismo eletivo de urgência”, prática apontada como forma de burlar o fluxo regular do Sistema Único de Saúde.

Áudio da promotora de Justiça Eliane Miyamoto Fortes

Segundo o Ministério Público, foram identificados casos em que profissionais atuantes também na rede privada emitiriam “cartas de direcionamento” para obtenção prioritária de vagas hospitalares, além de situações de superestimação da gravidade clínica dos pacientes para facilitar o acesso ao procedimento. No documento, o MPPR ressalta que a inserção de informações falsas em sistemas de regulação pode configurar crimes como falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistemas públicos e advocacia administrativa, além de eventual ato de improbidade administrativa.

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Apuração de conduta – Entre as medidas recomendadas ao CRM está a cientificação dos médicos da região acerca das sanções éticas e criminais decorrentes da simulação de urgência para obtenção indevida de vagas no SUS. Além disso, foi sugerida a instauração de sindicâncias para apuração da conduta de profissionais identificados no procedimento administrativo.

Triagem independente – À Secretaria Municipal de Saúde e às direções das UPAs, o Ministério Público recomendou que as unidades realizem triagem clínica independente, sem aceitar automaticamente diagnósticos oriundos de consultórios privados, e que utilizem exclusivamente os canais oficiais de regulação do SUS. Também foi orientado o encaminhamento ao MPPR de cartas de encaminhamento consideradas irregulares.

Pactuações informais – Já aos hospitais prestadores de serviços do SUS, o MPPR recomendou que os Núcleos Internos de Regulação se abstenham de realizar pactuações informais ou reservas de leitos fora dos fluxos oficiais do sistema público de saúde.

Os destinatários têm prazo de 30 dias para informar ao Ministério Público sobre o acatamento das medidas recomendadas e encaminhar documentação comprobatória das providências adotadas.

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Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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Justiça Militar recebe denúncia do Ministério Público do Paraná contra quatro policiais investigados na Operação Rapina por roubo qualificado a caminhoneiro

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O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ofereceu denúncia criminal contra quatro policiais militares suspeitos de praticarem roubo qualificado durante o horário de serviço. A ação penal, decorrente da Operação Rapina, foi recebida pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Criminal de Curitiba nesta quinta-feira, 20 de agosto.

Acesse o áudio do Promotor de Justiça Fernando Cubas César

Conforme as investigações, os crimes teriam ocorrido em 26 de setembro de 2025. Os denunciados, que compunham a guarnição de uma viatura policial, abordaram um motorista de caminhão-cegonha no pátio de um posto de combustíveis às margens da rodovia BR-376. Com o emprego ostensivo de arma de fogo e grave ameaça, os policiais teriam obrigado a vítima a conduzir o veículo de carga até um local ermo, restringindo sua liberdade, e subtraíram aparelhos celulares para proveito próprio, sem efetuar qualquer registro ou apreensão formal que conferisse legalidade à ação.

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A denúncia imputa aos agentes do Estado a prática de roubo qualificado, crime previsto no artigo 242 do Código Penal Militar. Com o recebimento da ação, a Justiça Militar manteve as medidas cautelares diversas da prisão que já haviam sido fixadas em fevereiro de 2026 contra os investigados. Entre as restrições impostas estão o afastamento das atividades operacionais, a proibição do uso de fardamento e de armamento (seja da corporação ou particular), bem como a suspensão de acessos aos sistemas de investigação policial. Os réus também estão proibidos de se ausentarem da comarca sem prévia autorização judicial e têm a obrigação de comparecer a todos os atos processuais.

Além da condenação na esfera penal militar, o Ministério Público requereu que seja fixado um valor mínimo de R$ 50 mil a título de indenização por danos morais em favor da vítima. O Gaeco solicitou ainda o compartilhamento do procedimento investigatório com a Corregedoria da Polícia Militar do Estado do Paraná, para viabilizar a apuração administrativa dos fatos e a investigação de eventuais outros crimes identificados no curso do processo.

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Processo 0016498-43.2025.8.16.0013

Notícia anterior:

26/02/2026 – Gaeco cumpre quatro mandados de busca e apreensão em Curitiba e Joinville em operação que apura o envolvimento de policiais militares em subtração de carga

Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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