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Detran-PR lança novo sistema para dar mais segurança ao comércio de veículos usados

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Uma nova ferramenta desenvolvida pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), em parceria com a Companhia de Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná (Celepar), vai dar mais agilidade e segurança nos processos de transferência de veículos seminovos e usados no Estado. Chamado de Renave Usado, o sistema foi lançado nesta quarta-feira (2) pelo governador em exercício Darci Piana.

O Renave – sigla para Registro Nacional de Veículos em Estoque – foi aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A finalidade dele é fortalecer a segurança e o controle de estoque das concessionárias e revendedoras de veículos, trazendo segurança jurídica nos processos de transferência de propriedade.

Segundo Piana, a mudança no processo beneficia todas as partes envolvidas na negociação. “Na maioria das vezes, o concessionário não registrava a entrada do veículo em seu estoque e fazia a venda com uma procuração, o que poderia demorar meses e representava um risco para o proprietário”, afirmou o governador em exercício.

“Com a simplificação do processo de transferência, o proprietário, a empresa que revende e o comprador passam a ter mais segurança sem um custo adicional ou risco de judicialização em casos como batidas, roubos ou outros problemas que o veículo poderia ter enquanto não ocorria a transferência definitiva”, acrescentou Piana.

O sistema será usado por concessionárias e revendedoras, que registrarão a entrada dos veículos usados em seus estoques de forma eletrônica para posterior revenda, encerrando pendências com o antigo proprietário. Ele também funcionará como uma garantia de procedência dos veículos comercializados, facilitando a criação de uma base nacional de registro de veículos em estoque, com possibilidade de consulta e controle de dados.

DESBUROCRATIZAÇÃO O presidente do Detran-PR, Adriano Furtado, informou que o sistema já está disponível para as empresas. A adesão é opcional, mas a expectativa do órgão é de que as maiorias das concessionárias e revendas utilizem a ferramenta pela facilidade e segurança que ela proporciona. Ele explica que o órgão fez uma pesquisa junto a Detrans de outros estados que já utilizam sistemas similares para implantar no Paraná o melhor modelo possível.

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“A mudança atende uma necessidade do setor de revenda de veículos, dando um apoio às pessoas que comercializam com a simplificação do processo. Até hoje, para que a transferência ocorresse era necessário agendar uma vistoria no Detran-PR através de despachante e, na prática, muitas vezes a transferência para a loja não ocorria e ficava tudo na informalidade”, explicou Furtado.

“Com o Renave Usados, a transferência pode ser feita dentro da loja, com o registro do veículo do antigo proprietário para o estoque da loja. Isso é importante para quem está vendendo, que sai sem a responsabilidade sobre o veículo; para o lojista, que regulariza a sua situação; para o futuro comprador, que fará a operação direto com a loja; e para o Detran-PR, que terá controle sobre estes processos agora formalizados”, completou o presidente do Detran-PR.

De acordo com Gustavo Garbosa, presidente da Celepar, órgão responsável pela elaboração do Renave Usado no Paraná, o sistema é mais um fruto da integração entre os órgãos estaduais para digitalização e desburocratização dos serviços públicos aos paranaenses. “A Celepar trabalha para criar soluções na administração pública que simplifiquem a vida do cidadão, ajudando a criar um processo em que ele consiga resolver todas as suas pendências de forma rápida, segura e de forma remota”, disse.

COMO FUNCIONA Ao encerrar a negociação, o veículo utilizado como parte do pagamento pelo comprador é entregue à concessionária ou revendedora de veículos juntamente com a Autorização de Transferência de Propriedade de Veículo (ATPV-e), que deverá estar preenchida e assinada com firma reconhecida em cartório.

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Com o ATPV-e e da Nota Fiscal Eletrônica (NFe), a concessionária ou a revendedora deverá cadastrar os dados do veículo no Renave Usado e efetuar a transferência de propriedade no Detran-PR. Quando a empresa for revender o veículo, ele deverá emitir a NFe, registrar a venda no Renave Usado e entregar ao novo proprietário a NFe de venda e a ATPV-e para que o comprador realize a transferência de propriedade junto ao Detran-PR.

Na comercialização de veículos entre empresas utilizando o sistema Renave Usado, a transferência será feita automaticamente no sistema do Detran-PR, permitindo o acompanhamento das transações comerciais e alimentação da base nacional de registro de veículos em estoque.

Para o presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Antonio Gilberto Deggerone, a disponibilidade de uma plataforma dedicada exclusivamente aos lojistas do setor contribui para o crescimento do mercado de veículos usados.

“É um sistema ágil e que dá transparência às negociações, garantindo que o consumidor se sinta mais seguro para negociar com as lojas, que por sua vez também terão uma garantia nas tratativas com os compradores e as fábricas, então todos saem ganhando. O mercado sempre esperou por essa medida e a nossa expectativa é ter dias ainda melhores para o setor daqui pra frente no Paraná”, declarou.

PRESENÇAS O evento contou com a participação do chefe da Casa Civil, João Carlos Ortega; o vice-presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Luís Antônio Sebben; o presidente da Associação dos Revendedores de Veículos do Paraná (Assovepar), César Lançoni Santos; o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos (Sincodiv), Marcos da Silva Ramos; diretores do Detran-PR e da Celepar e representantes de revendas de automóveis.

Fonte: Governo PR

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Milhares de atletas cruzam a Ponte de Guaratuba na 1ª Maratona Internacional do Paraná

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A largada da primeira etapa da Maratona Internacional do Paraná (MIP) movimentou o Litoral logo nas primeiras horas deste sábado (2). Sob neblina e chuva, milhares de atletas percorreram os trajetos de 5 km e 21 km pelas ruas de Guaratuba e Matinhos.

O cronograma de largadas começou às 6h com os Atletas com Deficiência (ACD) na categoria de 5 km, seguidos pelo público geral da mesma distância. Às 7h25, foi a vez dos competidores ACD no percurso de 21 km, antecedendo as categorias Elite Feminina, Masculina e o pelotão geral da meia maratona.

O grande diferencial é o percurso sobre a Ponte de Guaratuba, recém-inaugurada sexta-feira (1º) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior. Principal cartão-postal da prova, a estrutura integra todos os trajetos, unindo o desafio físico a uma paisagem privilegiada. A travessia eleva o nível da competição ao conectar o atletismo a um dos projetos de infraestrutura mais emblemáticos do Estado.

MARATONA PONTE

“Estamos falando de um evento que une esporte, turismo e um símbolo muito forte para o Paraná. A Ponte de Guaratuba representa um sonho coletivo, e atravessá-la durante a prova é algo marcante para esses milhares de atletas”, destaca Marcos Pinheiro, diretor-geral do evento.

ESPORTE EM FAMÍLIA – No meio da multidão que acompanhava os competidores, estava Milena Louise Silva, de oito anos, que acordou cedo para assistir e incentivar o irmão, Ryan, a correr. “Ele corre bastante e eu também queria, mas acho que ainda não estou preparada. Ele já ganhou o segundo lugar em uma competição”, contou orgulhosa.

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Do outro lado, Ryan Gabriel da Silva, de 20 anos, não escondia a ansiedade de participar de uma prova de 21 km no Litoral. “Trouxe toda a família para me assistir. Sou nascido e criado em Curitiba e é muito legal participar da primeira Maratona Internacional do Paraná”, detalhou.

MARATONA PONTE

E o exemplo familiar tem muita força. O primeiro lugar na categoria feminina dos 5 km ficou com Gabriella Costa Rosa, de apenas 13 anos, que cresceu acompanhando o pai nas provas. “Meu pai é maratonista e minha inspiração. Fico muito feliz de ter vencido com essa idade. Meu sonho é ser maratonista também e vou conseguir”, contou emocionada. Ela completou a prova em 22 minutos e seis segundos.

ESTRATÉGIA E DIFICULDADES — Nas provas de 5 km e 21 km, o maior desafio surgiu logo após a largada. Os trajetos contaram com uma subida íngreme logo no início, seguida por uma descida técnica que levou os atletas até a travessia da ponte.

Osvaldo Reonosteu competiu na prova mais curta aos 79 anos. Ele, que começou a correr já na terceira idade, acumula 170 medalhas. “A descida era um dos pontos mais difíceis e eu a fiz ao contrário, para parecer uma subida”, brincou. “A vista da ponte é linda, meu Deus do céu”, disse, mesmo com o tempo encoberto.

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O retorno exigiu atenção redobrada e controle de ritmo desde os primeiros metros. Para Jean Carlos de Almeida, a resistência e a coordenação da respiração foram testadas. “Saí em explosão e pensei: ‘será que vou conseguir me manter nesse ritmo forte?’. Aí veio a subida difícil e a descida mais ainda; fiquei com medo de cair e tive que diminuir. Na metade da prova já estava no automático, mas o pessoal gritando e incentivando me ajudou”.

O vencedor do trajeto de 21 km é ex-atleta profissional e treinador. Para Guilherme Czuy, o sentimento é de gratidão, apesar dos desafios do clima e do percurso. Ele e seus alunos vieram de Guarapuava, no Centro-Sul, para participar da primeira Maratona Internacional do Paraná.

“Para mim, é emocionante desfrutar deste evento e ver os meus atletas passando durante a prova e gritando meu nome”, contou. Em relação às dificuldades, a umidade foi o que mais impactou. Durante a manhã, segundo o Simepar, a umidade variou entre 62% e 98%, com precipitação acumulada de 4.4 mm.

MARATONA E MARATONINHA — Ainda neste sábado, às 16h, ocorre a Maratoninha, que reúne crianças e adolescentes de 4 a 13 anos em percursos que variam entre 100 e 800 metros. O ponto alto da Maratona Internacional do Paraná acontece neste domingo (3), a partir das 6h, com as largadas dos 10 km e dos 42 km (maratona)

Fonte: Governo PR

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