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Clássico romântico: Teatro Guaíra lota nas primeiras apresentações de GiselleS

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O Balé Teatro Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná trouxeram, neste final de semana (13 e 14), a estreia de “GiselleS”, releitura contemporânea do clássico romântico, com casa cheia e público emocionado. Um total de 3.565 pessoas esteve nos dois primeiros dias de apresentação no Teatro Guaíra, no Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão). As próximas sessões de “GiselleS” acontecem nesta semana, de 18 a 21 de junho, de quinta a sábado, às 20h30, e domingo, às 18 horas. 

O público se surpreendeu com a nova montagem. Stephanie do Nascimento dos Santos, professora de idiomas, ficou impressionada com a sincronicidade da obra, executada ao vivo pela Orquestra Sinfônica do Paraná, e com a atuação do Balé Teatro Guaíra. “O espetáculo é incrível, ver como as três Giselles se conectam no palco e como fazem a leitura do amor de maneiras tão diferentes foi muito bonito, e a orquestra ao vivo deu um up incrível”, afirmou.

Embora não tenha assistido às encenações da versão clássica de Giselle, o professor de literatura João Vitor Nunes já tinha alguma familiaridade com a história original e elogiou a nova releitura. “A releitura do Bongiovanni deu um toque de modernidade em um clássico, foi simplesmente brilhante”, comentou.

O aposentado Luiz Carlos Borges comentou que morava em Florianópolis e, mesmo longe, costumava vir a Curitiba para acompanhar espetáculos do Balé Teatro Guaíra e da Orquestra Sinfônica do Paraná. Ele ainda não conhecia a obra Giselle, mas saiu satisfeito com o espetáculo. “Achei bem bonito, eu não conhecia ainda este balé. Eu não tenho muito entendimento, mas gosto muito de vir aqui e sempre que posso venho, até porque o preço do ingresso é muito acessível, vale muito a pena.”

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A artista Eliane Teixeira, conhecida no circuito cultural local como Chica da Silva, descreveu a montagem como emotiva e envolvente: “É um espetáculo que supera as expectativas. Sei que ‘Giselle’, a primeira versão, foi um sucesso estrondoso e, inclusive, tenho uma colega que se chama Giselle por causa desse espetáculo. Acredito que esta versão também será maravilhosa para o público. Foi emocionante, encantador e prende a atenção da gente,  conseguimos entrar na história e na emoção dos personagens.”

Com direção geral de Luiz Fernando Bongiovanni, a nova produção do Centro Cultural Teatro Guaíra preserva a essência da história, falando de amor, perdas e remorsos, e propõe novas leituras sobre identidade, aparências e as múltiplas versões que as pessoas mostram de si mesmas. A montagem aposta em linguagem contemporânea para aproximar plateias de diferentes idades de um repertório clássico do século XIX.

Entre as inovações está a escolha de três intérpretes que dividem a personagem-título, uma solução cênica que evidencia as diversas dimensões da protagonista. A alternância entre dois elencos ao longo da temporada oferece propostas distintas, já que cada intérprete imprime sua própria leitura aos papéis.

O espetáculo marca a parceria entre o Balé Teatro Guaíra e a Orquestra Sinfônica do Paraná, executando ao vivo a partitura de Adolphe Adam, sob a regência do maestro convidado Gabriel Rhein-Schirato. A produção traz os trabalhos de Renato Theobaldo, com uma cenografia enxuta e alinhada a uma linguagem mais contemporânea. “GiselleS” também reúne dramaturgia de Edson Bueno, figurinos de Eduardo Giacomini, iluminação de Lucas Amado e produção de vídeo de Eduardo Ramos. A Orquestra Sinfônica do Paraná tem direção musical do maestro Roberto Tibiriçá.

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AUDIODESCRIÇÃO – Todos os espetáculos dos corpos artísticos do Teatro Guaíra (Orquestra Sinfônica do Paraná, Balé Teatro Guaíra, Escola de Dança Teatro Guaíra e G2 Cia. de Dança) contam com sessões com Libras e audiodescrição, um recurso que transforma em palavras informações visuais importantes do espetáculo. 

Durante a apresentação, o profissional responsável descreve elementos que ajudam o público a compreender melhor o que acontece em cena. Na apresentação deste domingo, a sessão contou com esses serviços disponíveis ao público, e as próximas sessões com estes recursos serão nos dias 18 e 20 de junho.

Esta iniciativa visa ampliar o acesso à cultura e permite que mais pessoas possam vivenciar a experiência da música e da dança. Embora seja voltada principalmente para pessoas com deficiência visual, a audiodescrição pode também auxiliar pessoas idosas, autistas, com TDAH, deficiência intelectual e outros públicos que se beneficiam de informações complementares durante a apresentação.

Serviço: 

Espetáculo: “GiselleS” — Balé Teatro Guaíra, com participação da Orquestra Sinfônica do Paraná

Próximas apresentações: 18, 19, 20 e 21 de junho de 2026. Horários: quinta a sábado, às 20h30; domingo, às 18h. Dias 18 e 20 acontecem sessões com acessibilidade.

Local: Teatro Guaíra — Auditório Bento Munhoz da Rocha Neto (Guairão), Rua Conselheiro Laurindo, 175, Centro, Curitiba/PR.

Duração aproximada: 1h30
Classificação etária: 6 anos

Ingressos: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Venda em DiskIngressos e na bilheteria do Teatro Guaíra

Fonte: Governo PR

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Ministério Público do Paraná emite recomendação administrativa ao Município de Arapongas para regularização de cessão de túmulos no Cemitério Municipal

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O Ministério Público do Paraná expediu recomendação administrativa ao prefeito do município de Arapongas, no Norte Central do estado, para que sejam adotadas providências para sanar irregularidades identificadas na concessão e transferência de terrenos no Cemitério Municipal. A medida administrativa, encaminhada no dia 15 de setembro último pela 1ª Promotoria de Justiça de Arapongas, decorre de apuração conduzida no âmbito de inquérito civil, que ainda está em trâmite, sobre um possível esquema de comercialização clandestina e transferências irregulares de titularidade de túmulos.

Áudio da promotora de Justiça Flávia Simon Fagundes dos Santos 

As investigações apontam até o momento que as transferências de titularidade dos terrenos estariam sendo feitas em desacordo com a legislação municipal. Por se tratar de bens públicos de uso especial, os terrenos em cemitérios municipais possuem regras específicas de concessão e a legislação municipal (Decreto Municipal 338/04) proíbe expressamente a negociação comercial de jazigos entre terceiros, admitindo a transferência apenas entre parentes consanguíneos ou afins até o terceiro grau e mediante prévia autorização administrativa. Nos casos de desinteresse na manutenção do espaço, o imóvel deve retornar ao município.

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Possíveis crimes – Ao emitir a recomendação, a Promotoria de Justiça sustenta que ficou demonstrado “o descumprimento contumaz da legislação municipal, com a reiterada validação administrativa de transferências fundadas em meras declarações de parentesco, sem a devida conferência documental, viabilizando a apropriação e negociação privada do espaço público”. Além disso, teria sido revelado, ainda, um possível modus operandi que consiste na participação direta de servidores públicos nas negociações, mediante fraude documental e laudos forjados de abandono de sepulturas, inclusive com captação de vantagem financeira indevida depositada em contas de intermediários. Os fatos também são objeto de apuração de um inquérito policial em trâmite na Divisão Estadual de Combate à Corrupção (Deccor).

Correções – Como medidas a serem adotadas para que sejam corrigidas as ilegalidades, a Promotoria de Justiça aponta que deve ser cessado, imediatamente, toda e qualquer autorização ou validação de transferência de terrenos sem a comprovação documental de parentesco até o 3º grau. Além disso, é recomendada a instituição, em até 30 dias, de um novo fluxo administrativo de controle rigoroso dos pedidos de transferência, que deverá ser realizada por servidores efetivos e estáveis diversos daqueles atualmente lotados na administração direta do Cemitério Municipal, garantindo a divisão de funções e a transparência do processo.

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Foi concedido prazo de 15 dias para a Administração Municipal informar ao Ministério Público sobre o acatamento da recomendação administrativa e as providências adotadas, podendo o não atendimento resultar na adoção de eventuais medidas judiciais, como a proposição de ação civil pública para responsabilização dos gestores envolvidos.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264

Fonte: Ministério Público PR

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