Agro
Chuvas reduzem oferta e elevam preços da batata nos principais atacados do país
Precipitações nas regiões produtoras diminuem oferta e impulsionam valores
As chuvas registradas nas principais regiões produtoras de batata têm impactado diretamente o mercado do tubérculo no Brasil. Segundo dados da equipe de Hortifrúti do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), a menor disponibilidade do produto fez os preços subirem nos principais centros atacadistas do país na última semana.
Preços em alta nos principais mercados
Nos entrepostos de São Paulo, o preço médio da batata tipo ágata especial aumentou 16,3%, alcançando R$ 53,02 por saca de 25 kg.
No Rio de Janeiro, o avanço foi ainda maior, de 17,3%, com média de R$ 54,69/sc, enquanto em Belo Horizonte o aumento chegou a 12,6%, atingindo R$ 48,43/sc.
Qualidade permanece estável, mesmo com chuvas
Apesar do excesso de umidade nas lavouras, os pesquisadores do Cepea destacam que a qualidade da batata segue satisfatória, sem relatos de descarte de lotes nos boxes de comercialização. A boa conservação do produto tem contribuído para manter a estabilidade na demanda, mesmo com o encarecimento.
Expectativas para fevereiro: preços devem continuar firmes
Para o mês de fevereiro, os agentes consultados pelo Cepea projetam que a oferta deve continuar limitada pelas chuvas, especialmente nas regiões que compõem a safra das águas. Caso as precipitações persistam, os valores pagos ao produtor e praticados nos atacados devem seguir em patamares elevados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Dólar deve oscilar com tensão no Oriente Médio e indicadores econômicos dos EUA, aponta análise da StoneX
O mercado de câmbio deve permanecer volátil nos próximos dias, com o dólar influenciado por dois fatores principais: a instabilidade geopolítica no Oriente Médio e a divulgação de novos indicadores econômicos nos Estados Unidos. A avaliação é da consultoria StoneX, que destaca um cenário externo ainda incerto e com impacto direto sobre o apetite global ao risco.
As oscilações recentes refletem a combinação de notícias divergentes sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã. Enquanto parte do mercado observa sinais de possível avanço nas conversas, outro segmento acompanha com cautela a persistência das tensões na região, o que mantém a volatilidade elevada nos mercados financeiros internacionais.
Tensão geopolítica sustenta volatilidade e influencia busca por ativos seguros
A instabilidade no Oriente Médio continua sendo um dos principais vetores de influência sobre o comportamento dos investidores. Em momentos de maior tensão, cresce a busca por ativos considerados mais seguros, como o dólar norte-americano, o que tende a fortalecer a moeda no cenário global.
Por outro lado, eventuais avanços diplomáticos podem reduzir a aversão ao risco e abrir espaço para ajustes nas cotações cambiais, com reflexos diretos sobre moedas emergentes e mercados de commodities.
Inflação nos EUA segue acima da meta do Federal Reserve
Nos Estados Unidos, a atenção do mercado também está voltada para os indicadores de inflação. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE), métrica de referência para o Federal Reserve, registrou alta de 3,3% no acumulado de 12 meses.
O resultado permanece significativamente acima da meta de 2% perseguida pela autoridade monetária norte-americana, reforçando a percepção de cautela em relação aos próximos passos da política de juros.
Dados econômicos reforçam expectativa sobre juros americanos
Além da inflação, o mercado acompanha de perto os indicadores de emprego e atividade econômica nos Estados Unidos. Dados mais fortes podem sustentar a expectativa de manutenção de juros elevados por mais tempo, o que tende a favorecer o dólar.
Em contrapartida, sinais de desaceleração econômica poderiam aumentar as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve, reduzindo a pressão de valorização da moeda norte-americana e ampliando a volatilidade no mercado cambial global.
O cenário segue, portanto, dependente da evolução simultânea dos riscos geopolíticos e dos fundamentos econômicos dos Estados Unidos, que continuam ditando o ritmo do dólar no mercado internacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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