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Em Ponta Grossa, Gaeco denuncia dez pessoas, incluindo um vereador, por organização criminosa, corrupção, fraude em licitações e tráfico de influência

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Em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra dez pessoas investigadas no âmbito da Operação Pactum. Entre os denunciados, estão um vereador, três empresários da área de recuperação de tributos, quatro empresários de shows e eventos e duas pessoas que atuavam como lobistas. Os crimes apontados são participação em organização criminosa, corrupção ativa, corrupção passiva, tráfico de influência e fraude em licitações. Contra o vereador, o MPPR imputa as práticas de corrupção ativa, corrupção passiva e tráfico de influência, além de integração na organização criminosa.

As investigações do Gaeco iniciaram-se em novembro de 2022 a partir de declarações de um vereador de Ponta Grossa, então relator de uma Comissão Parlamentar de Inquérito que investigava o sistema de saúde no município, noticiando que outro parlamentar lhe teria oferecido vantagem indevida para modificar pontos do relatório final da CPI. Ele mencionou ainda a existência de um esquema de propina envolvendo licitações.

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Segundo a denúncia, o vereador teria recebido R$ 10 mil de uma empresa interessada em uma licitação para prestação de serviços de recuperação tributária em Ponta Grossa. Além disso, teria recebido valores de um empresário que o contratou para influir em decisões da Prefeitura de Castro sobre a licitação destinada à organização da Festa do Peão de Boiadeiro em 2023.

As investigações elucidaram um grande esquema de tráfico de influência e direcionamento de licitações em diversos municípios do Paraná, de Santa Catarina e de São Paulo, relacionado a contratos nas áreas de shows e eventos, recuperação tributária e compras de livros. Os crimes de fraude em licitações citados na denúncia foram constatados nos municípios de Imbituva, Campina Grande do Sul, Mallet (todos no Paraná) e São Joaquim da Barra (em São Paulo).

O Ministério Público ratificou a necessidade de que o vereador permaneça afastado de seu mandato até o julgamento do caso. Várias outras suspeitas ainda estão sendo apuradas, envolvendo corrupção de agentes públicos de outros municípios, assim como a suposta participação de um servidor público da Secretaria de Estado da Inovação, Modernização e Transformação Digital do Paraná nos ilícitos.

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Processo número 0040315-89.2023.8.16.0019

06/06/2023 – Gaeco cumpre mandados de busca e apreensão em seis cidades em investigação de organização suspeita de fraudes a licitações

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249

Fonte: Ministério Público PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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