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Confinamento cresce 16% e atinge 9,25 milhões de cabeças, aponta censo

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O número de bovinos terminados em confinamento no Brasil chegou a 9,25 milhões de cabeças em 2025, alta de 16% em relação ao ano anterior, segundo o Censo de Confinamento divulgado nesta terça-feira (10). A atividade está distribuída por 2.445 propriedades em 1.095 municípios, indicando expansão geográfica e aumento de escala produtiva.

Os dados analíticos mostram também maior concentração: os 100 maiores confinadores reúnem 45% de todo o rebanho confinado, sinalizando avanço do modelo empresarial na pecuária de corte. A tendência reforça a profissionalização da atividade, com maior uso de gestão zootécnica, planejamento nutricional e integração com a indústria frigorífica.

O levantamento indica que a pecuária atravessa uma fase positiva do ciclo pecuário, com valorização ao longo de toda a cadeia — do bezerro ao boi gordo, da carcaça no atacado à carne no varejo. O cenário de preços mais firmes tem incentivado investimentos em terminação intensiva, reduzindo o tempo de abate e aumentando a padronização dos lotes.

Desde 2015, o confinamento apresenta expansão contínua, impulsionada principalmente pela adoção de tecnologias nutricionais, melhoria genética e maior previsibilidade comercial. A intensificação permite elevar produtividade por área e reduzir a exposição a variações climáticas, um dos fatores que historicamente limitavam o desempenho da pecuária extensiva.

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Mato Grosso segue líder nacional, com 2,2 milhões de bovinos confinados, avanço de 29,6% sobre 2024. São Paulo aparece na sequência com 1,4 milhão de animais e crescimento de 7,7%, seguido por Goiás, também com 1,4 milhão de cabeças e alta de 13,6%. Mato Grosso do Sul ocupa a quarta posição, com 900 mil bovinos (+17,8%), enquanto Minas Gerais completa o grupo dos cinco principais Estados, com 800 mil animais e estabilidade em relação ao ciclo anterior.

O aumento do confinamento ocorre em paralelo à maior integração entre pecuária e agricultura, com uso intensivo de grãos na alimentação animal. A proximidade com regiões produtoras de milho e farelo de soja tem sido determinante para a expansão, especialmente no Centro-Oeste, onde a oferta de insumos e logística favorece o modelo intensivo.

Para analistas do setor, a ampliação da terminação em cocho indica mudança estrutural na pecuária brasileira. Além de elevar produtividade, o sistema melhora previsibilidade de oferta para frigoríficos e contribui para a regularidade das exportações, cada vez mais dependentes de padronização e volume constante de carne bovina.

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O levantamento foi realizado pela multinacional europeia de nutrição animal dsm-firmenich, que acompanha o confinamento bovino no País por ser fornecedora de tecnologias nutricionais e de gestão ao setor, utilizando esses dados para monitorar mercado, demanda e tendências produtivas da pecuária brasileira.

Fonte: Pensar Agro

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Ureia despenca mais de 40% e fertilizantes voltam ao nível pré-crise com avanço de acordo entre EUA e Irã

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Os preços internacionais da ureia registraram forte recuo nas últimas semanas e já retornaram aos níveis observados antes do agravamento das tensões no Oriente Médio. Segundo análise da StoneX, as cotações destinadas ao mercado brasileiro acumulam queda superior a 40% após oito semanas consecutivas de desvalorização, refletindo o avanço das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã e a expectativa de reabertura do estratégico Estreito de Ormuz.

O movimento é acompanhado de perto pelo setor de fertilizantes, uma vez que a região concentra uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo, amônia, enxofre e fertilizantes nitrogenados. A perspectiva de retomada da navegação vem reduzindo os temores relacionados à oferta global e aos gargalos logísticos que pressionaram os preços nos últimos meses.

Mercado reage à expectativa de normalização logística

De acordo com a StoneX, a possibilidade de restabelecimento do fluxo marítimo no Golfo Pérsico tem provocado uma mudança significativa no comportamento dos mercados de energia e fertilizantes.

As restrições impostas à navegação durante o período de instabilidade elevaram custos e dificultaram o transporte de insumos estratégicos. Agora, com o avanço das negociações entre Washington e Teerã, os agentes de mercado passaram a precificar um cenário de maior disponibilidade de produtos e menor risco logístico.

Segundo Tomás Pernías, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o acordo preliminar representa um importante fator de pressão baixista para o setor.

“O entendimento entre Estados Unidos e Irã tem impacto direto sobre a logística global e a oferta de fertilizantes. O Estreito de Ormuz é uma rota fundamental para o escoamento de fertilizantes, petróleo, amônia e enxofre, o que torna qualquer sinalização de normalização extremamente relevante para os mercados”, avalia.

Ureia retorna aos patamares anteriores ao conflito

O efeito mais visível foi observado no mercado da ureia. As cotações CFR Brasil recuaram para níveis inferiores aos registrados antes do início da crise geopolítica, revertendo completamente os ganhos observados durante o período de maior incerteza.

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A queda acumulada superior a 40% representa uma das correções mais expressivas dos últimos meses e sinaliza uma redução dos prêmios de risco que vinham sendo incorporados aos preços internacionais.

Além da expectativa de reabertura das rotas marítimas, o mercado também passou a considerar uma possível ampliação da oferta global de fertilizantes caso as negociações avancem para uma flexibilização das sanções impostas ao Irã.

Acordo ainda depende de novas etapas

Apesar da reação positiva dos mercados, o acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não está concluído. Informações divulgadas pela Reuters indicam que o entendimento atual prevê a extensão do cessar-fogo por mais 60 dias e a reabertura do Estreito de Ormuz, mas questões centrais continuam em negociação.

Entre os temas que permanecem em discussão está o futuro do programa nuclear iraniano, considerado um dos principais pontos de divergência entre os dois países.

Especialistas do setor marítimo alertam que a normalização completa das operações não deve ocorrer imediatamente. Mesmo após a eventual reabertura da rota, a retomada da confiança dos operadores logísticos e o reposicionamento das embarcações podem levar semanas.

Fertilizantes ainda dependem da evolução do cenário geopolítico

A StoneX destaca que o mercado segue monitorando fatores que podem limitar a recuperação plena da logística na região.

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Existem preocupações relacionadas à segurança da navegação, incluindo relatos sobre possíveis áreas minadas e incertezas quanto às condições definitivas para a circulação de embarcações. Além disso, navios que permaneceram retidos durante o período de restrições poderão enfrentar atrasos até que o fluxo marítimo seja totalmente restabelecido.

Dessa forma, embora a tendência atual seja de alívio para os preços, a oferta global de fertilizantes continua condicionada à evolução das negociações diplomáticas e à estabilidade da região.

Cenário favorece importadores brasileiros

A queda das cotações ocorre em um momento estratégico para o agronegócio brasileiro. Tradicionalmente, as compras externas de fertilizantes nitrogenados ganham força ao longo do segundo semestre, período de preparação para importantes culturas da safra de verão.

Com preços mais baixos e perspectiva de melhora na logística internacional, os importadores brasileiros encontram um ambiente mais favorável para negociar volumes e recompor estoques.

Além dos fertilizantes, o anúncio do acordo preliminar também impactou o mercado energético. Os preços do petróleo recuaram para os menores níveis dos últimos três meses, refletindo as expectativas de retomada do fluxo normal de cargas em uma das regiões mais importantes para o comércio global.

Para o agronegócio brasileiro, a combinação entre fertilizantes mais baratos e redução das incertezas logísticas pode representar um importante fator de alívio nos custos de produção nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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