Agro
Desenvolvimento das videiras avança no Rio Grande do Sul, com variações entre cultivares
Uvas em Caxias do Sul apresentam bom vigor e sanidade
Segundo o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as videiras na região administrativa de Caxias do Sul exibem bom desenvolvimento vegetativo, com uniformidade na brotação e número de cachos, especialmente na variedade Isabel.
O boletim destaca, porém, que a variedade Bordô teve seu desenvolvimento parcialmente interrompido devido a frio atípico para o período, o que exige atenção redobrada no manejo. Enquanto isso, os produtores seguem com os tratamentos fitossanitários para prevenção e controle de doenças.
Frederico Westphalen registra diferentes fases de crescimento
Na região de Frederico Westphalen, as variedades de uva apresentam estágios variados de desenvolvimento:
- Vênus: grão ervilha ao início de compactação do cacho
- Bordô: 25% de flores abertas a pleno florescimento
- Niágara Rosada e Branca: 80% de flores abertas a grão ervilha
- Seyve Villard: início do florescimento à frutificação
- Carmem: florescimento à limpeza do cacho
- Lorena: alongamento da inflorescência ao pleno florescimento
Os produtores realizam manejo da copa, eliminação de brotos, desponta, desfolha, adubação, monitoramento de doenças e amarração dos ramos para evitar quebras e garantir a qualidade dos cachos.
Santa Rosa enfrenta desafios climáticos e doenças
Em Santa Rosa, algumas videiras ainda estão em floração, enquanto a maioria já apresenta bagas em desenvolvimento, chegando a 0,5 cm em variedades precoces.
O boletim também registrou casos de antracnose, provocados por chuvas frequentes e ventos fortes, reforçando a necessidade de monitoramento contínuo e manejo adequado das culturas para preservar a sanidade dos parreirais.
Panorama geral
O acompanhamento das diferentes fases de desenvolvimento das uvas no Rio Grande do Sul evidencia a necessidade de manejo adaptado a cada cultivar e região, considerando fatores climáticos, sanidade vegetal e cuidados específicos em cada estágio de crescimento.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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