Paraná
Em Loanda, obra para conter maior erosão urbana do Paraná atinge 82% de execução
Durante a entrega da ampliação da Casa de Saúde e Maternidade Santa Catarina – Ugo Roberto Accorsi, em Loanda, nesta quinta-feira (12), o governador Carlos Massa Ratinho Junior também atualizou o andamento da obra de controle e recuperação da erosão no Emissário Água da Mina, no município do Noroeste. A intervenção alcançou neste mês 82% de execução e tem previsão de conclusão no primeiro semestre de 2026.
O projeto é resultado de um convênio entre o Governo do Estado, por meio do Instituto Água e Terra (IAT), e a Itaipu Binacional, com investimento total de R$ 46,1 milhões. Desse valor, cerca de R$ 21 milhões são aportados pelo IAT e R$ 25,1 milhões pela Itaipu.
“É uma obra importante, uma erosão que estava entrando na cidade, em estado muito crítico mesmo. Ia começar a criar uma grande dor de cabeça para diversos bairros do entorno dessa região, que tem muito problema de erosão em decorrência da terra arenosa. É uma obra cara, mas necessária”, resumiu Ratinho Junior.
A área era considerada uma das maiores erosões urbanas (voçorocas) do Brasil. O processo erosivo se estendia por cerca de oito quilômetros e chegava a atingir aproximadamente 15 metros de profundidade em alguns trechos, avançando gradualmente em direção à área urbana e a propriedades rurais próximas.
“Sempre acompanhamos de perto a preocupação do município com esse problema, que é uma cicatriz na cidade. A erosão vai avançando, gerando preocupação e impactando a infraestrutura local. Então, não tem como pensar em resolver a cidade, trazer mais asfalto, novos investimentos, com esse problema crônico no coração da cidade. Por isso tudo, é uma obra histórica”, declarou o secretário das Cidades, Guto Silva.
O prefeito José Maria Pereira Fernandes atestou a relevância da intervenção para a região. “Aquela erosão já estava derrubando barracões, casas. Nunca se tinha investido em uma solução como agora, com o Governo do Estado, junto com a Itaipu. Está sendo feito lá um canal de 6 metros de largura por 2 metros de altura. É maravilhoso. Algo para ficar marcado no extremo Noroeste e, especialmente, em Loanda”, afirmou.
RECUPERAÇÃO – O projeto de recuperação foi elaborado com apoio técnico da Embrapa e prevê um conjunto de intervenções estruturais e ambientais para conter o avanço da voçoroca e recuperar a área degradada.
“Quando você tem uma área degradada, sem a cobertura vegetal, proteção e drenagem adequadas, potencializa o surgimento de processos erosivos porque a água vai circular por dentro daquele espaço de uma maneira completamente aleatória, com velocidade, e isso vai danificar o solo, causando as voçorocas”, declarou o diretor-presidente do IAT, Everton Souza. “Esse projeto é para acabar com um grande problema de Loanda, que vem prejudicando o adequado desenvolvimento sustentável da cidade”.
O principal elemento da obra é a construção de um canal retangular de concreto armado com cerca de 1,24 km de extensão, projetado para conduzir o volume de água da drenagem urbana até um grande dissipador de energia em seu trecho final. O sistema foi dimensionado para receber vazões de aproximadamente 55 metros cúbicos por segundo, reduzindo a velocidade da água e evitando a formação de novos processos erosivos.
Além do canal, o projeto inclui a implantação de galerias pluviais que irão conectar a drenagem da cidade à nova estrutura, garantindo maior eficiência ao sistema de microdrenagem urbana.
Entre as estruturas já concluídas está o dissipador de energia, que recebeu mais de 3 mil metros cúbicos de enrocamento pesado para proteção do solo após a saída da água. A estrutura também consumiu mais de 500 metros cúbicos de concreto e cerca de 50 toneladas de aço.
O canal de concreto armado, principal estrutura da intervenção, está com cerca de 90% da execução concluída.
PRESERVAÇÃO – O projeto também prevê a recuperação ambiental da área e a implantação de um parque urbano ao longo da voçoroca. A proposta contempla o plantio de espécies arbóreas em aproximadamente 30 hectares ao longo das duas margens da erosão.
Essa etapa também contempla técnicas de bioengenharia, com o plantio de vegetação para ajudar na estabilização do solo e na recuperação da área degradada. O parque e o viveiro de mudas associados ao projeto estão em fase inicial de implantação e devem avançar após a conclusão do canal e a reorganização do sistema de drenagem urbana da cidade.
Ao todo, até fevereiro deste ano, já foram executados cerca de R$ 30,7 milhões do montante projetado para a obra.
CARACTERÍSTICA DA REGIÃO – A necessidade da intervenção está diretamente ligada às características geológicas da região. Loanda está localizada na formação Arenito Caiuá, que ocupa cerca de 3,1 milhões de hectares no Noroeste do Paraná e abrange 107 municípios, o equivalente a aproximadamente 15% do território estadual.
Os solos dessa formação são predominantemente arenosos, com baixa concentração de matéria orgânica e pouca capacidade de retenção de água, o que aumenta a vulnerabilidade a processos erosivos.
No caso de Loanda, o avanço da erosão já se aproximava da infraestrutura urbana e de áreas residenciais, além de impactar propriedades rurais próximas, o que tornou necessária uma intervenção estrutural de grande porte para estabilizar o terreno e recuperar a área degradada.
Fonte: Governo PR
Paraná
Recursos recuperados pela Sanepar na Justiça serão usados para reduzir tarifas e ampliar investimentos
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) está estruturando a aplicação de R$ 4 bilhões em recursos recuperados judicialmente com o objetivo de beneficiar diretamente a população paranaense. Entre as medidas estão a redução das tarifas e a ampliação de investimentos em infraestrutura de saneamento em diversas regiões do Estado.
Os valores foram obtidos a partir de uma iniciativa da própria Sanepar, com reconhecimento na Justiça, assegurando um direito da empresa e reforçando sua capacidade de planejamento e investimento. Agora, a destinação dos recursos segue em análise técnica, dentro dos trâmites regulatórios.
De acordo com o presidente da Sanepar, Wilson Bley Lipski, os recursos terão impacto direto na vida da população. “Serão utilizados para beneficiar diretamente os paranaenses — inclusive com a redução das tarifas”, afirmou.
Além da redução nas contas, parte dos recursos será direcionada a obras estruturantes, como a melhoria dos sistemas de abastecimento de água e a ampliação das redes de coleta e tratamento de esgoto. “Isso significa mais saúde para as famílias, mais qualidade de vida e mais segurança para o desenvolvimento econômico”, acrescentou o presidente.
O avanço recente da Sanepar reforça esse direcionamento. Entre 2018 e 2025, a cobertura de esgotamento sanitário nas áreas urbanas passou de 72,5% para 81,9%, aproximando o Paraná das metas de universalização previstas no Marco Legal do Saneamento. No mesmo período, a rede coletora de esgoto cresceu 22,6%, com a expansão de mais de 8 mil quilômetros.
Para o ciclo de 2026 a 2030, a Sanepar aprovou o maior volume de sua história, com mais de R$ 13 bilhões destinados à expansão do esgotamento sanitário e ao reforço da segurança hídrica. A empresa também ampliou o programa Água Solidária, que oferece descontos de até 80% na tarifa e já atende mais de 600 mil famílias no Estado.
Fonte: Governo PR
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