Política Nacional
CRE debate acordo entre Mercosul e União Europeia na terça-feira
O Acordo de Parceria entre o Mercosul e a União Europeia será tema da audiência pública que acontece na terça-feira (21), às 10h. O debate será promovido pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado.
A audiência foi solicitada pelo presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD–MS), por meio do requerimento REQ 19/2025 – CRE.
Nelsinho afirma que o debate representa uma “oportunidade para conhecer, de autoridades brasileiras e europeias, atualizações sobre a efetiva implementação do acordo, que teve sua etapa negociadora encerrada em dezembro de 2024″.
Ele lembra que a União Europeia é o segundo maior parceiro comercial do Brasil, depois da China. E que a corrente comercial bilateral, estimada em US$ 95,5 bilhões, representou quase 16% do comércio exterior do Brasil no ano passado.
O senador acrescenta que a União Europeia é a principal origem de investimentos estrangeiros diretos (IED) no país. Segundo ele, o estoque de investimentos do bloco no Brasil foi de US$ 497 bilhões em 2023.
Estão confirmadas as presenças da embaixadora da Dinamarca no Brasil, Eva Bisgaard Pedersen, e da embaixadora da União Europeia no Brasil, Marian Schuegraf. O embaixador do Brasil junto à União Europeia, Pedro Miguel da Costa e Silva, deverá participar da audiência por videoconferência.
A reunião acontecerá no Plenário 6 da Ala Senador Nilo Coelho, no Anexo II do Senado Federal
Camily Oliveira, sob supervisão de Augusto Castro.
Como participarO evento será interativo: os cidadãos podem enviar perguntas e comentários pelo telefone da Ouvidoria do Senado (0800 061 2211) ou pelo Portal e‑Cidadania, que podem ser lidos e respondidos pelos senadores e debatedores ao vivo. O Senado oferece uma declaração de participação, que pode ser usada como hora de atividade complementar em curso universitário, por exemplo. O Portal e‑Cidadania também recebe a opinião dos cidadãos sobre os projetos em tramitação no Senado, além de sugestões para novas leis. |
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
Política Nacional
Comissão aprova uso de tributo sobre combustíveis para baratear passagem de ônibus
A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou projeto de lei que usa parte da arrecadação da Cide-Combustíveis, um tributo sobre a venda de combustíveis, para subsidiar as tarifas do transporte público coletivo.
O projeto regulamenta um trecho da Reforma Tributária (Emenda Constitucional 132/23) que já autorizava o uso da Cide para o transporte, mas que precisava de uma lei para definir como o dinheiro seria distribuído na prática.
Pela proposta, a União deverá transferir para as prefeituras e o DF 60% da arrecadação do imposto, já descontada a fatia de 29% que pertence aos estados. A divisão do dinheiro será feita de acordo com o tamanho da população de cada cidade.
Para ter direito a receber os repasses da Cide, o prefeito ou governador precisará assinar e apresentar uma declaração expressa prometendo reduzir o valor da passagem do ônibus ou do metrô.
O colegiado aprovou o substitutivo do relator, deputado Gilberto Abramo (Republicanos-MG), que une a proposta original (PL 1295/24), do deputado Fred Linhares (Republicanos-DF), a outro projeto sobre o mesmo tema (PL 4073/24). “O texto garante o objetivo principal: uma tarifa mais módica para milhões de brasileiros que utilizam o transporte público coletivo diariamente mediante subsídios tarifários”, defendeu o relator.
Durante a votação, a comissão rejeitou o texto que havia sido adotado antes pela Comissão de Desenvolvimento Urbano.
Transporte integrado
O texto aprovado também cria regras específicas para o transporte integrado, já que muitas cidades são cortadas por linhas de ônibus intermunicipais (aquelas geridas pelos governos estaduais). A regra varia de acordo com o perfil do município:
- Regiões metropolitanas: 20% do dinheiro que a prefeitura iria receber será retido pela União e repassado direto para o estado pagar o custo das linhas integradas.
- Cidades do interior: para os municípios fora das regiões metropolitanas que possuem linhas semiurbanas passando por eles, a regra é diferente. Nesses casos, a prefeitura e o governo estadual terão que assinar um convênio para decidirem, juntos, como vão dividir os recursos federais.
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e segue para a análise das comissões de Comissão de Finanças e Tributação e Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei
Reportagem – Emanuelle Brasil
Edição – Ana Chalub
Fonte: Câmara dos Deputados
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