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Paraná

Cooperativa de Carlópolis melhora estrutura para produção de frutas com apoio do Coopera Paraná

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A Cooperativa Agroindustrial de Carlópolis (COAC), do Norte Pioneiro, adquiriu novos equipamentos e um veículo utilitário com recursos do programa Coopera Paraná, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Eles vão agilizar a logística de distribuição dos produtos. 

Os investimentos destinados pelo programa à cooperativa somam R$ 350 mil e garantiram, além do veículo, a compra de uma câmara fria, digestores, computador e móveis de escritório. Com 37 associados, a COAC trabalha principalmente com a goiaba vermelha, mas também produz lichia, carambola, pitaya, abacate e figo da índia. A cooperativa já exporta goiaba para países da Europa e do Oriente Médio.

Carlópolis lidera a produção de goiaba no Paraná. Em 2021, segundo dados mais recentes do Departamento de Economia Rural (Deral), a cidade cultivou 880 hectares que geraram 18,5 mil toneladas da fruta e um Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 66,78 milhões. 

Com adequações nas propriedades e cuidados com a qualidade, a goiaba de Carlópolis conquistou reconhecimentos que abriram mercados dentro e fora do Brasil. A goiaba do município tem registro de Indicação Geográfica (IG) junto ao Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI) e a certificação Good Agricultural Practices (GAP), que reconhece a segurança alimentar e sustentabilidade em produtos de origem agrícola.

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Segundo o secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara, a organização dos produtores tem ajudado a valorizar a agricultura paranaense. “Cooperar é bom para todos e no Paraná esse modelo se fortalece cada vez mais. Nós vemos uma vontade grande de muitos produtores querendo melhorar, investir, transformar processos, e o Estado é parceiro nisso”, afirmou.

O Coopera Paraná (Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná), do Governo Estado, tem o objetivo de fortalecer pequenas organizações de agricultores familiares, com incentivo à organização formal dos agricultores, capacitação e assistência técnica. As ações do programa visam melhorar a competitividade e a renda no campo. Os recursos são destinados a investimentos socioprodutivos que garantam condições de sustentabilidade para as organizações. 

Fonte: Governo PR

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Tribunal do Júri de Guaíra condena a 31 anos e três meses de prisão homem denunciado pelo MPPR por feminicídio de adolescente indígena

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O Tribunal do Júri de Guaíra, no Oeste do estado, condenou nesta sexta-feira, 24 de julho, um homem de 68 anos denunciado pelo Ministério Público do Paraná pelo feminicídio de uma adolescente de 17 anos, integrante da comunidade indígena Avá-Guarani. A pena fixada foi de 31 anos e 3 meses de reclusão, em regime inicial fechado. O réu, que já estava preso preventivamente, permanecerá recolhido para o cumprimento da condenação.

Áudio do Promotor de Justiça Renan Guilherme Góes de Lima

O crime ocorreu em 20 de fevereiro de 2025, na Aldeia Tekoha Yhovy, em Guaíra. Conforme apurado nas investigações, o denunciado foi até a residência da vítima e, aproveitando-se do momento em que ela estava sozinha na companhia de duas crianças, desferiu diversos golpes de arma branca contra a adolescente, que morreu no local. Após o crime, o autor fugiu.

Denúncia – Na denúncia, o Ministério Público sustentou que o homicídio foi praticado por razões da condição do sexo feminino, no contexto de relação íntima de afeto e de menosprezo à condição de mulher, configurando o crime de feminicídio. Também foram reconhecidas as qualificadoras do emprego de meio cruel e do recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida em sua própria residência.

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Durante o julgamento, os integrantes do Conselho de Sentença acolheram integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público, condenando o réu por feminicídio qualificado, conforme descrito na denúncia. Os jurados rejeitaram os argumentos da defesa, que buscava afastar a qualificadora do feminicídio e sustentava a ocorrência de legítima defesa.

Indenização – Na sentença, o Juízo também fixou indenização mínima de R$ 50 mil aos familiares da vítima pelos danos decorrentes do crime.

Justiça – O julgamento foi integralmente acompanhado por representantes da comunidade indígena Avá-Guarani. O crime chocou toda a comunidade e a presença foi modo encontrado pelos indígenas para demonstrar a busca pela justiça e respeito à memória da adolescente.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

Fonte: Ministério Público PR

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