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Com 233 mil novos registros, número de emplacamentos sobe 34% no Paraná em 2025

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O número de emplacamentos de veículos aumentou 34% entre janeiro e agosto de 2025 no Estado, na comparação com os primeiros oito meses do ano passado. O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) registrou 233.127 novos emplacamentos até agosto, enquanto no mesmo período de 2024 foram 174.033 novas placas.

O número deste ano é superior a todos os emplacamentos de 2022, quando houve 215.461 novos registros, e é semelhante a todo o ano de 2023, com 236.254. Em 2024, o Detran-PR realizou 286.111 emplacamentos. Os números dizem respeito veículos novos, sem incluir a mudança das placas antigas para o padrão Mercosul e a transferência de veículos de outros estados para o Paraná.

Entre as novas placas inscritas no Detran-PR, 42% são de automóveis, que chegaram a um total de 97.719 registros, 15 mil a mais que no mesmo período do ano passado (82.461). Também houve um salto nos emplacamentos de motocicletas, que passaram de 40.865 nos oito primeiro oito meses de 2024 para 62.149 em 2025, um crescimento de 52%.

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Neste ano também foram emplacadas 37.522 caminhonetes, 20.119 motonetas, 15.295 camionetas, 13.132 utilitários, 11.496 reboques, 10.038 semirreboques, 7.769 caminhões, 7.283 caminhões tratores, 1.549 ônibus, 968 ciclomotores, 906 micro-ônibus, 114 tratores de rodas, 27 motorhomes, 20 triciclos e cinco quadriciclos.

Mesmo nesse ritmo, a expectativa do Governo do Paraná é buscar novos emplacamentos com a redução na alíquota do Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), anunciada no mês passado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e que está tramitando na Assembleia Legislativa.

O projeto de lei prevê uma diminuição de 45% no imposto, passando da alíquota atual de 3,5% do valor venal dos veículos para 1,9%, a menor tarifa do Brasil. A proposta é que a nova alíquota já passe a valer em 2026.

A redução beneficia cerca de 3,4 milhões de proprietários de veículos entre automóveis, caminhonetes e motocicletas acima de 170 cilindradas. Segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), isso representa cerca de 83% de toda a frota de 4,1 milhões de veículos tributados no Paraná.

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Fonte: Governo PR

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Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação

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Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.

O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).

A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.  

“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual. 

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A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca. 

O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina. 

Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação. 

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GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.

ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.

Fonte: Governo PR

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