Agro
CNA e Faesc orientam produtores sobre transição da Reforma Tributária no Agro
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) realizaram, na quinta-feira (23), em Florianópolis, o encontro “Reforma Tributária no Agro – Desafio da transição para os produtores rurais”. O evento, que marcou o quarto debate regional da série sobre a transição da reforma tributária do consumo, reuniu cerca de 250 participantes, incluindo produtores rurais, contadores, representantes de sindicatos e especialistas do setor.
A iniciativa contou com o apoio do Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRC/SC), da Receita Federal e do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Preparação do setor agropecuário para mudanças tributárias
O presidente da Faesc, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a importância do setor produtivo se preparar para as mudanças. Segundo ele, a adoção de modelos internacionais, como o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), deve tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente, garantindo competitividade no mercado.
“O trabalho conjunto do Sistema CNA/Senar, do IPA e da FPA, com o apoio das federações estaduais, permitiu grandes avanços e o alinhamento da nossa legislação a modelos internacionais. A medida tende a tornar o sistema tributário brasileiro mais ágil e eficiente”, afirmou Pedrozo.
Impactos da reforma tributária no agro
O coordenador do Núcleo Econômico da CNA, Renato Conchon, detalhou os principais impactos da reforma tributária para o setor rural. Ele alertou sobre a necessidade de adaptação às novas regras, especialmente no que se refere ao Sistema de Emissão de Notas Fiscais, que entrará em vigor em 1º de janeiro de 2026.
“Sem esses ajustes, os produtores não conseguirão emitir vendas a partir do próximo ano. É fundamental acompanhar as discussões e entender como o novo regime tributário impactará a atividade rural e a cidadania fiscal”, explicou Conchon.
CBS: Novo imposto federal sobre consumo
O auditor fiscal e delegado da Receita Federal em Florianópolis, Sérgio Savaris, abordou o novo imposto CBS (Contribuição Sobre Bens e Serviços), que substituirá tributos federais como PIS e Cofins. Entre os pontos destacados, estão:
- Redução de alíquota para operações com bens imóveis;
- Desoneração na aquisição de bens de capital;
- Regime diferenciado para produtores rurais;
- Não cumulatividade de crédito presumido.
Savaris também orientou os contribuintes sobre medidas preparatórias antes da transição, incluindo adaptação do CNPJ aos novos sistemas, emissão de documentos fiscais e acesso a vídeos e manuais do piloto da CBS.
Cidadania rural e benefícios previdenciários
A representante do INSS/SC, Brisa Laura Cortat Moulin, explicou aos produtores como solicitar o benefício previdenciário rural e alertou sobre fraudes e serviços de intermediários não autorizados.
“O atendimento na previdência social é gratuito e não precisa de intermediários. O INSS faz ligações apenas para orientar segurados sobre cumprimento de exigências e nunca solicita informações pessoais ou dados de benefício por telefone”, destacou Brisa Laura.
Ela detalhou quem tem direito ao benefício, os documentos exigidos, tipos de auxílios disponíveis e a importância de acompanhar notificações pelo site, aplicativo Meu INSS, e-mail ou correspondência física.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mistura de terbutilazina + mesotriona alcança até 95% de controle de plantas daninhas no milho, aponta Estação Dashen
Ensaios conduzidos pela Estação Dashen, no Norte do Paraná, validaram a eficácia da primeira mistura pronta de terbutilazina + mesotriona no controle de plantas daninhas na cultura do milho. Segundo os pesquisadores, a solução apresentou alto desempenho em aplicações pós-emergentes e também efeito residual no solo, com índices de controle que chegaram a 95% quando aplicada no momento correto.
A tecnologia, recentemente lançada no mercado brasileiro pela Sipcam Nichino sob a marca comercial Click® Pro, vem sendo estudada pela estação experimental há dois anos.
Nova tecnologia amplia alternativas no manejo de plantas daninhas
De acordo com o doutor em agronomia e especialista em plantas daninhas Jethro Barros Osipe, responsável pelos estudos na Estação Dashen ao lado de Robinson Osipe e Petrus B. Osipe, a terbutilazina representa uma evolução importante no manejo do milho.
A molécula é considerada uma alternativa à atrazina, que pode sofrer restrições regulatórias no Brasil. Além disso, apresenta boa performance no controle de espécies como soja voluntária e outras invasoras relevantes no sistema produtivo.
Efeito residual no solo melhora manejo na safra seguinte
Os resultados dos ensaios indicam que a combinação terbutilazina + mesotriona oferece não apenas controle em pós-emergência, mas também ação residual no solo ao longo do ciclo da cultura.
Esse efeito reduz a infestação de plantas daninhas e facilita o manejo da área para as culturas subsequentes, contribuindo para maior eficiência operacional no sistema produtivo.
Alta eficiência no controle de invasoras no milho
Nas avaliações realizadas na última safra, a mistura foi aplicada em estádios iniciais do milho em áreas com presença de espécies como capim-pé-de-galinha, capim-carrapicho e caruru.
Segundo os pesquisadores, a solução apresentou desempenho consistente tanto em folhas largas quanto em gramíneas, com destaque para o controle de:
- capim-pé-de-galinha
- capim-amargoso
- caruru
- trapoeraba
- leiteiro
- picão-preto
A tecnologia também demonstrou eficácia sobre plantas daninhas resistentes ao glifosato, ampliando as opções de manejo no campo.
Controle integrado e aplicação em sistemas de consórcio
Outro destaque apontado pelos pesquisadores é a possibilidade de uso da mistura em áreas com Brachiaria em sistemas de consórcio com milho, o que reforça sua versatilidade dentro de diferentes estratégias de produção.
Manejo correto é determinante para eficiência
Os resultados indicam que, quando aplicada no momento adequado — especialmente no início do desenvolvimento da cultura — a mistura pode alcançar até 95% de controle das plantas daninhas.
Para os pesquisadores, a adoção de novas tecnologias químicas com ação complementar e residual tende a fortalecer o manejo integrado e reduzir perdas na produtividade do milho, especialmente na segunda safra.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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