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Desalinhamento de preços e avanço da colheita pressionam o milho no Brasil; mercado futuro reage enquanto Chicago recua

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Mercado interno de milho segue travado no Sul do Brasil

O mercado de milho nas regiões Sul do país continua marcado por baixa liquidez, desalinhamento de preços e demanda retraída. O avanço gradual da colheita da safra 2025/26 aumenta a oferta, enquanto indústrias e cooperativas mantêm cautela nas negociações.

No Rio Grande do Sul, a colheita ganhou ritmo, elevando a disponibilidade do cereal e pressionando os preços. O levantamento da Emater mostra que o preço médio caiu 2,28% na última semana, passando de R$ 61,40 para R$ 60,00 por saca. As negociações se concentram entre cooperativas e pequenas indústrias, com valores entre R$ 58,00 e R$ 75,00 por saca.

A Conab estima que a colheita já alcançou 33% da área plantada no estado, enquanto a semeadura chega a 98%. As exportações seguem lentas, sem impacto relevante na formação de preços internos.

Em Santa Catarina, o mercado permanece travado por conta do forte desalinhamento entre pedidas e ofertas. Produtores pedem cerca de R$ 80,00 por saca, enquanto compradores indicam R$ 70,00, o que limita a fluidez das negociações. No Planalto Norte, os poucos negócios ocorrem entre R$ 71,00 e R$ 75,00. A colheita avança lentamente e atinge 5,5% da área, muito abaixo da média histórica de 15%.

No Paraná, o cenário é semelhante: ritmo lento e divergência entre compradores e vendedores. As pedidas giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto as ofertas de compra ficam próximas de R$ 70,00 CIF.

Safrinha avança pelo país com destaque para o Centro-Oeste

De acordo com o último boletim da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o plantio da segunda safra de milho (safrinha) atingiu 12% das áreas estimadas até o dia 24 de janeiro. O avanço é superior aos 5,9% da semana anterior e também ao registrado no mesmo período de 2024 (5,3%), embora ainda esteja abaixo da média dos últimos cinco anos (14%).

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Os destaques são Mato Grosso (22,1%), Tocantins (8%), Paraná (6%), Minas Gerais (4%), Mato Grosso do Sul (2%) e Goiás (1%). Aproximadamente metade das lavouras já se encontra em desenvolvimento vegetativo.

A colheita da safra de verão também avança, atingindo 8,6% da área total — ritmo menor que os 10,5% do ano passado e dos 12,3% da média histórica. O Rio Grande do Sul lidera com 33% da área colhida, seguido por Santa Catarina (5,5%) e Paraná (3%).

Segundo a Conab, as condições climáticas têm favorecido o avanço das lavouras em Minas Gerais e Bahia, enquanto o tempo seco no Sul ajuda a acelerar a maturação e o escoamento da produção.

Mercado futuro reage, mas físico segue pressionado

Na B3 (Bolsa de Valores brasileira), os contratos futuros de milho encerraram a última segunda-feira (2) em alta parcial, sustentados por fatores técnicos e pelo suporte em patamares de preço considerados estratégicos.

Os contratos março/2026 e maio/2026 fecharam cotados a R$ 69,29 e R$ 69,28, respectivamente, com avanço diário e semanal. Já julho/2026 encerrou a R$ 67,29, registrando leve alta diária, mas pequena queda no acumulado da semana.

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Em contrapartida, o mercado físico manteve trajetória de queda, refletindo o baixo volume de negociações e a maior oferta interna. O Cepea apurou que, no fim de janeiro, o indicador do milho recuou para R$ 65,00 por saca, menor patamar desde outubro de 2025. O elevado volume de estoques — estimado em 12 milhões de toneladas, contra 1,8 milhão em 2025 — tem limitado qualquer movimento de alta.

Chicago recua acompanhando o petróleo e o dólar forte

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços do milho encerraram a sessão em queda, pressionados pela desvalorização do petróleo em Nova York e pela valorização do dólar frente a outras moedas. A redução das tensões entre Estados Unidos e Irã também ajudou a aliviar as cotações do petróleo, afetando o mercado agrícola.

Além disso, chuvas recentes no oeste da Argentina melhoraram a umidade do solo, embora a Bolsa de Buenos Aires ainda alerte para a necessidade de novas precipitações para garantir o potencial produtivo.

As inspeções de exportação norte-americanas somaram 1,13 milhão de toneladas na última semana de janeiro, abaixo das 1,55 milhão da semana anterior. No acumulado do ano-safra 2025/26, o total exportado chega a 32,6 milhões de toneladas, contra 21,7 milhões no ciclo anterior.

Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,25 ¾ por bushel (-0,58%), enquanto a posição maio encerrou a US$ 4,33 ½ (-0,51%).

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

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A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

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A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

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O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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