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Política Nacional

CI debaterá desestatização de hidrovias amazônicas

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A proposta de concessão das hidrovias dos rios Madeira, Tocantins e Tapajós, na Amazônia, será tema de audiência pública na Comissão de Infraestrutura (CI). O debate foi aprovado nesta terça-feira (16), a partir de requerimento (REQ 68/2025 – CI) do senador Plínio Valério (PSDB-AM), e ainda não tem data definida.

O senador afirmou que a decisão do governo federal de incluir os rios no Programa Nacional de Desestatização preocupa especialmente as comunidades amazônicas.

— Estamos assustados, porque os rios são as estradas da Amazônia. Há moradores que vivem há décadas nas margens e não foram ouvidos sobre esse processo — alertou.

Plínio lembrou que medidas semelhantes já enfrentaram forte resistência em outros projetos de infraestrutura.

— Quando falamos da BR-319 [entre Manaus (AM) e Porto Velho (RO)], surgem inúmeros defensores do meio ambiente para questionar impactos. Mas, no caso das hidrovias, o governo avança sem discutir com quem será diretamente afetado — criticou.

Convidados para a audiência

O requerimento prevê a participação dos seguintes convidados:

  • Representante da Casa Civil
  • Representante do Ministério dos Transportes
  • Representante da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq)
  • Representante da população local
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Durante a reunião, o senador Marcos Rogério (PL-RO), presidente da CI, sugeriu ampliar a lista, com a inclusão de representantes do Ministério dos Portos e Aeroportos e da Marinha.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Chega ao Congresso projeto que torna crime a exploração de bets

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O Congresso Nacional recebeu o projeto de lei do Executivo que tipifica crimes relacionados às loterias de apostas de quota fixa, conhecidas como bets. A apresentação do projeto havia sido anunciada pelo governo federal na sexta-feira (25), mesmo dia em que a Presidência da República editou uma medida provisória para proibir as bets no Brasil (MP 1.394/2026).

O projeto de lei (PL 5.477/2026) torna crime tanto a exploração quanto a publicidade de bets, tipificando cinco condutas como criminosas. De acordo com o governo, a intenção é enfrentar os diferentes meios empregados pelas empresas para manter a atividade, inclusive no ambiente digital.

A proibição das bets prevista na MP já está valendo de forma provisória, mas o projeto que trata dos crimes ainda precisará ser votado pelo Congresso para virar lei e entrar em vigor. 

Os crimes previstos no texto são:

  • explorar ou operar apostas de quota fixa: pena de 4 a 6 anos de reclusão e multa;
  • divulgar apostas ou captar apostadores: de 2 a 4 anos de reclusão e multa;
  • usar dados pessoais para captar apostadores: de 2 a 4 anos e multa;
  • facilitar financeiramente a exploração: de 2 a 4 anos e multa;
  • fornecer aplicação de internet para apostas: de 2 a 4 anos e multa, com agravantes em determinadas situações.
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O aumento de pena é previsto para várias situações, como no caso de jogos de azar on-line (a exemplo do jogo conhecido como Tigrinho); uso de dados de saúde que permitam inferir transtornos ligados a jogos, de histórico de apostas ou de informações de crianças e adolescentes; situações em que mecanismos de verificação de idade ou localização sejam burlados; e ganho de percentual das apostas ou das perdas pelo divulgador.

Todos os crimes previstos no projeto são considerados como praticados contra o interesse da União, com investigação pela Polícia Federal e julgamento pela Justiça Federal. A proposta ainda determina que, para fixar as multas, será considerada a vantagem econômica obtida pelo agente das apostas.

O projeto deixa claro que as regras não se aplicam à Loteca, loteria esportiva da Caixa Econômica Federal dedicada a prognosticar resultados de partidas de futebol. Essa modalidade continua permitida. 

A tramitação do PL 5.477/2026 começa na Câmara dos Deputados. Depois o texto passará pela análise dos senadores.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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