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Política Nacional

CRA adia votação sobre registro de terras públicas em faixas de fronteira

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A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) adiou a votação do projeto que trata da regularização de terras públicas em faixas de fronteira, após pedido de vista dos senadores José Lacerda (PSD-MT) e Augusta Brito (PT-CE). Previstl para ser votada nesta quarta-feira (15), o PL 4.497/2024, de autoria do deputado Tião Medeiros (PP-PR), recebeu parecer favorável do relator, senador Jaime Bagattoli (PL-RO), na forma de um substitutivo.

Os parlamentares solicitaram mais tempo para buscar um consenso sobre o texto. O presidente da CRA, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), anunciou que a matéria retornará à pauta na próxima terça-feira (21).

O projeto altera a Lei de Registros Públicos com o objetivo de estabelecer regras mais claras e simples para o registro de imóveis rurais em áreas de fronteira. A proposta prevê a ratificação automática dos registros realizados até 23 de outubro de 2015, desde que o interessado apresente o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR) como prova de que o imóvel cumpre sua função social.

O texto também define prazos para que a União conteste judicialmente os registros (até cinco anos após a averbação) e para que os interessados solicitem a ratificação (em até 15 anos após a sanção da lei).

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Nos casos de imóveis com mais de 2,5 mil hectares, será necessária a aprovação do Congresso Nacional, que terá até dois anos para se manifestar. Após esse prazo, a ratificação será considerada automática.

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) terá cinco anos, a partir da comunicação do cartório, para avaliar se a terra está sendo usada de forma adequada e, se for constatado descumprimento da função social, poderá declarar a ratificação sem efeito e promover a desapropriação sem indenização.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Plenário analisa fim da escala 6×1 na terça-feira

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O Senado analisa na próxima semana a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 — seis dias de trabalho e um de repouso. O texto reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de 8 horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias. O Plenário realiza sessões para debater a PEC 221/2019 na terça (6), na quarta (7) e na quinta-feira (8) a partir das 14h.

A matéria foi aprovada em setembro na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e precisa passar por cinco sessões de debates no Plenário antes de ser votada em primeiro turno. Se aprovada, segue para o segundo turno, com outras três sessões de discussão. Mas os prazos podem ser reduzidos se os senadores aprovarem um calendário especial.

A PEC 221/2019 foi relatada na CCJ pelo senador Omar Aziz (PSD-AM). A matéria estabelece que dos dois dias de repouso um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial. A proposta também fixa período de até 8 horas diárias, com possibilidade de compensação de horários e redução da jornada por acordo ou convenção coletiva de trabalho.

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A PEC 221/2019 tem como primeiro signatário o deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). O texto da Câmara dos Deputados recebeu 36 emendas na CCJ, mas todas foram rejeitadas pela comissão. Segundo Omar Aziz, eventuais mudanças exigiriam o retorno do texto a uma nova análise pelos deputados.

‘Ampla relevância’

Em nota à imprensa, a Presidência do Senado destaca que o fim da escala 6×1 é um tema “de ampla relevância para a sociedade brasileira” e “será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas”.

De acordo com o comunicado, o Senado reafirma o “compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país”.

Leia a íntegra da nota:

COMUNICADO À IMPRENSA

Na próxima terça-feira (6), o Plenário do Senado Federal analisará a Proposta de Emenda à Constituição que trata do fim da escala de trabalho 6×1.

O tema, de ampla relevância para a sociedade brasileira, será debatido com responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas.

O Senado reafirma seu compromisso com o diálogo e com a construção de soluções que considerem os trabalhadores, o setor produtivo e o desenvolvimento econômico e social do país.

Assessoria de Imprensa da Presidência do Senado Federal

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

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Fonte: Agência Senado

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