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Agro

Clima favorece trigo, milho e culturas de inverno no Paraná, aponta Deral

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As condições climáticas registradas entre os dias 28 de abril e 4 de maio favoreceram o desenvolvimento das culturas agrícolas no Paraná, especialmente trigo, milho segunda safra, feijão, batata e pastagens. O cenário foi divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), órgão ligado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

De acordo com o boletim semanal de Condições de Tempo e Cultivo, as chuvas recentes e as temperaturas mais amenas contribuíram para a recuperação da umidade do solo, melhorando o desempenho das lavouras e impulsionando o início do plantio das culturas de inverno no estado.

Plantio de trigo e aveia avança no Paraná

O plantio de aveia preta e aveia branca já começou em diversas regiões paranaenses e deve ganhar intensidade nos próximos dias. As áreas semeadas apresentam desenvolvimento inicial considerado satisfatório pelo Deral.

No trigo, o avanço do plantio também é favorecido pelas condições climáticas mais estáveis. Apesar disso, o órgão aponta tendência de redução da área cultivada nesta safra, influenciada pelos custos de produção e pelo cenário de mercado.

Segundo o relatório, produtores seguem cautelosos diante das margens apertadas e da volatilidade dos preços agrícolas.

Milho segunda safra reage após retorno das chuvas

O milho segunda safra apresentou melhora significativa nas áreas em fase de floração e frutificação após o retorno das chuvas.

“As precipitações recentes foram fundamentais para reduzir o estresse hídrico e favorecer o desenvolvimento das lavouras”, destaca o boletim do Deral.

Apesar da recuperação parcial, o relatório informa que algumas regiões já registram perdas consolidadas e limitação do potencial produtivo devido aos períodos anteriores de estiagem.

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O aumento da umidade também ajudou na redução da pressão de pragas, embora ainda existam registros pontuais de danos causados por lagartas em determinadas áreas.

Feijão, batata e hortaliças apresentam melhora no desenvolvimento

As lavouras de feijão segunda safra também foram beneficiadas pelo retorno das chuvas. O desenvolvimento das áreas varia entre regular e bom, enquanto a colheita já começou em algumas regiões.

Entretanto, áreas mais afetadas pela seca ainda apresentam produtividade abaixo do esperado. Em regiões com melhores condições climáticas, o cenário é mais favorável, embora sem projeções de altos rendimentos.

Na batata segunda safra, as temperaturas mais amenas e o aumento da umidade favoreceram o desenvolvimento vegetativo e a frutificação em parte das regiões produtoras.

As hortaliças também registraram evolução positiva nas últimas semanas. Produtos como alface, beterraba, brócolis, couve, repolho e rúcula seguem com oferta regular e colheitas dentro da normalidade.

Café, cana e mandioca seguem com desempenho estável

As lavouras de café no Paraná continuam em boas condições, principalmente nas fases de frutificação e granação. A colheita começa gradualmente em algumas regiões produtoras.

Na cana-de-açúcar, as operações de colheita também tiveram início, com produtividade considerada dentro da normalidade e sem impactos climáticos relevantes até o momento.

Já na mandioca, a colheita mantém ritmo satisfatório nas áreas de dois ciclos, enquanto produtores seguem realizando tratos culturais nas áreas mais novas. Apesar do bom desempenho no campo, o setor continua enfrentando pressão nos preços pagos ao produtor.

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Soja praticamente concluída e arroz enfrenta mercado pressionado

A colheita da soja está praticamente finalizada no Paraná, embora chuvas recentes tenham dificultado pontualmente os trabalhos em algumas regiões.

Segundo o Deral, a produtividade apresentou forte variação entre as regiões devido às condições climáticas enfrentadas ao longo do ciclo produtivo. A comercialização da oleaginosa segue lenta no estado.

No arroz irrigado, a colheita avança dentro do previsto, mas o mercado permanece pressionado. O boletim aponta que os preços pagos aos produtores continuam pouco atrativos diante dos elevados custos de produção.

Pastagens se recuperam com aumento da umidade

As pastagens registraram recuperação importante após as últimas chuvas, com aumento do vigor vegetativo e maior oferta de massa verde para alimentação animal.

O cenário beneficia especialmente a pecuária leiteira e de corte, reduzindo os impactos do período seco registrado anteriormente em parte do estado.

Clima melhora perspectivas para culturas de inverno no Paraná

Com a retomada das chuvas e o avanço das temperaturas típicas do outono, o Paraná inicia a temporada de inverno com perspectivas mais positivas para culturas como trigo, aveia e cevada.

O desempenho climático das próximas semanas será decisivo para consolidar o potencial produtivo das lavouras e definir o comportamento do mercado agrícola no estado ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Preço da maçã cai nas Ceasas em abril, enquanto cenoura, cebola e tomate seguem em alta

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Os preços da maçã continuaram em queda nas principais Centrais de Abastecimento (Ceasas) monitoradas pela Companhia Nacional de Abastecimento. De acordo com o 5º Boletim do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), divulgado pela estatal, a fruta apresentou redução média ponderada de 8,06% no atacado durante abril.

O movimento de baixa foi impulsionado pelo aumento da oferta da variedade fuji, em plena fase de colheita, ampliando a disponibilidade do produto nas unidades atacadistas. Em Goiás, os preços chegaram a ficar até 35% menores no período.

Além da maçã, a alface também voltou a registrar retração após meses consecutivos de valorização. Segundo o levantamento, os preços médios da hortaliça caíram 5,94% em abril, enquanto a laranja teve leve recuo de 0,98%, mantendo a tendência de estabilidade observada nos últimos meses.

Oferta maior pressiona preços da maçã e da alface

A Conab destaca que o avanço da colheita e o aumento da oferta explicam a pressão sobre os preços da maçã nas Ceasas brasileiras. No caso da alface, fatores climáticos e melhora das condições de produção favoreceram a produtividade e a qualidade da hortaliça.

As maiores quedas da alface foram registradas no Rio de Janeiro, com retração de 19,11%, e em São Paulo, principal produtor nacional, onde os preços recuaram 18,32%.

Por outro lado, a central de abastecimento de Recife apresentou a maior alta da folhosa, com avanço de 48,89%, refletindo fatores regionais de oferta e demanda.

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Melancia dispara e lidera altas entre as frutas

Entre as frutas analisadas no boletim, a melancia apresentou a maior valorização percentual no atacado. A média ponderada subiu 24,36% em abril, impulsionada pela redução da oferta no mercado.

As maiores altas foram verificadas nas Ceasas de Recife e Goiânia, onde os preços avançaram 45% e 44%, respectivamente.

O mamão também registrou leve valorização de 0,56%, influenciado pela menor disponibilidade da variedade papaya nas principais regiões produtoras. Já a banana teve aumento médio de 1,97%, sustentada pelo aquecimento da demanda e melhora no escoamento da produção, especialmente em Minas Gerais.

Tomate, cebola e cenoura mantêm forte valorização

No grupo das hortaliças, a tendência predominante foi de alta nos preços. Batata e tomate apresentaram elevação semelhante, de 12,53% e 12,55%, respectivamente.

No caso da batata, a valorização foi puxada pela redução da oferta durante a transição de safras, principalmente da produção oriunda do Paraná. As maiores altas ocorreram nas Ceasas de Curitiba e Goiânia.

Já o tomate segue em trajetória de valorização desde dezembro. Em Ceará, os preços chegaram a subir 23,66%, reflexo da menor oferta e da transição entre as safras de verão e inverno.

A cebola também apresentou alta em todas as Ceasas monitoradas, com avanço médio de 23,03%. Apesar da valorização, a Conab avalia que a oferta tende a crescer nos próximos meses, especialmente com o aumento da produção em Santa Catarina, principal fornecedor nacional, que registrou safra 13,1% superior à anterior.

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A cenoura foi a hortaliça com maior alta percentual no período. A média ponderada subiu 48,58% em abril, mantendo preços elevados em todas as centrais analisadas. Os maiores aumentos ocorreram em Belo Horizonte e Vitória, pressionados pela forte demanda sobre a oferta mineira.

Exportações de frutas crescem e faturamento supera US$ 532 milhões

O boletim da Conab também mostra avanço nas exportações brasileiras de frutas e hortaliças no primeiro quadrimestre de 2025.

O volume exportado cresceu 12% em relação ao mesmo período do ano anterior, gerando faturamento de US$ 532,3 milhões. Apenas em abril, o Brasil embarcou 456 mil toneladas de produtos hortigranjeiros para mercados da Europa, Ásia e Estados Unidos.

Entre os principais destaques das exportações aparecem maçã, melão, manga, melancia, abacate e banana, reforçando a competitividade da fruticultura brasileira no mercado internacional.

Conab destaca papel das Ceasas no abastecimento e controle da inflação dos alimentos

Nesta edição do boletim, a Conab também ressalta a importância das Ceasas e das políticas de abastecimento na mitigação dos efeitos da inflação dos alimentos no país.

Segundo a Companhia, o monitoramento dos mercados atacadistas e a ampliação da eficiência logística têm papel estratégico para garantir maior equilíbrio entre oferta, demanda e preços ao consumidor final.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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