Paraná
Com aporte de R$ 3 milhões do Estado, UTFPR inaugura blocos para engenharia em Londrina
Com investimento de R$ 3 milhões do Governo do Estado, a Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) inaugurou nesta sexta-feira (24) dois blocos acadêmicos para os cursos de engenharia, no câmpus de Londrina, na região Norte. Os recursos são do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, administrado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).
O orçamento total da obra soma R$ 6,6 milhões e envolve, além do Fundo Paraná, recursos próprios e do Ministério da Educação (MEC). Do aporte liberado pelo Estado, R$ 2 milhões foram aplicados na construção dos novos blocos e R$ 1 milhão na implantação dos laboratórios para os cursos de Engenharia Mecânica, Engenharia Química e Engenharia de Produção, incluindo a aquisição de equipamentos específicos.
A infraestrutura acadêmica será utilizada em atividades de ensino, pesquisa e extensão, assim como em projetos de base tecnológica, a partir de demandas propostas pelo setor produtivo local, com foco nas potencialidades regionais. Com uma área construída de 1.500 metros quadrados, os blocos contam com salas de aula, espaços para professores, alunos e empresas juniores e laboratórios multiusuários de usinagem e motores, entre outros. As novas instalações irão beneficiar 1.255 estudantes das engenharias.
Esses ambientes também serão utilizados pelos cursos de Engenharia Ambiental, Engenharia de Materiais, Licenciatura em Química e Tecnologia em Alimentos. Para além da graduação, os espaços acadêmicos também irão favorecer atividades dos programas de pós-graduação do câmpus: Ciência e Engenharia de Materiais; Engenharia Ambiental; Ensino de Ciências Humanas, Sociais e da Natureza; Ensino de Matemática; e Tecnologia de Alimentos.
Segundo o coordenador do Fundo Paraná, Luiz Cézar Kawano, o investimento contínuo em infraestrutura reflete um empenho do governo com a produção científica e tecnológica. “O Estado do Paraná tem um compromisso com o investimento permanente em ações de ciência e tecnologia e na articulação de políticas públicas para fortalecer a produção científica, tanto que, na distribuição percentual, o Paraná está entre os estados que lideram a aplicação de recursos para esse segmento, o que reflete um empenho do governo com iniciativas nessa área”, afirmou.
O reitor da UTFPR, Marcos Schiefler Filho, destacou a importância da infraestrutura de ciência para pesquisas nas diferentes áreas do conhecimento. “A disponibilidade de instalações para o desenvolvimento de atividades de pesquisa é essencial para a produção científica e tecnológica e para ampliar as oportunidades de inovação em nível local e regional”, disse o reitor. “Nesse sentido, o apoio e o investimento do Estado do Paraná no campo da ciência tem sido fundamental, principalmente para a implementação de laboratórios multiusuários e multidisciplinares”.
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UTFPR – Com 114 anos, a UTFPR é a primeira universidade tecnológica do País e soma 33 mil estudantes matriculados em 127 cursos de graduação e pós-graduação em 13 câmpus, distribuídos nas diferentes regiões paranaenses. A instituição é referência nos cursos de engenharia e desempenha função social e de extensão, interagindo com o setor produtivo e a comunidade, para a realização de pesquisas aplicadas. O câmpus de Londrina foi fundado em 2007 e, atualmente, conta com 2.670 alunos.
PRESENÇAS – A inauguração reuniu várias autoridades públicas e acadêmicas, como a deputada federal Luísa Canziani; o vice-prefeito de Londrina, João Mendonça; o presidente da Câmara Municipal de Londrina, vereador Emanoel Gomes; o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Alex Canziani; a vereadora Lenir de Assis; o diretor-geral do câmpus da UTFPR em Londrina, professor Sidney Alves Lourenço; o assessor da Coordenadoria de Ciência e Tecnologia da Seti, Ivan Carlos Vincentin; e o diretor da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Luiz Calos Euzébio.
Fonte: Governo PR
Paraná
Gaeco de Paranaguá obtém 1ª condenação entre os 23 denunciados na comarca no âmbito da Operação Panóptico, que investiga a atuação de organização criminosa
O Ministério Público do Paraná, por meio do núcleo de Paranaguá do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), obteve a primeira condenação entre os 23 denunciados na comarca no âmbito da Operação Panóptico, que investiga a atuação de uma organização criminosa de alcance nacional, articulada a partir de unidades prisionais. A sentença foi proferida nesta quarta-feira, 7 de outubro, pela 2ª Vara Criminal de Paranaguá, no Litoral do estado, e condenou a 16 anos, 9 meses e 18 dias de reclusão um homem denunciado pelo MPPR pelo crime de integração em organização criminosa.
Áudio do Promotor de Justiça Edson Ricardo Scolari Filho
De acordo com a denúncia, o condenado integrou a estrutura hierárquica do PCC, exercendo funções de liderança conhecidas como “Geral do Estado” e “Geral do Litoral”. Essas posições envolviam atividades de orientação e fiscalização dos integrantes, aplicação de procedimentos disciplinares e manutenção da organização interna da facção.
As investigações reuniram elementos que demonstram a existência de uma estrutura organizada, com divisão de funções, mecanismos de controle de integrantes e comunicação entre membros que estão dentro e fora do sistema prisional.
Provas reunidas – Entre os elementos considerados na investigação estão dados extraídos de um aparelho celular apreendido no endereço do réu. A análise identificou documentos internos do PCC, como o estatuto da organização e a cartilha disciplinar, além de grupos de WhatsApp utilizados para transmitir orientações, controlar integrantes, atualizar cadastros, arrecadar recursos e divulgar decisões internas.
Também foram encontrados registros cadastrais dos integrantes, com informações como nomes, apelidos, histórico prisional e funções exercidas na organização, além de formulários e documentos destinados ao controle interno, à substituição de responsáveis e à atualização das informações dos membros.
As apurações identificaram, ainda, referências à Ilha dos Valadares, em Paranaguá, como local de concentração de lideranças e de articulação das atividades da facção. Mensagens trocadas em grupos internos também tratavam de arrecadação de dinheiro, auxílio financeiro a integrantes, suporte logístico a pessoas presas e comunicação entre membros encarcerados e aqueles em liberdade.
Abrangência – A Operação Panóptico foi deflagrada em 15 de junho de 2026, em âmbito estadual, para o cumprimento de 304 mandados de prisão e 255 mandados de busca e apreensão em quatro estados: Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, totalizando 559 ordens judiciais. A ação contou com a atuação conjunta dos dez núcleos do Gaeco do MPPR, em parceria com a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Paraná, por meio das polícias Militar, Civil, Penal e Científica.
Ao todo, foram denunciadas 333 pessoas em decorrência da operação. Somente em Paranaguá, foram oferecidas 21 denúncias, todas já recebidas pela Justiça, que somam 23 réus. Os processos estão em diferentes fases de tramitação.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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