Agro
Demanda por óleo de algodão impulsiona alta de 5,9% no preço do caroço em Mato Grosso
O preço do caroço de algodão em Mato Grosso apresentou alta de 5,97% entre o final de agosto e 23 de outubro de 2025, passando de R$ 894,04 para R$ 947,43 por tonelada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O aumento é resultado do crescimento na demanda por óleo de algodão, especialmente após mudanças regulatórias no setor de biodiesel.
Colheita e entressafra influenciam o mercado
Com o início da colheita em julho de 2025 e o término do período de entressafra, os preços do caroço inicialmente sofreram pressão de baixa, refletindo a maior oferta disponível no mercado.
De acordo com o Imea, “apesar da queda esperada para o período, observou-se recuperação já na primeira semana de setembro”, evidenciando a resiliência do produto frente à demanda crescente.
Biodiesel impulsiona procura pelo óleo de algodão
A valorização também foi estimulada pela decisão do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de elevar a mistura obrigatória de biodiesel no diesel para 15%, a partir de 1º de agosto.
Essa medida aumentou a procura das indústrias pelo óleo de algodão, fortalecendo a demanda pelo caroço como matéria-prima essencial para a produção do biodiesel.
Expectativa para as próximas semanas
Segundo o Imea, a sustentação dos preços do caroço dependerá diretamente da demanda pelo óleo de algodão. O Instituto destacou que este fator “será crucial para determinar a dinâmica das cotações nas próximas semanas”, mantendo atenção sobre possíveis flutuações do mercado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Produção de café da Colômbia cresce 29% em maio e interrompe sequência de sete meses de queda
A produção de café da Colômbia apresentou forte recuperação em maio de 2026 e interrompeu uma sequência de sete meses consecutivos de queda. Segundo dados divulgados pela Federação Nacional dos Cafeicultores, a safra do mês alcançou 1,05 milhão de sacas de 60 quilos, volume 29% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O resultado representa uma importante retomada para o setor cafeeiro colombiano, que vinha enfrentando impactos provocados pelo excesso de chuvas nas principais regiões produtoras do país. Em maio de 2025, a produção havia somado 819 mil sacas, enquanto em abril deste ano o volume ficou em apenas 697 mil sacas.
Chuvas atrasaram maturação dos frutos
De acordo com o gerente da Federação Nacional dos Cafeicultores, Germán Bahamón, as condições climáticas adversas provocaram atrasos no desenvolvimento das lavouras ao longo dos primeiros meses do ano.
Segundo o dirigente, o excesso de precipitações comprometeu o amadurecimento dos frutos em grande parte das áreas produtoras, reduzindo o ritmo da colheita durante o primeiro semestre. No entanto, a atividade começou a ganhar força em maio, contribuindo para a recuperação observada nos números mais recentes.
Exportações recuam mesmo com melhora da produção
Apesar do avanço da safra, as exportações colombianas de café continuaram apresentando desempenho mais fraco.
Em maio, os embarques totalizaram 894 mil sacas, registrando queda de 2% em comparação às 912 mil sacas exportadas no mesmo mês de 2025.
O cenário reflete os efeitos acumulados das dificuldades enfrentadas pelo setor ao longo dos últimos meses, que ainda limitam a disponibilidade de produto para exportação.
Produção e exportações acumulam perdas em 2026
Os números consolidados dos primeiros cinco meses do ano mostram que a recuperação observada em maio ainda não foi suficiente para reverter o desempenho negativo acumulado.
Entre janeiro e maio de 2026, a produção colombiana de café somou 4,27 milhões de sacas, volume 19% inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior.
As exportações apresentaram retração ainda mais intensa. No acumulado do ano, os embarques atingiram 4,15 milhões de sacas, queda de 22% em relação aos cinco primeiros meses de 2025.
Desempenho dos últimos 12 meses segue abaixo do potencial do país
Considerando os últimos 12 meses, a produção de café da Colômbia alcançou 12,6 milhões de sacas, registrando redução de 14% na comparação anual.
As exportações também apresentaram retração, totalizando 11,9 milhões de sacas, volume 7% menor em relação ao período anterior.
Os números permanecem abaixo da capacidade produtiva estimada do país, que gira em torno de 14 milhões de sacas anuais.
Colômbia mantém posição estratégica no mercado global
Reconhecida mundialmente pela produção de cafés suaves e de alta qualidade, a Colômbia ocupa atualmente a terceira posição entre os maiores produtores globais de café, atrás apenas do Brasil e do Vietnã.
Em 2025, a safra colombiana registrou queda de 2,27%, encerrando o ano com produção de 13,6 milhões de sacas.
O país conta com aproximadamente 840 mil hectares cultivados com café e possui uma forte dependência econômica da atividade. Atualmente, cerca de 540 mil famílias colombianas têm na cafeicultura sua principal fonte de renda, reforçando a importância estratégica do setor para a economia nacional e para o abastecimento global de café arábica lavado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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