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Com entrega de mudas, Semana do Meio Ambiente ajuda a regenerar 4,8 hectares no Paraná

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Balanço divulgado nesta terça-feira (9) pelo Instituto Água e Terra (IAT) apontou a distribuição de 5.427 mudas de espécies nativas durante a Semana do Meio Ambiente, entre os dias 1º e 7 de junho – o Dia Mundial do Meio Ambiente foi celebrado na sexta-feira (5). O montante equivale a uma área regenerada estimada em 4,88 hectares, ou aproximadamente 7 campos de futebol. 

Segundo a gerência de Restauração Ambiental do órgão, as ações ocorreram nas regionais de Curitiba, Jacarezinho, Maringá, Pitanga, Paranavaí, Toledo, Cianorte, Umuarama e Guarapuava. Além disso, o órgão ambiental coordenou a dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica, em Unidades de Conservação do Litoral do Paraná. O IAT é vinculado à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest).

“A árvore que vem a se desenvolver a partir dessa muda doada faz com que esse ciclo de estoque de carbono no solo, de ciclagem de nutrientes, o ciclo da água, seja intensificado. Isso ajuda a devolver o equilíbrio para o ambiente, justamente a partir da árvore”, explica o engenheiro florestal e chefe da Divisão de Produção de Mudas Nativas do IAT, Alexandre Dal Forno Mastella.

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As atividades reuniram instituições de diferentes regiões do Paraná, incluindo prefeituras, secretarias do Meio Ambiente, instituições de ensino, empresas privadas e voluntários. Além da distribuição e plantio das mudas, a semana foi marcada por ações de educação ambiental como palestras e oficinas temáticas.

A Semana da Árvore integra o programa Paraná Mais Verde, que busca, por meio da recuperação dos biomas, aliar o desenvolvimento ambiental, econômico e social, além de incentivar a população a plantar árvores. As mudas foram plantadas em áreas em processo de recuperação, Áreas de Preservação Permanente (APP) no entorno de nascentes, bem como áreas próximas ou pertencentes a escolas e entidades.

“A distribuição das mudas é essencial para diversas atividades, como restauração de Áreas de Preservação Permanente, de áreas de Reserva Legal e a adequação ambiental de imóveis rurais”, destaca Mastella.

PARANÁ MAIS VERDE – O programa incentiva o plantio de mudas de espécies nativas do Paraná como forma aliar o desenvolvimento ambiental, econômico e social, assim como incentivar a população a plantar árvores, seja em área urbana ou rural, para colaborar no equilíbrio do clima. As mudas são plantadas em áreas que precisam ser recuperadas ou mais bem arborizadas.

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São seis linhas de ação: Revitaliza Viveiros, Viveiros Socioambientais, Incentivo a Espécies Ameaçadas de Extinção, Datas comemorativas, Parques Urbanos e Poliniza Paraná.

Fonte: Governo PR

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MP em Movimento reúne 42 prefeitos da região Sudoeste para discutir proteção de crianças e El Niño

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A edição do MP em Movimento em Francisco Beltrão teve seu último dia marcado por um encontro com prefeitos dos 42 municípios que integram a Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP). A reunião, realizada na quarta-feira (16/9), reforçou a importância do diálogo e colocou em pauta questões que exigem atuação preventiva e articulação entre as cidades, com destaque para a proteção de crianças e adolescentes e a preparação para eventos climáticos extremos.
A apresentação aos gestores municipais incluiu diagnósticos, dados e propostas de atuação. A ideia foi levar aos prefeitos informações que possam subsidiar o planejamento das políticas públicas e aproximar o Ministério Público das realidades enfrentadas na região.

Infância e juventude

Em sua fala, o Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, apresentou a situação das unidades de acolhimento institucional de crianças e adolescentes no Sudoeste. O diagnóstico, realizado pelo MPPR, analisou 17 unidades da região e identificou diversas questões a serem corrigidas, como ausência ou irregularidade de legislação municipal e falta ou desatualização do Projeto Político-Pedagógico. 
A apresentação do PGJ destacou ainda a necessidade de investimento na primeira infância, que representa um retorno entre 7 a 13% ao ano do valor investido, com ganhos social e econômico, como por exemplo a redução de gastos com criminalidade, saúde e assistência social, além do aumento da empregabilidade na vida adulta.
Também foi abordado o fortalecimento do acolhimento familiar, modalidade que, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente, tem preferência sobre o acolhimento institucional e deve ser utilizada de forma temporária e excepcional. O serviço é realizado por famílias cadastradas, selecionadas, capacitadas e acompanhadas por equipe técnica.

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Municípios pelo Clima

Outro eixo da reunião com os prefeitos foi a gestão de riscos e a preparação dos municípios para eventos climáticos extremos. O Promotor de Justiça Daniel Pedro Lourenço, que integra no MPPR o Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e de Habitação e Urbanismo, o Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) e o Grupo Especial de Atuação e Prevenção em Desastres Socioambientais e Mudanças Climáticas (Gepclima), apresentou o programa “Municípios pelo Clima”, voltado ao fortalecimento da governança climática e da resiliência municipal.
O cenário previsto para o segundo semestre de 2026 também foi destaque nas discussões: a apresentação sobre o El Niño aponta risco elevado de chuvas severas e cumulativas no Paraná, com possibilidade de enxurradas, alagamentos, tempestades, granizo e raios. Para o Oeste e o Sudoeste, a previsão apresentada pelo Simepar em agosto indicava chuvas extremamente volumosas, acima da média histórica, bem como 12 tornados confirmados no Paraná até o início de setembro de 2026. 

Prevenindo prejuízos

Os dados históricos apresentados mostram a dimensão do problema. Entre 2013 e 2025, o Sudoeste registrou 237 eventos reconhecidos, com prejuízo financeiro estimado em R$ 13,8 bilhões, além de 24.763 desabrigados e 42.833 desalojados e estruturas afetadas. Enxurradas e inundações foram responsáveis por 92 dos eventos registrados; tempestades, vendavais e granizo, por 65; estiagens e secas prolongadas, por 48. 
A partir desse cenário, o MPPR apresentou aos municípios uma proposta de mudança na forma de enfrentar os desastres: sair de uma atuação concentrada na resposta depois da ocorrência para uma política permanente de prevenção, preparação e gestão de riscos. Entre as medidas apresentadas estão o mapeamento de áreas vulneráveis, a manutenção da drenagem urbana, o cadastramento de pessoas em situação de maior vulnerabilidade, a fiscalização de áreas de risco, a definição de rotas de fuga, a preparação de abrigos e o estabelecimento de fluxos de comunicação para situações de emergência.

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Defesa Civil

A Defesa Civil do Paraná também participou do encontro promovidopelo MPPR. A capitã Karen Pedrosa, chefe do 8º Núcleo Regional de Defesa Civil, apresentou informações sobre preparação e resposta a emergências, incluindo o Plano de Contingências Online (PLACON) e o Fundo Estadual para Calamidades Públicas (FECAP), que prevê recursos para ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação em áreas de risco.

Fonte: Ministério Público PR

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