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Com dólar valorizado e oferta global elevada, mercado do açúcar enfrenta pressão nas cotações internacionais

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Dólar valorizado mantém cotações em baixa em Nova York

A valorização do dólar encerrou a última semana pressionando as cotações do açúcar na bolsa de Nova York. De acordo com o Notícias Agrícolas, um câmbio mais forte tende a estimular as exportações brasileiras, ampliando a percepção de oferta global e, consequentemente, pressionando os preços internacionais.

Os contratos do açúcar bruto, listados na ICE Futures, registraram queda acumulada na semana encerrada em 5 de dezembro. Segundo Marcelo Filho, analista da StoneX, o mercado apresentou baixa liquidez e movimentos laterais, resultando em retração de cerca de 40 pontos. “O mercado segue morno, sem fundamentos para uma recuperação”, avaliou o especialista.

Perspectivas de curto prazo: Centro-Sul pode reduzir oferta

No Brasil, a região Centro-Sul caminha para o fim da safra com expectativa de redução na oferta de açúcar, o que pode abrir espaço para leves recuperações nos preços nas próximas semanas. Entretanto, o cenário global segue pressionado pelo avanço das safras no Hemisfério Norte.

A Índia, por exemplo, já iniciou o ciclo 2025/26 com forte crescimento na produção, enquanto a Tailândia se prepara para iniciar a moagem, ampliando o volume exportável e reforçando a percepção de ampla disponibilidade mundial.

Cotações na ICE Futures e ICE Europe

Na ICE Futures de Nova York, o contrato de açúcar bruto para março/26 fechou a sexta-feira (5) a 14,80 centavos de dólar por libra-peso, queda de 8 pontos. O contrato maio/26 recuou 4 pontos, a 14,38 cts/lb, enquanto julho e outubro/26 caíram 3 pontos cada.

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Em Londres, o açúcar branco apresentou leve recuperação. O contrato março/26 foi negociado a US$ 425,60 por tonelada, alta de 40 cents. Já o maio/26 subiu para US$ 422,70 por tonelada, avanço de 70 cents. Os contratos agosto/26 e outubro/26 também tiveram altas moderadas, de 0,24% e 0,26%, respectivamente.

Açúcar inicia nova semana com leve recuperação

Nesta segunda-feira (8), o mercado iniciou a semana com leves altas, mas mantendo o padrão de estabilidade observado nos últimos dias. Em Nova York, o contrato março/26 operava a 14,81 cents/lb (+0,07%), o maio/26 a 14,40 cents/lb (+0,14%) e o julho/26 a 14,39 cents/lb (+0,14%).

Segundo analistas, as aberturas em alta perdem força ao longo do dia, refletindo o impacto de safras robustas nos principais países produtores, especialmente no Brasil e na Índia.

Produção recorde na Índia e aumento no Brasil

A Associação Indiana de Usinas de Açúcar (ISMA) informou que, entre outubro e novembro, a produção indiana cresceu 43% em relação ao mesmo período do ano anterior, somando 4,11 milhões de toneladas. O número de usinas em operação passou de 376 para 428, indicando ritmo acelerado de moagem.

No Brasil, a Conab revisou para cima sua estimativa de produção da safra 2025/26, de 44,5 para 45 milhões de toneladas. Dados da Unica mostram que, na primeira quinzena de novembro, a produção no Centro-Sul cresceu 8,7%, atingindo 983 mil toneladas. No acumulado da safra, o volume chega a 39,18 milhões de toneladas, alta de 2,1% frente ao ciclo anterior.

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Exportações brasileiras recuam em novembro

Apesar da boa performance industrial, as exportações brasileiras de açúcar recuaram no último mês. Dados parciais da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que a receita diária média foi de US$ 65,56 milhões, com embarques de 173,8 mil toneladas por dia.

No total, o país exportou 3,30 milhões de toneladas, gerando US$ 1,245 bilhão a um preço médio de US$ 377,20 por tonelada. Em comparação a novembro de 2024, houve queda de 23% na receita diária, 2,6% no volume embarcado e 21,1% no preço médio. A receita total caiu 30% frente aos US$ 1,62 bilhão registrados no mesmo mês do ano anterior.

Mercado interno: leve queda nas cotações

No mercado doméstico, o Indicador Cepea/Esalq (USP) apontou recuo nas cotações do açúcar cristal na sexta-feira (5). A saca de 50 quilos foi negociada a R$ 107,39, ante R$ 107,58 no dia anterior, uma queda de 0,18%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mapa informa liberação de 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 18 e 22 de maio, foram disponibilizadas 12.374.181 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total liberado no período, 6.405.600 doses (51,76%) são de fabricação nacional e 5.968.581 doses (48,24%) correspondem a vacinas importadas.

Com as liberações realizadas desde março de 2026, o volume disponibilizado ao mercado nacional ultrapassa 39 milhões de doses, entre produtos nacionais e importados.

O Mapa mantém atuação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e acelerar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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