Paraná
Coleção que marca centenário de Poty Lazzarotto já está em exibição no MON
O Museu Oscar Niemeyer (MON) inaugurou na noite de quinta-feira (11) a grandiosa exposição “Trilhos e Traços – Poty 100 anos”, que comemora o centenário de Poty Lazzarotto (1924-1998). Com curadoria de Maria José Justino e Fabricio Vaz Nunes, a mostra reúne aproximadamente 500 obras, um recorte da doação de mais de 4 mil peças realizada pela família do artista ao museu, em 2022, e está disponível ao público na Sala 6.
“A partir de agora, um significativo recorte da Coleção Poty pode ser vista pelo público nesta mostra, que inicia no MON um espaço contínuo de exposições deste importante artista”, pontuou a diretora-presidente do Museu Oscar Niemeyer, Juliana Vosnika, durante a cerimônia de abertura.
Os visitantes do Museu Oscar Niemeyer, em especial centenas de estudantes da rede pública e particular do Estado, que diariamente frequentam o museu, poderão saber e conhecer mais sobre este nosso artista, que certamente é um dos principais nomes das artes do Estado e do País.
Assim, o eixo central deste prédio se transforma em palco para as maiores coleções recebidas pelo MON, ao lado das mostras de arte asiática e africana. “Preservar não apenas o legado de Poty Lazzarotto, mas sua memória é antes de tudo um dever. Tarefa assumida e realizada, com muita satisfação, por todos nós do Museu Oscar Niemeyer”, reforçou Juliana.
Para a secretária estadual de cultura Luciana Casagrande Pereira, em seu centenário, Poty Lazzarotto segue representando melhor do que ninguém uma verdadeira estética paranaense e curitibana. “Não é à toa que Poty nasceu no mesmo dia do aniversário de Curitiba. Cada elemento presente na paisagem da cidade podia inspirar Poty e Poty, claro, nos faz lembrar imediatamente a cidade”, afirmou.
Ela destacou ainda a sensibilidade e generosidade da família do artista ao doar mais de 4 mil peças de Poty Lazzarotto ao Museu Oscar Niemeyer em 2022.
DOAÇÃO – Em 29 de março de 2022, dia do aniversário de Curitiba – e coincidentemente, data de nascimento do artista Poty Lazzarotto – o MON recebeu a maior coleção já doada à instituição: aproximadamente 4,5 mil peças. A coleção conta com mais de 3 mil desenhos e 366 gravuras, além de tapeçarias, entalhes, serigrafias e esculturas, entre outros. A doação foi feita diretamente pelo irmão do artista, João Lazzarotto.
São obras que enriquecem ainda mais o acervo do MON, que nos últimos anos quintuplicou de tamanho, consolidando o museu como um dos mais importantes da América Latina. Um recorte dessa vasta coleção de Poty poderá ser visto nessa exposição. Assim, o eixo central do prédio do museu se transforma em palco para as maiores coleções recebidas pelo MON, ao lado das mostras de arte asiática e africana.
POTY – Poty Lazzarotto (Curitiba, 1924-1998) trilhou seu caminho a partir do desenho, aprofundando-se, em seguida, na gravura, da qual se tornou um mestre, sendo o criador do primeiro curso de gravura do Museu de Arte de São Paulo (Masp). Muito de sua produção é biográfica, indo de lembranças de menino em torno de trilhos e vagões de trem a registros de tipos curitibanos e dos cenários que eles habitam.
Poty é direto e sem rodeios em seus desenhos e gravuras. Foi com essa característica espontânea que ilustrou diversas obras da literatura brasileira, como “Os Sertões”, de Euclides da Cunha, e “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. Não poderia, também, ter deixado de dar a vida aos curitibanos controversos retratados nos contos de outro ícone paranaense, Dalton Trevisan.
Não bastasse sua presença na literatura, Poty deixou sua marca em toda Curitiba por meio de seus monumentos ou painéis de azulejo e de concreto aparente, prática que se iniciou com o painel “Desenvolvimento histórico do Paraná”, de 1953, na Praça 19 de Dezembro.
Outros exemplos dessa produção são os painéis da Travessa Nestor de Castro, nos quais ele mostra, de um lado, a cena de uma Curitiba que já não existe, e, do outro, a evolução da cidade, surgida em meio ao pinheiral, habitada por imigrantes, e que se destaca no campo do urbanismo.
Doada ao Museu Oscar Niemeyer, a coleção diz respeito a toda essa produção. Há desenhos realizados por ele em sua expedição ao Xingu, em 1967, e estudos que mostram a evolução do seu traço, desde a sua juventude até a maturidade. Dessa forma, a coleção constitui um verdadeiro material etnográfico sobre o artista.
A coleção também é formada, é claro, por obras consumadas, desenhos, xilogravuras, litogravuras, gravuras em metal, entalhes em madeira e blocos de concreto.
MON – O Museu Oscar Niemeyer (MON) é patrimônio estatal vinculado à Secretaria de Estado da Cultura. A instituição abriga referenciais importantes da produção artística nacional e internacional nas áreas de artes visuais, arquitetura e design, além de grandiosas coleções asiática e africana. No total, o acervo conta com aproximadamente 14 mil obras de arte, abrigadas em um espaço superior a 35 mil metros quadrados de área construída, o que torna o MON o maior museu de arte da América Latina.
Serviço:
Exposição “Trilhos e Traços – Poty 100 anos”
Disponível ao público a partir do dia 12/4
Sala 6
Fonte: Governo PR
Paraná
Paraná tem a 2ª maior quilometragem do Brasil em condição avaliada como ótima, mostra CNT
O Paraná tem a segunda maior quilometragem de rodovias do Brasil em condição ótima, com 1.033 quilômetros, respondendo por 9% da malha total nessa condição no País, atrás apenas de São Paulo, que tem uma malha de 10.970 mil km.
Os dados são da Pesquisa CNT de Rodovias (2025), produzida pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e mostram um avanço do Estado em relação ao levantamento anterior, quando eram 404 km nessa condição.
A pesquisa avaliou 6.601 km de rodovias no Paraná, entre estaduais e federais. Desse total, os 1.033 km representam 15,6% da extensão avaliada. O resultado também é positivo na avaliação “boa”, com 2.180 km (33%). Consideradas regulares estão 2.799 km (42,5%).
A boa avaliação cresceu 16,9% no período de 2018 a 2025. Em 2018, 2.749 km de rodovias paranaenses foram enquadrados nessas duas classificações, que exigem níveis rigorosos de qualidade em termos de pavimento, sinalização e geometria. Já no ano passado, a extensão das estradas avaliadas como ótimas ou boas subiu para 3.213 quilômetros, o equivalente a praticamente 50% das rodovias paranaenses.
A evolução registrada pelo Paraná é a mais relevante entre os estados do Sul e Sudeste do País. Nos últimos oito anos, a extensão das rodovias nas duas mais altas classificações subiu 8,7% em São Paulo e 0,8% no Rio de Janeiro.
No mesmo período, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Espírito Santo registraram decréscimos de -0,2%, -8,7%, -40,5% e -41,3%, respectivamente, na extensão dos trechos avaliados como ótimos ou bons.
Além disso, a BR-163, entre Cascavel e Realeza, tem seus 72 km considerados entre os melhores do País na condição ótima, enquanto que a PR-445, de Londrina a Mauá da Serra, está entre os destaques no ranking de rodovias da CNT, com a classificação “boa”. Ambas integram o pacote de concessões rodoviárias do Estado, que teve o último leilão realizado em outubro de 2025.
A ótima condição das rodovias do Estado se destaca ainda mais quando comparado a outros estados com uma quilometragem total próxima a do Paraná. No caso do Mato Grosso, com uma malha viária de 7.156 km, apenas 291 km estão em condição ótima. Goiás tem 773 de seus 7.684 km em condição ótima, e o Rio Grande do Sul, apenas 160 de seus 8.813 km estão nessa condição.
“Estamos realizando grandes investimentos nas rodovias do Paraná, que vão desde a pavimentação daquelas em leito natural, até ampliação de capacidade com duplicações, terceiras faixas, trazendo também o que há de mais moderno no mundo, com o maior programa de rodovias em concreto do Brasil, que duram mais e tem menores custos de manutenção, assim como é feito nos países de primeiro mundo”, afirmou o secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Fernando Furiatti.
Nas últimas semanas, o Governo do Estado anunciou uma série de melhorias para rodovias estaduais na região Oeste, que incluem a construção do contorno rodoviário de Santa Helena e a implantação de um trevo na PR-488, e a ampliação de capacidade de rodovias estratégicas com terceiras faixas, somando 45 quilômetros.
Além disso, foi liberado o tráfego de parte da duplicação da Rodovia das Cataratas, em Foz do Iguaçu, e inaugurados os contornos de Palotina e a duplicação de Guarapuava a Palmeirinha, na região Central.
O diretor-presidente do Ipardes, Jorge Callado, destacou a contribuição do Estado no processo de avanço qualitativo do sistema de transporte. “Somente em 2025, foram empenhados, pelo Governo do Paraná, R$ 2,8 bilhões para a melhoria, readequação e modernização do modal rodoviário, com outros R$ 647 milhões sendo direcionados a outras áreas dos transportes”, ressaltou.
PACOTE DE CONCESSÕES – Em 2025, o Paraná fechou o programa de concessões rodoviárias com a realização dos últimos leilões na Bolsa de Valores de São Paulo (B3). São 3,3 mil quilômetros concedidos, entre rodovias estaduais e federais, em um modelo que se tornou referência no País por aliar preço justo, obras e transparência.
O Paraná terá, por ano, cerca de R$ 7 bilhões em investimentos dentro das novas concessões rodoviárias com todos os lotes em vigor, mesmo valor investido nos 24 anos do antigo Anel de Integração. Ao todo, serão R$ 60 bilhões investidos ao longo de 30 anos em duplicações, terceiras faixas, construção de pontes, viadutos e manutenção.
O Lote 1 é operado pelo Grupo Pátria (Via Araucária) – o mesmo que arrematou o Lote 5 (Via Campo). Os lotes 2, 4 e 6 são geridos pelo Grupo EPR. O Lote 3 é gerido pelo Grupo Motiva (antiga CCR S.A.).
Fonte: Governo PR
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