Paraná
Em Goioerê, evento sobre conscientização fiscal vai debater reforma tributária
Estão abertas as inscrições para a IV Semana da Conscientização Tributária e o XXIV Seminário Paranaense de Educação Fiscal, promovidos pela Escola Fazendária do Paraná (Efaz-PR). O evento tem parceria com a Secretaria de Estado da Fazenda e a Receita Estadual e apoio da Universidade Estadual de Maringá (UEM). Os encontros, gratuitos e abertos à sociedade, acontecerão nos dias 7 (programação online) e 8 de novembro (híbrido).
Com o tema “Controle Social e Reforma Tributária: E eu com isso?”, o encontro presencial ocorrerá na sede do Rotary Club de Goioerê, no Centro-Oeste do Estado, e ambos os dias do evento serão transmitidos ao vivo pelo canal da Efaz-PR no YouTube.
Como em edições anteriores, a programação incluirá o webinário nacional organizado pelo Grupo de Trabalho (GT) 66 do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), além de apresentações e discussões enriquecedoras e inovadoras sobre o uso da gamificação e da comunicação na educação fiscal e na transparência, sobre a reforma tributária que tramita no Congresso Nacional, entre outros tópicos.
O evento debaterá também uma retrospectiva sobre os 24 anos da educação fiscal no Paraná, que vai contar a história das iniciativas que deixaram seu legado até os dias de hoje.
SAIBA MAIS – A Semana da Conscientização Tributária integra o calendário oficial de eventos do Estado desde a sanção da Lei 19.862/2019, que a instituiu com o objetivo de promover a conscientização da população sobre a competência tributária de cada ente federativo, o sistema de arrecadação tributária e a destinação dos valores arrecadados, bem como o impacto dos tributos nos produtos e serviços que todos utilizam em seu cotidiano.
A Semana busca divulgar políticas públicas e medidas que conscientizem e auxiliem contribuintes no planejamento tributário, além de promover debates e palestras que esclareçam sobre os tributos existentes e temas relacionados. A abordagem visa criar um ambiente de diálogo e aprendizado que beneficie os cidadãos e as empresas do Paraná.
PROGRAMAÇÃO E INSCRIÇÕES – Para se inscrever e obter informações sobre a programação completa, acesse www.even3.com.br/semanatributaria2023/.
Serviço
IV Semana da Conscientização Tributária e o XXIV Seminário Paranaense de Educação Fiscal
Data: 7 (online) e 8 de novembro (híbrido)
Local: Rotary Club de Goioerê – Av. Tiradentes, 999 – Goioerê
Transmissão: canal da Efaz-PR no YouTube
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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