Agro
Colheita de Soja Avança em Mato Grosso com Menos Chuvas e Preços em Queda
Chuvas Diminuem e Favorecem o Ritmo da Colheita
A colheita da soja em Mato Grosso segue avançando em ritmo acelerado, impulsionada pela redução das chuvas nas últimas semanas. De acordo com dados meteorológicos, o acumulado de precipitações nos últimos quinze dias variou entre 90 e 150 milímetros, volume considerado alto para o período, mas inferior ao registrado na safra anterior.
Esse cenário mais seco tem permitido maior eficiência no campo, com avanço da colheita acima da média histórica e do ritmo observado no mesmo período do último ciclo produtivo.
Previsão Indica Menos Chuvas em Fevereiro
Segundo projeções do NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos), a última semana de janeiro deve registrar volumes de chuva entre 45 e 65 milímetros na maior parte de Mato Grosso, índice abaixo da média do mês.
Já para o mês de fevereiro, o modelo climático Ensemble Mean aponta anomalias negativas de precipitação, entre 1 e 2 milímetros por dia. Caso essa previsão se confirme, o cenário deve favorecer o progresso das colheitadeiras e reduzir as perdas por grãos avariados, comuns em períodos de alta umidade.
Chuvas Devem Voltar em Março e Ajudar o Milho Segunda Safra
As projeções indicam que as chuvas devem retornar à normalidade em março, o que deve beneficiar o desenvolvimento do milho safrinha, plantado logo após a colheita da soja. O retorno das precipitações é visto como essencial para garantir o bom início da segunda safra de grãos no Estado, principal produtor agrícola do país.
Preço da Soja Sofre Queda na Semana
Mesmo com o bom ritmo de colheita, o mercado registrou queda nas cotações da soja em Mato Grosso. Na última semana, o preço da saca disponível apresentou desvalorização de 1,02%, encerrando a sexta-feira cotada a R$ 102,61.
A retração reflete o aumento da oferta com o avanço da colheita e a pressão exercida pela demanda mais fraca no mercado interno e externo.
Perspectivas
O cenário climático em Mato Grosso indica boas condições para o encerramento da colheita da soja e início promissor da safrinha de milho, mas o mercado segue atento à evolução dos preços, que podem continuar sob pressão com a ampliação da oferta nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Soja despenca em Chicago, trava negócios no Brasil e mantém preços estáveis no mercado físico
A forte desvalorização dos contratos futuros da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) marcou o mercado ao longo da semana e contribuiu para a paralisação das negociações no Brasil. Mesmo com a valorização do dólar frente ao real, o recuo das cotações internacionais reduziu o interesse dos agentes do mercado e manteve a comercialização em ritmo lento nas principais regiões produtoras do país.
A combinação entre a queda expressiva em Chicago e o feriado da última quinta-feira diminuiu a liquidez do mercado brasileiro. Como resultado, os preços da oleaginosa permaneceram praticamente inalterados nos principais polos de comercialização.
Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos seguiu cotada a R$ 126,00 durante toda a semana. Em Cascavel (PR), o valor permaneceu em R$ 121,00 por saca. Já em Rondonópolis (MT), a referência ficou em R$ 110,00. No Porto de Paranaguá (PR), importante termômetro das exportações brasileiras, a cotação se manteve em R$ 132,00 por saca.
Chicago atinge menor nível desde fevereiro
Na Bolsa de Chicago, os contratos futuros da soja com vencimento em julho, os mais negociados do mercado, acumularam perdas superiores a 5% na semana. Na manhã desta sexta-feira (5), o contrato era negociado a US$ 11,26 por bushel, o menor patamar registrado desde o início de fevereiro.
A pressão baixista está diretamente relacionada aos fundamentos globais da oferta. As condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos seguem beneficiando o desenvolvimento das lavouras, reforçando as expectativas de uma safra cheia na temporada 2026/27.
Além disso, o mercado já começa a revisar para cima as projeções de produtividade das lavouras norte-americanas. O cenário se soma às safras robustas colhidas recentemente por Brasil e Argentina, ampliando a disponibilidade global da commodity e aumentando a pressão sobre os preços internacionais.
Demanda chinesa ainda decepciona mercado
Pelo lado da demanda, os investidores seguem atentos ao comportamento das importações chinesas. Apesar do acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos em maio, o mercado ainda não observa uma retomada consistente das compras chinesas de soja norte-americana.
A ausência desse movimento limita o potencial de recuperação das cotações e reforça o ambiente de cautela entre os participantes do mercado internacional.
Relatório do USDA e tensão geopolítica seguem no radar
Nas próximas semanas, dois fatores devem continuar influenciando os preços da soja.
O primeiro é o relatório mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na próxima quinta-feira, dia 11. O documento poderá trazer novas revisões para produção, estoques e exportações da oleaginosa.
O segundo fator é a escalada das tensões no Oriente Médio, que continua gerando volatilidade nos mercados financeiros e energéticos. O impacto sobre os preços do petróleo e o comportamento dos investidores permanecem no centro das atenções.
Dólar sobe, mas não consegue compensar perdas externas
No mercado cambial, o dólar apresentou valorização ao longo da semana, impulsionado pelas incertezas geopolíticas, preocupações com a inflação global e pela expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.
A moeda norte-americana avançou cerca de 1,4% frente ao real no período, voltando ao patamar de R$ 5,12.
Apesar do movimento favorável para as exportações brasileiras, a alta do câmbio não foi suficiente para neutralizar o impacto negativo provocado pela forte queda das cotações em Chicago, mantendo o mercado doméstico praticamente paralisado e com poucas alterações nos preços da soja.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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