Paraná
Comemoração dos 50 anos do Ipardes reforça papel da entidade no desenvolvimento do Paraná
O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) comemorou nesta terça-feira (13) seu aniversário de 50 anos em solenidade com autoridades e homenagens a grandes nomes que ajudaram a construir a instituição, de ex-presidentes a técnicos.
Realizada no Museu Oscar Niemeyer, a cerimônia contou com a participação dos cônsules honorários em Curitiba, da Alemanha, Andreas Hoffrichter, e da França, Antonio Fleischmann. A deputada estadual Cloara Pinheiro, representando a Assembleia Legislativa do Paraná, levou o Voto de Congratulações com Menção Honrosa requerido pelo deputado Hussein Bakri e concedido por aquela Casa ao presidente da instituição, Jorge Callado, e ao cinquentenário da autarquia.
O vereador Bruno Pessutti, representando a Câmara Municipal de Curitiba, também levou Votos de Congratulação e Aplausos do órgão ao aniversário da autarquia. Os servidores receberam uma homenagem através de uma representante, a supervisora editorial Maria Laura Zocolotti.
O presidente do Ipardes, Jorge Callado, aproveitou a solenidade para ressaltar o valor do corpo técnico ao longo dos anos e o alcance social diverso e profundo dos dados por ela gerados. “O Ipardes, ao longo desse meio século, vem produzindo informações importantes para toda a população, seja para a dona de casa – com o nosso Índice de Preços Regional do Paraná (IPR) –, seja para os tomadores de decisão no nível privado ou de governo, subsidiando e orientando decisões importantes para o Estado que vão refletir na vida da população paranaense”, disse.
Para o secretário de Estado do Planejamento, Guto Silva, a instituição e seus indicadores econômicos e sociais têm sido um grande balizador, ao longo dos anos, da formulação de políticas públicas que têm transformado o Paraná. “Este processo deve ser levado para os próximos 50 anos. Esta é uma visão do governador Ratinho Junior, para que a gente possa deixar um legado, instrumentos importantes de planejamento, de monitoramento de ações. Precisamos estar afinados com o Ipardes para que a gente consiga fazer mais pela população”, afirmou.
Também participaram do evento o ex-governador e secretário do Codesul Orlando Pessuti, o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Nelson Bona, e Antonio Deggerone, presidente da Associação Comercial do Paraná.
A cerimônia teve a presença de 13 ex-presidentes do Ipardes: Judas Tadeu Mendes, Carlos Artur Kruger Passos, Domingos de Gusmão Van Erven, Wilson Merlo Posnik, Mariano de Matos Macedo, Omar Akel, José Moraes Neto, Maria de Lúcia de Paula Urban, Gilmar Mendes Lourenço, Julio Takeshi Suzuki Jr., Antônio Guilherme Lorenzi, Daniel Nojima e Marcelo Curado.
EVENTO ACADÊMICO – As comemorações aos 50 anos do Ipardes seguem ao longo do ano e, em 23 de junho, ocorrerá um evento acadêmico com a apresentações de Cimar Pereira, presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e de Rebeca Palis, coordenadora de Contas Nacionais do IBGE. As palestras iniciarão às 9h30, no Auditório Gregor Mendel da Pontifícia Universidade Católica do paraná (PUC-PR). A entrada será gratuita, mediante inscrições limitadas, através da Escola de Governo do Estado do Paraná.
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HISTÓRIA – Fundado em 1973, o Ipardes surgiu no contexto de criação do Sistema Nacional de Planejamento. No início da década de 1970, diante da crescente mudança no comportamento econômico do Paraná e das novas tendências da economia no setor agroindustrial, criou-se no Estado uma equipe denominada Grupo de Estudos para as Atividades Agroindustriais do Paraná – GEAAIP, atrelada ao Banco de Desenvolvimento Econômico do Paraná – BADEP.
Este grupo foi o embrião para o surgimento da Fundação Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social, como órgão vinculado à futura Secretaria de Estado do Planejamento, nos moldes do que já ocorria no Governo Federal entre o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA e o Ministério do Planejamento.
A criação do Ipardes foi formalizada pela lei 6.407, aprovada pela Assembleia Legislativa em 7 de junho de 1973. Posteriormente, a lei 7.550, de 17 de dezembro de 1981, alterou a denominação Fundação Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social para Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social – Fundação Édison Vieira.
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Em 3 de junho de 1987, passou a incorporar as atribuições e funções da extinta Fundação Instituto de Desenvolvimento de Recursos Humanos do Paraná, no que concerne aos programas de treinamento para o desenvolvimento em nível de pós-graduação lato sensu. Também o Departamento Estadual de Estatística – DEE repassou suas atribuições, pessoal e patrimônio.
Em 16 de julho de 1991, a lei 9.663 transformou o órgão em autarquia e o denominou Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social – Ipardes. Em 17 de novembro de 2021, a Lei 20.778 atribuiu ao Ipardes como sendo uma instituição científica e tecnológica e de inovação do Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador
A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.
Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.
Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.
“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.
Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.
Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.
“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”
E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.
“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.
“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”
E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.
Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.
PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.
A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.
Fonte: Governo PR
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