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Defesa Civil atende municípios atingidos por temporais; são 940 casas danificadas no Paraná

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As informações sobre os estragos causados pelos temporais que atingiram todas as regiões do Paraná foram atualizadas pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil na manhã desta quinta-feira (5). O relatório aponta que 940 casas foram danificadas pelas chuvas de granizo e vendavais desde a madrugada de quarta-feira (4).

As cidades com maior número de residências que sofreram estragos foram São Jorge do Oeste (400), Mangueirinha (200), ambas na região Oeste, Pinhão (135), na região Sul, e Paula Freitas (130), no Centro-Sul do Estado. Ao todo, de acordo com a Defesa Civil, 3.801 pessoas de 13 municípios foram afetadas pelos temporais, e 24 delas estão abrigadas em casas de parentes ou amigos.

A Defesa Civil informou que está em contato com os órgãos municipais das cidades mais atingidas para prestar assistência humanitária, com distribuição de lonas e telhas. Alguns colchões estão sendo encaminhados para Paulo Frontin e outros materiais de limpeza para São Jorge D’Oeste. São cidades que solicitaram ajuda.

COPEL – Ao longo da madrugada, os reparos feitos na rede elétrica reduziram de 167 mil para 30 mil o total de domicílios sem luz, de acordo com a Copel. Em Cascavel, no Oeste, onde foi registrada a ocorrência de um tornado, 55 mil imóveis chegaram a ficar sem energia, mas o número caiu para 2 mil na manhã desta quinta-feira.

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Apucarana, no Vale do Ivaí, chegou a ter 33 mil residências sem luz, número que foi reduzido a 4 mil nesta manhã. Londrina (4 mil), Maringá (3 mil) e Marialva (1,5 mil) são outros municípios que seguem com residências com interrupção no fornecimento de energia.

A Copel alerta que, em ocorrências climáticas como esta, população deve manter distância de locais onde haja fios rompidos ou postes quebrados, e acionar a concessionária através do número 0800 51 00 116.

VOLUME DE CHUVA – Segundo o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a região dos Campos Gerais concentra o maior acumulado de chuvas da manhã desta quinta-feira. Em Jaguariaíva foram registrados 33 mm de chuva no início do dia. Pancadas de chuva com raios ocorreram também em municípios das regiões Oeste, Sudoeste, Centro-Sul, Litoral e na Região Metropolitana de Curitiba.

Para esta quinta-feira, há possibilidade de chuvas intensas no Litoral, Região Metropolitana de Curitiba, Campos Gerais e Norte do Estado. A probabilidade de chuvas nas regiões Oeste e Sudoeste, onde houve os maiores estragos, é baixa.

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Com a circulação de ventos em diversos níveis da atmosfera, que contribuem para a formação de áreas de instabilidade, a previsão é que o tempo continue chuvoso na sexta-feira (6) em várias regiões do Estado, com tempestades mais fortes na região Sul e chuvas mais rápidas nas regiões Norte e Noroeste.

Na quarta-feira, quando aconteceram os maiores estragos, a cidade com maior acumulado de chuvas em 24 horas foi União da Vitória, na região Sul, com 116,4 mm. Na sequência estão Lapa (85,2 mm), na Região Metropolitana de Curitiba, Morretes (73,6 mm), no Litoral, Pato Branco (71,4 mm), no Sudoeste, Curitiba (70,2 mm) e Francisco Beltrão (70 mm), no Sudoeste. Confira os volumes AQUI .

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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