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Congresso reúne gestores da saúde e mostra experiências de sucesso nos municípios

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Gestores municipais de saúde de todo o Paraná estão reunidos nesta semana em Foz do Iguaçu, no Oeste do Estado, para discutir caminhos para o fortalecimento do SUS, para troca de experiência e diálogo sobre esta área. Eles participam do 37º Congresso de Secretarias Municipais de Saúde do Paraná, que começou nesta terça-feira (11), com apresentação de experiências de sucesso implantadas em diversos municípios que podem servir de exemplo e serem adotadas por outras administrações municipais.

Promovido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Cosems/PR), o evento tem como tema Municípios Inteligentes, Saúde Eficiente: Desafios e Perspectivas para o Futuro do SUS no Paraná. “Discutir a saúde pública é nosso dever. É uma forma de valorizar as experiências e aprimorar as ações em busca de um SUS público de qualidade, para melhor atender toda a população”, diz o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

Profissionais da Sesa e do Cosems estendem a agenda na cidade até sexta-feira (14) para a realização da 6ª reunião ordinária da Comissão Intergestores Bipartite do Paraná (CIB-PR).

PROJETOS – A abertura oficial do Congresso acontece às 18h desta terça-feira, mas atividades começaram antes. Durante a manhã (11), foram apresentados os trabalhos premiados com iniciativas inovadoras e transformadoras na gestão e na assistência em saúde e que representaram o Paraná na 20ª edição da mostra “Brasil, aqui tem SUS”, realizada em junho, em Belo Horizonte.

Na sequência, foi promovida a 2ª Mostra de Experiências Exitosas – Paraná mostra o SUS que dá certo. Os gestores e agentes municipais de saúde apresentaram ações desenvolvidas em suas localidades.

Um dos projetos foi de Nova Tebas, cidade com aproximadamente 6 mil habitantes, localizada na região Central do Paraná. “Mais que combate: estratégias integradas para o enfrentamento da dengue no município de Nova Tebas-PR” consiste no enfrentamento da dengue na cidade, que apresentava um alto número de casos em 2024.

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A proposta foi apresentada pelo agente de Combate à Endemias Tiago de Paula Schuenck, que expôs a necessidade de parar a infestação de mosquito e contou que as ações desenvolvidas, até então, não estavam surtindo efeito.

A partir de diversas reuniões, decidiram implementar uma ação mais enérgica e de conscientização da população. “Foram várias ideias que surgiram e fomos juntando até chegar nesse projeto. Começamos com a limpeza, depois fizemos um checklist para classificar as casas. Conseguimos ver onde estavam os criadouros e retornar às casas, fazendo uma classificação. Colocamos adesivos com o grau de risco. Isso foi importante para a população ver onde estavam os criadouros e se conscientizar. A partir disso conseguimos reduzir os casos”, relatou.

Tiago explicou, ainda, que a próxima fase do projeto foi a aplicação de larvicida para manter a redução dos focos dos mosquitos. “Reduzimos a quase zero os casos na cidade. Até março deste ano, estávamos sem casos de dengue. Hoje, o município tem três ou quatro casos confirmados, mas que foram adquiridos em outras localidades” disse. “Foi importante apresentar esse projeto aqui, porque tem muita coisa que pode ser replicada em outros municípios. Muitas podem ser simples, mas se for em conjunto, conseguem ter muita eficiência”, finalizou.

MAIS EXPERIÊNCIAS – Outra proposta apresentada foi de Curitiba, com a prática de “Telemonitoramento de Pacientes Crônicos: Apoiando o cuidado longitudinal na APS”, que abrange pacientes da saúde mental e com hipertensão.

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A prática consistiu em um monitoramento desses pacientes, que muitas vezes recorriam a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou a uma Unidade Básica de Saúde (UBS), querendo uma consulta de imediato, para a renovação de receitas. Com esse projeto, que teve início em uma planilha de Excel e hoje conta com o apoio de um aplicativo, foi possível fazer o acompanhamento desses pacientes na realização dos exames, na renovação de receitas e de outros procedimentos necessários.

Outra apresentação foi feita pelo apoiador do Cosems/PR para a 22ª Região de Saúde de Ivaiporã, Luiz Fernando Novais. Ele falou sobre o projeto “Transformando histórias: a mobilização que transformou a participação na Mostra Brasil, aqui tem SUS”. A ação contribuiu com os municípios para que pudessem aprimorar e organizar seus projetos para a apresentação durante a Mostra Brasil.

“Nova Tebas é um exemplo”, disse Novais. Segundo ele, na etapa regional da mostra o projeto passou por uma qualificação, com aperfeiçoamento do texto descritivo. A equipe do município tinha a base, mas faltava a qualificação para uma mostra maior e o projeto Transformando Histórias foi a virada de chave para que eles pudessem ter uma visibilidade mais elegante do trabalho, se expressando bem, com a palavra certa, no momento certo”, explicou.

Para ele, a realização do Congresso com a Mostra de Experiencias é fundamental para mostrar o que está sendo desenvolvido em termos de saúde pública. “Esse congresso vem qualificar e mostrar para o Paraná todo o serviço que é desenvolvido na cadeia da rede de saúde do Estado. Vimos a Atenção Primária sendo trabalhada e reconhecida, assim como o protagonismo dos municípios e do profissional de saúde”, finalizou Novais.

Fonte: Governo PR

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Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior, divulgados pela Portos do Paraná nesta terça-feira (21). No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto. .

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

GRANÉIS SÓLIDOS – Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

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O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do país, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

IMPACTOS – No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao registrado no mesmo período de 2025.

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Entre os fatores que influenciaram o resultado está a redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

 Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: Governo PR

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