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Com estimativa de 449 mil toneladas, Paraná pode registrar safra histórica de cevada

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A safra 2025/2026 de cevada pode ser histórica no Paraná. A área recorde, de 103 mil hectares, deve render uma produção de 449 mil toneladas do cereal, colaborando para uma das maiores safras de grãos do Estado. O dado faz parte do relatório de safra publicado pelo Deral (Departamento de Economia Rural), da secretaria estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab), publicado nesta quinta-feira (25).

O documento aponta ainda um aumento de 160% nas exportações paranaenses de milho nos primeiros oito meses deste ano. Outro destaque é o dado da Pesquisa da Pecuária Municipal, publicada pelo IBGE, que mostra uma queda do número de vacas ordenhadas em 2024. Apesar dessa redução, a produção leiteira segue em alta. Por outro lado, o rebanho suíno aumentou 5,3%, contra um crescimento nacional de 1,8%. O Paraná é o quarto maior exportador de ovos e a produção paranaense de flores também se destaca no relatório.

46 MILHÕES DE TONELADAS DE GRÃOS – De acordo com Hugo Godinho, do Deral, a colheita da cevada ainda está no início, apenas 12% da área e deve se estender até novembro. Ele informou que a safra recorde ainda depende do rendimento das lavouras. Até a elaboração do relatório, 92% da área de cevada no Paraná estava em boas condições e, caso esta situação persista, a boa perspectiva deve se confirmar.

As mais de 400 mil toneladas de cevada esperadas podem colaborar para uma safra de grãos recorde como um todo. “Com as colheitas de inverno acontecendo de maneira satisfatória, se desenha uma safra em torno de 46 milhões de toneladas neste ciclo”, informou Godinho. Esse volume é muito superior à safra 23/24 (38,48 milhões de toneladas) e supera o recorde da safra 22/23 (45,48 milhões de toneladas).

Nesses primeiros oito meses do ano o Paraná exportou 1,97 milhão de toneladas de milho, enquanto em 2024 o montante chegou a 756,6 mil toneladas. As exportações renderam US$ 433 milhões ao Estado ou R$ 2,4 bilhões. O principal comprador do milho paranaense é o Irã, que adquiriu 45% do total exportado. Em seguida estão o Vietnã (17%) e Turquia (8%).

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Edmar Gervasio, do Deral, afirma que no contexto nacional o cenário é inverso com uma queda nas exportações brasileiras de milho. De janeiro a agosto, o total exportado pelo Brasil chegou a 15,75 milhões de toneladas, 12% menor que igual período de 2024.

REBANHO MENOR E MAIS PRODUTIVO – A Pesquisa da Pecuária Municipal, do IBGE, informa que em 2024 o número de vacas ordenhadas no país caiu 15,56%. No Paraná, passou de 1,17 milhão para 1,14 milhão de animais. Na análise de Thiago De Marchi da Silva, do Deral, mesmo com a redução do número de animais, a produção leiteira atingiu 3,9 bilhões de litros de leite e, 2024, contra 3,6 bilhões de litros no ano anterior. “Isso evidencia a melhora na produtividade, decorrente da especialização dos produtores e do melhoramento genético e nutricional do rebanho”, explicou Silva.

Enquanto o rebanho leiteiro diminuiu, o suíno cresceu no Paraná. A Pesquisa Pecuária Municipal, do IBGE, indica que o rebanho suíno do Estado soma aproximadamente 7,3 milhões de cabeças, 16,6% do efetivo nacional. Quando se compara ao rebanho de 2023, o aumento chega a 5,35%, ou 366 mil animais. Santa Catarina segue na liderança nacional com 9,3 milhões de suínos, seguido pelo Paraná, Rio Grande do Sul (6,2 milhões) e Minas Gerais (5,7 milhões).

Entre os municípios, Toledo se destaca com o maior rebanho do país, com 950 mil cabeças. Em seguida estão Uberlândia (MG) com 624 mil; Marechal Cândido Rondon (PR), com 575 mil; Concórdia (SC), com 518 mil e Tapurah (MT), com 407 mil animais.

OVOS E O TARIFAÇO – A exportação paranaense de ovos, de janeiro a agosto deste ano, chegou a 4.373 toneladas, segundo a Agrostat Brasil/MAPA, mantendo o Estado na quarta posição no ranking nacional. A exportação nacional ficou em 42.953 toneladas, 50,9% maior que no igual período do ano anterior.

Entre os cinco principais exportadores de ovosprodutos (ovos férteis, ovos frescos, ovos cozidos e secos, gemas frescas e cozidas e ovoalbumina), apenas o Paraná apresentou redução. Os estados de São Paulo, Mato Grosso, Minas Gerais e Espírito Santo tiveram um aumento expressivo no volume exportado. Os Estados Unidos seguem como principal importador de ovos do Brasil, com volume de 19.437 toneladas e receita cambial de US$ 41,4 milhões.

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A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informa que nos oito meses deste ano, considerando apenas ovos consumo (in natura e processados), as exportações totalizaram 32.303 toneladas, 192,2% maior em relação às 11.057 toneladas exportadas no ano anterior.

De acordo com Roberto Carlos Andrade e Silva, do Deral, quando se analisa apenas o mês de agosto, as exportações brasileiras de ovos totalizaram 2.129 toneladas. No ano passado foram 1.239 toneladas. Em termos de receita a cifra chegou a US$ 5,7 milhões, bem acima dos US$ 3,0 milhões do ano anterior.

A ABPA informa que a redução das exportações para os EUA refletem os efeitos do tarifaço imposto ao Brasil pelo governo norte-americano. Ao mesmo tempo, o Brasil retomou o comércio com outros países como Emirados Árabes Unidos e México. Japão e Chile também figuram entre os importadores de ovos do Brasil.

FLORES GERAM R$ 271 MILHÕES – A produção de flores ganha relevância no Paraná, segundo o Boletim do Deral. Em 2024 a produção paranaense gerou um Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 271,7 milhões. Gramados, plantas perenes, orquídeas, crisântemos, rosas e outras 27 espécies são os principais produtos do segmento.

Na produção de orquídeas, os núcleos regionais de Toledo e União da Vitória somaram 79,9% do total, em 2024. Ainda se destacaram os municípios de Bituruna, Marechal Cândido Rondon, Maripá, Guaíra e Marialva.

A produção de crisântemos em maços, vasos ou caixas, movimentou R$ 12,6 milhões em VBP, com 983,3 mil unidades. As regiões de Maringá e Apucarana são as principais produtoras. O município de Uniflor participou com 33,7% do cultivo de crisântemos irradiando a atividade no Estado.

A região de Maringá concentra a produção de rosas, com 49,6% de todo volume estadual. O município de Marialva é o principal produtor, com 29% do volume total ou 60 mil dúzias colhidas. O valor movimentado chegou a R$ 1,3 milhão. No total, o Paraná produziu, em 2024, 206,6 mil dúzias de rosas, com uma renda bruta de R$ 4,5 milhões no estado.

Fonte: Governo PR

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Seminário debaterá metodologia BIM para promover qualificação e eficiência na construção civil

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Arquitetos, urbanistas e gestores públicos de todo o Estado participam em 23 de junho, em Curitiba, do Seminário Estadual BIM & Inovação. Promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR) em conjunto com a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), o evento foca na disseminação da modelagem BIM, com o objetivo de impulsionar a qualificação e o aperfeiçoamento do exercício profissional. O Estado já desponta no cenário nacional por possuir uma das políticas públicas mais avançadas em termos de inovação e tecnologia aplicada à infraestrutura.

O encontro visa preparar os profissionais para atender às novas exigências legais e normas técnicas que tornam mandatória a entrega de projetos com essa metodologia junto a prefeituras e órgãos estaduais. Diferente do modelo tradicional de representação gráfica em papel, o sistema integra em um único ecossistema dados complexos de orçamento, manutenção e detalhamento técnico de ponta.

A coordenadora da Estratégia BIM PR na SEIL, Lorreine Vaccari, reforçou o compromisso com a transformação digital. “Desde 2019, quando o Governo do Estado instituiu a Estratégia BIM PR, temos coordenado ações para a adoção gradual da metodologia. O seminário estadual reflete a cooperação técnica com o CAU/PR para engajar profissionais na aplicação do BIM”, disse. “O evento abordará desde conceitos fundamentais e ações governamentais até o uso de tecnologias como GIS e BIM em concursos públicos, estimulando a inovação para melhorar a gestão pública e a qualidade das obras”, acrescentou ela.

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O presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR), Walter Gustavo Linzmeyer, destacou que o papel da entidade vai muito além da fiscalização do exercício legal e da conduta ética, concentrando-se fortemente no suporte prático aos profissionais.

“O BIM é uma metodologia que exige um conhecimento técnico, muitas vezes, longe da qualidade que o profissional possa ter no dia a dia. Um curso ou uma capacitação é um momento que a gente encontra para explicar que estamos atendendo uma norma técnica, uma lei que visa praticamente todos os trabalhos dos arquitetos e urbanistas na entrega de um projeto, de um serviço que está sendo feito às prefeituras e ao Governo do Estado”, disse Linzmeyer.

IMPACTO PRÁTICO – De acordo o presidente do conselho, os resultados práticos da difusão desse conhecimento estruturam uma cadeia de valorização mútua entre os profissionais e a própria sociedade civil. Para os arquitetos, o domínio da plataforma retira o profissional do mercado comum e o insere em um grupo seleto de alta qualificação técnica.

Por outro lado, o investimento técnico blinda o erário e o consumidor final. A precisão gerada pela automação reduz drasticamente a necessidade de auditorias, evita aditivos contratuais por erros de cálculo e mitiga a modificação de valores ao longo da execução da obra.

“Ganha o profissional que se capacita e ganha a sociedade, com uma qualidade de serviço melhor e também e custos menores. E ganha-se a segurança de que as obras e aquele investimento que está sendo feito, seja no particular ou no público, aconteça da melhor forma possível”, concluiu o presidente do CAU/PR.

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INSCRIÇÕES E PROGRAMAÇÃO – Os profissionais, estudantes e gestores públicos interessados em participar do Seminário Estadual BIM & Inovação devem se inscrever na plataforma Sympla. Como a entrada é gratuita e as vagas são limitadas, a orientação é que façam o credenciamento prévio no site do CAU/PR. O encontro será no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer.

A grade de atividades foi estruturada em quatro módulos estratégicos que cobrem desde o alinhamento conceitual até as aplicações mais complexas da tecnologia no urbanismo. Na parte da manhã, os debates estarão concentrados no panorama governamental, com destaque para as ações de fomento do Governo do Estado e os parâmetros do Protocolo BIM PR.

O período da tarde será dedicado ao mercado privado, trazendo discussões sobre a implementação da metodologia em escritórios de arquitetura, habitação de interesse social e a inovadora integração entre os sistemas BIM e GIS. O evento será encerrado com uma mesa-redonda voltada ao uso da modelagem em concursos públicos de Arquitetura e Urbanismo.

Fonte: Governo PR

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