Curitiba
Conselho autoriza que mais três UPAs sejam gerenciadas por organizações sociais, em Curitiba
Mais três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Curitiba serão administradas por organizações sociais. O Conselho Municipal de Saúde aprovou a mudança de gerenciamento, nesta quarta-feira (19), com 19 votos favoráveis, oito contrários e uma abstenção.
As UPAs Boa Vista, Sítio Cercado e Cajuru terão administração como a UPA da Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que desde agosto do ano passado é gerenciada por uma organização sem fins lucrativos.
Um processo, ainda sem prazo definido, será aberto para definir a organização que vai comandar as unidades.
A reunião do conselho nesta quarta teve clima de tensão quando servidores contrários à aprovação tentaram entrar no auditório e foram impedidos por guardas municipais. Representantes dos servidores já participavam da sessão.
Os servidores municipais são contrários ao modelo, que, segundo eles, precariza o atendimento. Os trabalhadores também dizem temer que sejam demitidos.
A secretária de Saúde de Curitiba, Márcia Huçulak, afirmou que os servidores dessas UPAs serão realocados. “Servidor público não pode ser mandado embora”, disse.
Segundo ela, o modelo de administração aprovado dá mais agilidade na compra de insumos e materiais. Além disso, a secretária defende que o gerenciamento permite economia mensal de R$ 408 mil.
Márcia também foi cobrada pela falta de pediatras na UPA da CIC. Segundo ela, o problema é pontual e será solucionado o mais breve possível.
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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