Política Nacional
COP30: parlamentares discutem papel do Legislativo para transformar compromissos em ações concretas
A União Interparlamentar, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal promovem reunião, nesta sexta-feira (14), com parlamentares de 47 países que participam da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30).
Os participantes do encontro, que será realizado na Assembleia Legislativa do Pará, em Belém, irão debater como os parlamentos podem transformar os compromissos climáticos em ações concretas em cada país. Muitos dos acordos firmados entre os chefes do Executivo nas conferências mundiais sobre o clima dependem de aprovação de leis nacionais.
A reunião abordará quatro temas:
- implementação das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), que são os compromissos de cada país, previstos no Acordo de Paris, para reduzir as emissões nacionais de gases de efeito estufa. Os parlamentares discutirão oportunidades para alinhar as leis nacionais às metas revisadas das NDCs, responsabilização na implementação das metas e mobilização para financiamento e inovação para acelerar a redução das emissões.
- atuação parlamentar em prol do fortalecimento da resiliência e das adaptações climáticas de todos os países para conter os impactos cada vez mais intensos da mudança do clima. A sessão abordará como os parlamentares podem apoiar a Meta Global de Adaptação e integrar a adaptação ao planejamento nacional, promover acesso equitativo aos recursos de adaptação e garantir que a voz do cidadão seja ouvida.
- ações para reduzir as emissões de metano, que representam uma parcela significativa do aquecimento global. A sessão terá como foco a atuação dos parlamentos por meio de legislação, fiscalização e ação orçamentária nos setores de energia, resíduos e agricultura, ajudando a transformar o foco da COP30 nos gases não-CO₂ em progresso real.
- justiça climática e as abordagens para soluções centradas na saúde e na perspectiva de gênero. Em todo o mundo, mulheres e meninas enfrentam riscos crescentes à saúde, acesso limitado a serviços sociais, meios de subsistência interrompidos e ameaças aos direitos. Esta sessão destaca como os parlamentos podem promover respostas climáticas que protejam a saúde e avancem na igualdade de gênero, incentivem a liderança feminina no debate sobre o clima e gerem oportunidades de trabalho na economia verde.
Da Redação
Fonte: Câmara dos Deputados
Política Nacional
Teresa Leitão defende soberania nacional sobre minerais críticos e terras-raras
A senadora Teresa Leitão (PT-PE) defendeu, nesta terça-feira (19) a aprovação do projeto de lei que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PL 2.780/2024). Durante seu pronunciamento no Plenário, a parlamentar afirmou que o Brasil precisa transformar suas reservas minerais em instrumento de desenvolvimento tecnológico, industrialização e soberania nacional diante da disputa internacional por terras-raras e minerais estratégicos.
De acordo com Teresa, o país ocupa posição privilegiada no cenário global por possuir uma das maiores reservas de terras-raras do mundo. Ela afirmou que o debate vai além da mineração e envolve segurança energética, inovação tecnológica e autonomia econômica.
— Estamos legislando sobre a capacidade de o Brasil decidir sobre seus próprios recursos naturais e de garantir que as riquezas nacionais beneficiem o povo brasileiro. Em um cenário de intensa disputa global por minerais essenciais à transição energética e às tecnologias de ponta, países que detêm reservas minerais passaram a ocupar lugar central nas cadeias produtivas e nas relações geopolíticas — disse.
A parlamentar também afirmou que o país não pode repetir modelos baseados apenas na exportação de matéria-prima sem agregação de valor. Segundo ela, a exploração dos minerais estratégicos deve estar associada à geração de empregos qualificados, fortalecimento da indústria nacional e desenvolvimento científico.
— O Brasil não pode repetir um modelo histórico baseado apenas na exportação de matéria-prima bruta, com baixo valor agregado e pouca capacidade de transformação industrial. Fazer isso significaria abrir mão de empregos qualificados, inovação tecnológica, arrecadação e desenvolvimento nacional — lembrou.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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