Paraná
Deputados querem leilão do pedágio por menor tarifa
Deputados federais do Paraná se reuniram na terça-feira com representantes da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), em Brasília, para defender que o leilão dos novos pedágios das rodovias do Estado seja decidido em favor de quem ofertar a menor tarifa para a concessão. Responsável pela elaboração da licitação para os novos contratos, a EPL vem trabalhando até agora com um modelo misto, que leva em conta o valor da outorga, onde ganha a empresa que oferece mais dinheiro ao governo pela concessão. O temor dos parlamentares é que isso acabe resultando em tarifas mais altas, como ocorre nos atuais contratos, que se encerram em 2021. O estudo deve ser entregue até julho.
Atualmente, o Paraná tem 2,5 mil quilômetros de rodovias pedagiadas no chamado Anel de Integração. O plano do governo federal é ampliar as novas concessões em mais 1,6 quilômetros, leiloando um total de 4,1 mil quilômetros de rodovias no Estado. O novo traçado desenhado pelo Estado e pela União incorpora às concessões atuais mais três rodovias estaduais – a PR-092 (Norte Pioneiro), a PR-323 (Noroeste) e a PR-280 (Sudoeste) -, trechos das BRs 163, 153 e 476 e contornos de Londrina, Ponta Grossa e Cascavel.
“A tarifa mais baixa é a nossa pauta, até convencermos o governo federal. Hoje está encaminhado um sistema misto, com limite de desconto e cobrança de cessão onerosa”, diz o coordenador da bancada federal do Paraná, deputado Toninho Wandscheer (PROS).
Uma das ideias é a adoção do modelo de outorga, mas com até 12% de desconto permitido sobre a tarifa anunciada na licitação. Esse modelo impediria o superdesconto obtido no leilão do último dia 21 de fevereiro da BR-101, entre Florianópolis e a divisa com o Rio Grande do Sul, com leilão feito pelo menor preço.
Erro
O líder da bancada diz que os parlamentares devem voltar a se reunir com representantes da estatal federal na próxima semana. “Ficaram de levantar informações que nós pedimos, vamos aguardar. Possivelmente voltamos a conversar na semana que vem”, explicou.
A Assembleia Legislativa, que recentemente promoveu uma audiência pública sobre o assunto, também acompanha as negociações. “Defendemos um pedágio com tarifas baixas e mais obras. Esse é o modelo e não pela outorga. Não há outro caminho. Temos que cobrar ainda que as atuais concessionárias executem as obras previstas quando assinaram os contratos em 1998”, diz o primeiro-secretário da Assembleia, deputado Luiz Cláudio Romanelli (PSB). não podemos repetir o mesmo erro desse modelo nefasto que já retirou mais de R$ 20 bilhões da economia do Paraná e causou muito prejuízo aos nossos produtores. Queremos um pedágio com tarifas baixas e muito mais obras, em especial, de duplicação”, defende ele
Paraná
A partir de ação do MPPR, Judiciário suspende eleições para conselhos de autarquia responsável pelo regime previdenciário de Rio Branco do Ivaí
A pedido do Ministério Público do Paraná, o Judiciário determinou a imediata suspensão do processo eleitoral para a composição dos conselhos de Administração e Fiscal do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) – autarquia responsável pela governança do regime previdenciário municipal – de Rio Branco do Ivaí, no Norte Central do estado. A liminar, expedida nesta terça-feira, 18 de agosto, atende ação civil pública ajuizada pela Promotoria de Justiça de Grandes Rios, sede da comarca, que identificou diversos “vícios formais” que poderiam comprometer a regularidade, legitimidade, transparência e representatividade do certame, destinado à escolha das gestões para o mandato de 2026-2029.
Entre os problemas identificados pelo MPPR, está a alteração dos requisitos de elegibilidade no último dia de inscrições das candidaturas, a realização de etapas das eleições durante período de recesso administrativo, o encerramento antecipado da votação e o comprometimento da imparcialidade da Comissão Eleitoral.
Recomendação – Até que sejam sanadas as irregularidades constatadas, a decisão liminar assegurou a continuidade administrativa da autarquia mediante a composição anterior dos Conselhos ou, se necessário, junta governativa, até a realização de novo processo eleitoral válido. Anteriormente à judicialização do caso, a Promotoria de Justiça buscou a resolução pela via extrajudicial, a partir do envio de recomendação administrativa, que não foi, entretanto, acatada.
A decisão destaca que as irregularidades apontadas poderiam comprometer os princípios da legalidade, publicidade, moralidade e impessoalidade, além de afetar a legitimidade da composição dos órgãos responsáveis pela gestão e fiscalização do patrimônio previdenciário dos servidores municipais. Em caso de descumprimento das medidas impostas pelo Juízo, foi fixada multa diária de R$ 500, limitada inicialmente a R$ 10 mil.
Processo 0000586-47.2026.8.16.0085
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Fonte: Ministério Público PR
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