Connect with us


Agro

Colheita de Soja Avança em Mato Grosso com Menos Chuvas e Preços em Queda

Publicado em

Chuvas Diminuem e Favorecem o Ritmo da Colheita

A colheita da soja em Mato Grosso segue avançando em ritmo acelerado, impulsionada pela redução das chuvas nas últimas semanas. De acordo com dados meteorológicos, o acumulado de precipitações nos últimos quinze dias variou entre 90 e 150 milímetros, volume considerado alto para o período, mas inferior ao registrado na safra anterior.

Esse cenário mais seco tem permitido maior eficiência no campo, com avanço da colheita acima da média histórica e do ritmo observado no mesmo período do último ciclo produtivo.

Previsão Indica Menos Chuvas em Fevereiro

Segundo projeções do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), a última semana de janeiro deve registrar volumes de chuva entre 45 e 65 milímetros na maior parte de Mato Grosso, índice abaixo da média do mês.

Já para o mês de fevereiro, o modelo climático Ensemble Mean aponta anomalias negativas de precipitação, entre 1 e 2 milímetros por dia. Caso essa previsão se confirme, o cenário deve favorecer o progresso das colheitadeiras e reduzir as perdas por grãos avariados, comuns em períodos de alta umidade.

Leia mais:  Agronegócio comercializou R$ 73,7 bilhões em novembro. R$ 605 bi no ano

Chuvas Devem Voltar em Março e Ajudar o Milho Segunda Safra

As projeções indicam que as chuvas devem retornar à normalidade em março, o que deve beneficiar o desenvolvimento do milho safrinha, plantado logo após a colheita da soja. O retorno das precipitações é visto como essencial para garantir o bom início da segunda safra de grãos no Estado, principal produtor agrícola do país.

Preço da Soja Sofre Queda na Semana

Mesmo com o bom ritmo de colheita, o mercado registrou queda nas cotações da soja em Mato Grosso. Na última semana, o preço da saca disponível apresentou desvalorização de 1,02%, encerrando a sexta-feira cotada a R$ 102,61.

A retração reflete o aumento da oferta com o avanço da colheita e a pressão exercida pela demanda mais fraca no mercado interno e externo.

Perspectivas

O cenário climático em Mato Grosso indica boas condições para o encerramento da colheita da soja e início promissor da safrinha de milho, mas o mercado segue atento à evolução dos preços, que podem continuar sob pressão com a ampliação da oferta nas próximas semanas.

Leia mais:  Piscicultura ornamental de Minas conquista certificação inédita do IMA com apoio do ATeG

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico

Published

on

A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.

A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.

Chicago atinge menor nível desde fevereiro

Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.

Leia mais:  Açúcar inicia abril em cenário volátil: avanços nas vendas brasileiras e pressões externas influenciam preços

A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.

Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.

Demanda chinesa ainda decepciona mercado

Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.

A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.

Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar

Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.

Leia mais:  Brasil deve exportar volume recorde de soja em 2025/26, com previsão de mais de 112 milhões de toneladas

O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.

O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.

Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas

No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.

Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262