Paraná
Conversão de inquéritos policiais é concluída em Curitiba
Cerca de 23 mil inquéritos policiais (IPs) em papel foram convertidos em eletrônicos no Paraná nos últimos quatro anos, num trabalho conjunto realizado pelo Ministério Público, pelo Tribunal de Justiça e pela Polícia Civil do Estado. “A redução dos inquéritos físicos confere mais agilidade, transparência e economia de recursos na tramitação dos processos, propiciando a integração entre o inquérito e o processo eletrônico”, comenta a procuradora de Justiça Samia Saad Gallotti Bonavides, subprocuradora-geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional, unidade do MPPR responsável pela iniciativa. Ela acrescenta que “as ações relativas ao projeto já foram concluídas na capital, mas prosseguem no interior, fruto do esforço integrado de equipes de todas as instituições envolvidas, como única forma possível”.
A análise dos dados indica o expressivo resultado e os grandes avanços obtidos com os esforços conjuntos realizados. Isso porque, em novembro de 2018, havia aproximadamente 144 mil inquéritos policiais tramitando em meio físico e, atualmente, são 130 mil no total, dos quais 110 mil em formato eletrônico.
No período, além da conversão para o meio eletrônico de cerca de 23 mil IPs em todo o estado (conforme dados do sistema PRO-MP), o trabalho também propiciou o encerramento de investigações antigas. Com isso, atualmente apenas 15% dos inquéritos permanecem tramitando fisicamente.
Cooperação – No Paraná, o sistema de Inquérito Policial Eletrônico está em funcionamento desde setembro de 2018, momento em que os novos procedimentos começaram a ser instaurados já nesse formato, com a manutenção dos anteriores ainda em papel.
Para permitir a integração dos IPs físicos com o processo judicial eletrônico, o Ministério Público, o Tribunal de Justiça e a Polícia Civil firmaram um acordo de cooperação para a conversão dos feitos, no intuito de tornar as rotinas de trabalho totalmente digitais.
O MPPR alocou servidores e estagiários numa Central de Digitalização (Cedi) da instituição, que ficou encarregada de realizar as inserções dos arquivos digitalizados no Sistema de Processo Eletrônico do Judiciário do Paraná (Projudi), além de prestar apoio logístico e transporte para recebimento e remessa de IPs físicos às unidades, contatar as Promotorias e auxiliar os servidores do interior em dúvidas quanto às rotinas de digitalização e conversão dos cadernos investigatórios.
Já à Polícia Civil compete a conferência das digitalizações, a emissão de certidão atestando a conversão dos autos e a realização do procedimento de inclusão no sistema de registro “Procedimentos de Polícia Judiciária Eletrônicos” (PPJ-E).
Na capital, como medida de reforço à responsabilidade social das ações administrativas das instituições, o Tribunal de Justiça do Paraná contratou uma equipe prestadora de serviços da Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu), integrada por pessoas com deficiência auditiva, que se incumbiu das digitalizações.
Interiorização – Com o fim do trabalho em Curitiba, a Cedi vem prestando apoio ao procedimento de conversão dos inquéritos policiais em outras unidades do estado, o que já ocorreu nos foros regionais da comarca da Região Metropolitana de Curitiba, especialmente em Pinhais, Piraquara, Almirante Tamandaré, Colombo e Campina Grande do Sul. Também presta auxílio às comarcas do interior que possuem grandes acervos de inquéritos físicos, como Paranaguá, Ponta Grossa, Francisco Beltrão, Cambé e Arapongas. Para as comarcas com acervos menores, a Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos de Planejamento Institucional do MPPR fornece orientações e esclarecimentos a respeito do fluxo necessário, bem como auxilia a realização de contatos com as delegacias de polícia, o que se estenderá durante o ano de 2023 onde ainda não estiver finalizado todo o trabalho de digitalização.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
Ministério Público do Paraná denuncia por corrupção passiva ex-secretário Municipal de Governo e presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira
O Ministério Público do Paraná ofereceu denúncia criminal contra um ex-secretário Municipal de Governo e o presidente da Câmara de Vereadores de Ortigueira, nos Campos Gerais, investigados a partir da Operação Chão de Giz, que apura possíveis fraudes licitatórias supostamente cometidas por uma organização criminosa que atua a partir de um grupo de empresas voltadas principalmente ao fornecimento de asfalto para municípios paranaenses. Além dos agentes públicos, requeridos pelo crime de corrupção passiva, também foram denunciados por corrupção ativa três empresários investigados por possível participação nos atos ilícitos. A denúncia foi oferecida nesta terça-feira, 8 de setembro, pelo Núcleo de Guarapuava do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) e pelo Grupo Especializado na Proteção ao Patrimônio Público e no Combate à Improbidade Administrativa (Gepatria).
Áudio do promotor de Justiça Pedro Henrique Papaiz
A segunda fase das investigações da Operação Chão de Giz, da qual resultaram os fatos ocorridos em Ortigueira agora denunciados, foi deflagrada em 7 de julho último. A acusação abrange a prática dos crimes por agentes públicos dos poderes Legislativo e Executivo de Ortigueira, além de empresários e prepostos do setor de pavimentação asfáltica e infraestrutura viária.
De acordo com a denúncia, entre 6 e 14 de abril de 2022, o então presidente da Câmara de Vereadores (que atualmente exerce o mesmo cargo) e o ex-secretário Municipal de Governo, que são irmãos, teriam solicitado e recebido pelo menos R$ 50 mil em vantagens indevidas, pagas por empresários de um grupo econômico do ramo de pavimentação e seus prepostos operacionais.
Esquema criminoso – Os repasses ilícitos (divididos em duas entregas, de R$ 15 mil e R$ 35 mil) teriam ocorrido como contraprestação à articulação política e à atuação administrativa direta dos agentes públicos para acelerar a emissão de empenhos e a liberação de pagamentos do Tesouro Municipal em favor das empresas de propriedade dos empresários denunciados. Na primeira ocasião, os denunciados autorizaram a liberação de R$ 266.354,00, e na segunda, de R$ 533.244,80. As apurações demonstraram ainda que, nos dias 3 e 4 de maio de 2022, o então presidente da Câmara Municipal solicitou vantagem indevida adicional de R$ 3 mil.
A partir do oferecimento da denúncia, o Ministério Público pleiteia a condenação dos denunciados pelas práticas de corrupção passiva e ativa e a fixação de valor mínimo para reparação dos danos materiais e morais coletivos causados ao erário.
Essa é a 5ª denúncia criminal oferecida a partir das investigações da Operação Chão de Giz. O Ministério Público já ofereceu denúncia criminal por corrupção passiva contra dois ex-prefeitos de cidades distintas, além de denúncias de fraudes licitatórias e organização criminosa, esta dirigida ao núcleo empresarial que corrompia agentes públicos e políticos em diversos municípios paranaenses.
Processo 0001701-26.2025.8.16.0122
Matérias anteriores
09/11/2022 – MP cumpre mandados contra fraudes em licitações no Norte do estado
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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