Paraná
Com 5,9 mil inserções em 2026, Estado intensifica treinamento para implante contraceptivo
O acesso ao implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel pelo Sistema Único de Saúde (SUS) avança de forma acelerada no Paraná. Segundo dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Primária (Sisab), somente no primeiro quadrimestre deste ano, o Estado registrou a colocação de 5.972 implantes. O número representa um salto de 380% na comparação com todo o ano de 2025, quando foram realizados 1.244 procedimentos, e consolida a rápida adesão das paranaenses à tecnologia. Em 2024, houve 360 inserções.
Para acompanhar a demanda e garantir o atendimento qualificado na ponta, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde (MS), deu início nesta terça-feira (16) à segunda fase da capacitação para a inserção do método. O treinamento, que segue até quarta (17), reúne 400 profissionais de enfermagem de municípios paranaenses com menos de 50 mil habitantes, totalizando 363 cidades no Estado.
A iniciativa estende o alcance do planejamento familiar a públicos estratégicos e vulneráveis nas pequenas cidades, contando também com a participação ativa de profissionais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI), do Sistema Prisional e de técnicos das 22 Regionais de Saúde.
O secretário de Estado da Saúde, Cesar Neves, destacou que o sucesso do programa depende diretamente da preparação das equipes locais.
“O salto impressionante no número de procedimentos mostra que as mulheres paranaenses confiam no SUS para o seu planejamento reprodutivo. Este treinamento que realizamos nesta semana é fundamental porque descentraliza o serviço, preparando o profissional que está na Atenção Primária para garantir um atendimento seguro, moderno e humanizado bem perto da casa das pacientes”, afirmou.
A estratégia de interiorização ganhou forte impulso em 2026 com o foco nos 363 municípios menores. Até o momento, o Ministério da Saúde já enviou três remessas de insumos ao Paraná para este público, totalizando 35.578 unidades entregues.
Na primeira fase do programa, ocorrida em novembro de 2025, logo após a incorporação oficial do método no Paraná, o foco esteve nos municípios de grande porte, com mais de 50 mil habitantes. Naquela etapa, foram distribuídos 25.620 implantes para 36 cidades e capacitados 120 profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS).
CAPACITAÇÃO CONTÍNUA – Além do evento centralizado desta semana com o Ministério da Saúde, o Paraná desenvolve um cronograma descentralizado de oficinas locais. Desde janeiro, os próprios municípios e as Regionais de Saúde organizam treinamentos para acelerar a habilitação das equipes.
Até esta segunda quinzena de junho, o Estado já contabiliza 18 capacitações regionais que integraram e habilitaram 1.210 profissionais da saúde. Entre as cidades que sediaram oficinas estão Apucarana, Araucária, Paranaguá, Paranavaí, Campo Mourão, Cascavel, Colombo, Guarapuava, Jacarezinho, Cianorte, Toledo, Pato Branco e Santa Helena, abrangendo médicos e enfermeiros da rede pública.
A meta de cobertura se estenderá ao longo dos próximos meses. Já estão agendadas mais 10 oficinas teóricas e práticas até agosto, com a previsão de capacitar mais 323 profissionais da APS.
MÉTODO – O implante subdérmico de etonogestrel é destinado a mulheres em idade fértil (de 15 a 49 anos) e possui taxa de falha inferior a 0,05%, sendo um dos métodos mais seguros do mundo. Consiste em um pequeno bastão maleável de quatro centímetros inserido sob a pele do braço, com liberação contínua de hormônio e validade de até três anos. Na rede privada, o custo total do procedimento pode chegar a R$ 4 mil, sendo ofertado de forma totalmente gratuita pelo SUS no Paraná.
Fonte: Governo PR
Paraná
Governador anuncia parceria de R$ 192 milhões com a Vivo para ampliar cobertura de telefonia e internet
O governador Carlos Massa Ratinho Junior anunciou nesta terça-feira (16) uma parceria com a operadora Vivo para ampliar a cobertura de telefonia móvel e internet em áreas rurais, rodovias e localidades com pouco ou nenhum acesso à conectividade no Paraná. O investimento previsto é de R$ 192 milhões, com a instalação de 411 novas antenas em 74 municípios até o fim de 2027.
A iniciativa faz parte do Programa de Conectividade Rural, coordenado pelo Governo do Estado, que busca ampliar o acesso à internet banda larga e à telefonia móvel em regiões afastadas dos centros urbanos. Com as novas estruturas, produtores rurais, estudantes, moradores de comunidades isoladas e usuários das rodovias paranaenses terão acesso a serviços digitais, educação, telemedicina e outras oportunidades ligadas à economia digital.
“Hoje o agronegócio é cada vez mais tecnológico. Em um aviário, por exemplo, o produtor consegue controlar pelo celular a temperatura, a alimentação e o fornecimento de água. O mesmo acontece com tratores e implementos agrícolas, que dependem da conectividade para dar mais precisão ao plantio, à colheita, à pulverização e à análise do solo. Com essa parceria, estamos levando mais eficiência para o campo paranaense”, afirmou Ratinho Junior.
Do total de 411 antenas previstas, 155 serão instaladas ao longo de rodovias estaduais e federais, incluindo toda a extensão da BR-277, principal corredor logístico do Paraná. Também serão atendidas vias que ligam o Litoral, como a Estrada da Graciosa (PR-410), a Alexandra-Matinhos (PR-508) e os acessos a Pontal do Paraná e Guaratuba. As estruturas terão alcance aproximado de seis quilômetros, ampliando a conectividade também para áreas rurais localizadas nas proximidades dessas rodovias.
Com a conclusão do projeto, serão acrescentados mais de 580 quilômetros de cobertura móvel em importantes corredores logísticos e turísticos do Estado. “Também estamos ampliando a conectividade em uma área estratégica para o Paraná. A BR-277 liga Paranaguá a Foz do Iguaçu e terá cobertura ao longo de toda a sua extensão. Isso fortalece a logística, melhora a comunicação nas estradas e dá mais segurança para quem transporta mercadorias e para quem utiliza a rodovia diariamente”, acrescentou o governador.
Segundo o diretor institucional da Vivo, Tiago Machado, o investimento representa uma ampliação significativa da infraestrutura de telecomunicações no Paraná. “Esse investimento de R$ 192 milhões será realizado até 2027 e vai representar uma transformação da cobertura no Estado. Teremos um aumento de mais de 16% na quantidade de sites, que são as estruturas que levam cobertura 4G e 5G para a população. Hoje a Vivo já está presente em 392 municípios paranaenses com a rede móvel e esse projeto mostra a nossa decisão de seguir ampliando, investindo e acelerando os investimentos no Paraná”, detalha.
PARANÁ CONECTADO – O novo investimento reforça o Programa de Conectividade Rural, coordenado pela Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (SEIA) em parceria com a Secretaria da Fazenda (SEFA), a Invest Paraná e outros órgãos estaduais.
A estratégia começou a ser estruturada em 2023, a partir de um amplo diagnóstico técnico realizado pelo Governo do Estado para identificar localidades com acesso limitado ou inexistente à cobertura móvel. O levantamento incluiu estudos georreferenciados, análises de relevo e cruzamento de indicadores socioeconômicos, permitindo direcionar investimentos para regiões com maior necessidade de infraestrutura digital.
Com a adesão da Vivo, o número de novas torres contratadas pelo programa chega a 959 antenas, resultado de parcerias com três operadoras de telecomunicações. Desse total, 434 já foram instaladas desde o início do projeto.
De acordo com o secretário estadual da Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, os resultados demonstram o impacto da estratégia adotada pelo Estado para ampliar a conectividade. “Com as novas torres anunciadas hoje, chegamos a mais de 900 estruturas contratadas desde o início do programa. Esse trabalho já permitiu ampliar a cobertura de conectividade de 51% para 61% do território paranaense, um avanço que corresponde a uma área equivalente ao território da Bélgica”, afirmou.
Segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a ampliação da conectividade no Paraná representa mais de 29,4 mil quilômetros quadrados de áreas rurais conectadas.
ALERTA DE DESASTRES – O aumento do número de torres de telefonia também se traduz em maior segurança para a população por fortalecer a preparação e mitigação de desastres ambientais. Nesta primeira fase da parceria com a Vivo, o Comitê de Governança Climática, liderado pela Defesa Civil Estadual e a Casa Civil, identificou os pontos mais vulneráveis do Paraná, com base no registro de ocorrências do Sistema Informatizado da Defesa Civil (Sisdc). Dessa forma, a ampliação realizada pela empresa vai atender inicialmente 12 localidades apontadas como prioritárias em razão do histórico da área e a ausência completa de cobertura.
Boa parte dos territórios abrange aldeias indígenas e áreas afastadas, com pequenas vilas e baixa densidade populacional, com menos de mil habitantes. “Quando emitimos os alertas de risco pelo telefone é fundamental que as pessoas daqueles pontos recebam as nossas orientações. Casos graves, com prejuízos vultosos e até perdas de vidas podem ser evitados. Quando uma enxurrada acontece durante a madrugada, por exemplo, e as pessoas estão dormindo, o cell broadcast pode despertar os moradores a tempo suficiente de se proteger”, explica o coronel Ivan Fernandes, coordenador executivo da Defesa Civil Estadual.
PRESENÇAS – Também acompanharam a agenda o vice-governador, Darci Piana; o secretário da Fazenda, Norberto Ortigara; o diretor-presidente do IDR-PR, Altair Sebastião Dorigo; o diretor-geral da SEAB, Bruno Luis Krevoruczka; coordenador estadual da Defesa Civil, Fernando Shunig; executivos da Vivo e demais autoridades.
Fonte: Governo PR
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