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Em cinco meses, novo hospital de Rio Branco do Sul supera 22,9 mil atendimentos

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Em apenas cinco meses de funcionamento, o Hospital e Maternidade Municipal de Rio Branco do Sul realizou 22.976 atendimentos e 138 partos, marcando a retomada da assistência materno infantil na cidade após uma década. Os dados são de outubro de 2025, quando foram inauguradas as obras de reforma, ampliação e modernização, a 28 de fevereiro de 2026, e se referem aos atendimentos realizados no Pronto Atendimento (PA) e no ambulatório da unidade.

A reformulação na unidade hospitalar, promovida pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e com o apoio da Prefeitura Municipal, resultou na ampliação do acesso a serviços de saúde essenciais para pacientes de Rio Brando do sul e do Vale do Ribeira, como Itaperuçu, Adrianópolis, Doutor Ulysses, Bocaiúva do Sul, Tunas do Paraná e Cerro Azul.

Somente no mês de fevereiro, a unidade registrou mais de 500 atendimentos especializados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consolidando sua atuação sua regional. Esse desempenho representa um avanço importante, que servirá de referência e beneficiará, em média, mais de 100 mil habitantes do Vale do Ribeira, proporcionando atendimento especializado para os mais próximos de suas comunidades.

Entre as especialidades oferecidas estão ginecologia cirúrgica, cirurgia geral, ortopedia (ombro e joelho) e vascular, incluindo tratamento de varizes. A estrutura permite não apenas a realização de consultas, mas também o encaminhamento para procedimentos cirúrgicos dentro da própria unidade, ampliando a resolutividade do atendimento.

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Uma das beneficiadas foi Mariza Machado Braine, moradora de Itaperuçu, que realizou no hospital uma consulta vascular de rotina e destacou a mudança que a unidade trouxe para a região. “Para mim foi muito bom o atendimento. Antes eu precisava sair de madrugada para ir até Curitiba. Hoje faço meu exame de rotina aqui perto de casa. Fui atendida rapidamente e me senti bem acolhida”, afirmou. 

A moradora relatou que, com o serviço mais próximo, não precisa mais enfrentar deslocamentos longos para ter acesso à especialidade, o que torna a jornada mais tranquila e acessível.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, disse que o modelo adotado assegura atendimento humanizado e integrado à rede municipal e regional de saúde, consolidando o hospital como referência assistencial para a população local e municípios vizinhos. “A ampliação significa um avanço na regionalização da saúde, assegurando acesso mais próximo a médicos especialistas e reduzindo a necessidade de deslocamento para grandes centros”, disse.

“O hospital mantém agenda estruturada, organizados por meio da regulação do SUS, respeitando critérios técnicos e prioridades clínicas”, afirmou. O secretário enfatiza que a retomada dos serviços reorganiza o fluxo assistencial da região. “Estamos levando atendimento hospitalar para mais perto das pessoas, fortalecendo a rede e diminuindo a necessidade de encaminhamentos para outras cidades”.

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ESTRUTURA – A unidade conta atualmente com 152 funcionários, entre médicos, enfermeiros, técnicos, equipe multiprofissional e profissionais administrativos, disponibilizando consultórios para atendimento ambulatorial, pronto atendimento 24 horas, centro obstétrico e leitos de internação.

A maternidade de Rio Branco do Sul, que estava fechada havia mais de dez anos, foi amplamente reformada e modernizada, após receber cerca de R$ 22 milhões em investimentos, assegurando o retorno das atividades na maternidade e a prestação dos serviços hospitalares. A obra de reforma e ampliação modernizou por completo a unidade, transformando em referência para a região.

HISTÓRIA – Inaugurado em 1978, o Hospital Municipal foi marcado por décadas de dificuldades estruturais. Para a sua reabertura, foram investidos R$ 15 milhões do Estado para as obras de reforma e ampliação e outros R$ 6,5 milhões em equipamentos e mobiliário modernos, como incubadora neonatal, arco cirúrgico, bisturis elétricos, camas hospitalares, monitores ultiparamétricos, ultrassons, desfibrilador, cardioversor e computadores. Além disso, R$ 500 mil foram investidos em mobiliário planejado, ampliando a eficiência da unidade.

Com 3.035,43 m² de área construída, o hospital dispõe de uma estrutura completa, que inclui pronto atendimento clínico 24 horas, centro obstétrico de risco habitual, centro cirúrgico para pequenas cirurgias, enfermarias adulta e pediátrica, além de 37 leitos. Setores de apoio como Raio-X, Farmácia, Nutrição, Central de Materiais Esterilizados e Almoxarifado completam a infraestrutura.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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