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Chuvas no Paraná afetam colheita e pressionam preços do trigo, enquanto Rio Grande do Sul impulsiona estimativas nacionais

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Chuvas intensas no Paraná preocupam produtores e atrasam colheita

As chuvas persistentes no Paraná têm preocupado produtores de trigo e causado atrasos significativos na colheita do cereal, segundo levantamentos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada). O excesso de umidade ameaça a qualidade das lavouras ainda no campo, comprometendo parte da produção e aumentando o risco de perdas financeiras.

O Paraná, um dos principais estados produtores do país, enfrenta também queda nas cotações. Dados do Deral (Departamento de Economia Rural) mostram que o preço médio pago ao produtor caiu 0,95% na última semana, ficando em R$ 64,32 por saca, o que representa um prejuízo médio de 13,81% em relação aos custos de produção.

Rio Grande do Sul mantém alta produtividade e impulsiona estimativas nacionais

Enquanto o Paraná enfrenta desafios climáticos, o Rio Grande do Sul segue em ritmo positivo. Chuvas fracas e regulares têm favorecido o desenvolvimento das lavouras e mantido o potencial produtivo elevado. De acordo com a Emater/RS, a produtividade média estadual deve atingir 3,261 toneladas por hectare, alta de 17,26% frente ao ciclo anterior.

A produção total gaúcha está estimada em 3,721 milhões de toneladas, 0,57% acima da safra passada. O bom desempenho do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina levou a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) a revisar para cima as estimativas nacionais da safra 2025, agora projetada em 7,698 milhões de toneladas — crescimento de 2,2% em relação à previsão de setembro.

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Apesar disso, o volume ainda é 2,4% menor que o de 2024. A produtividade média brasileira foi reajustada para 3,142 t/ha, avanço de 2,1% sobre o relatório anterior e 21,8% maior do que na temporada passada.

Mercado de trigo segue pressionado por câmbio e oferta externa

Mesmo com a boa produtividade no Sul, o mercado de trigo no Brasil permanece pressionado. Segundo o Cepea, fatores como o enfraquecimento do dólar e o aumento da oferta argentina — principal origem das importações brasileiras — têm mantido as cotações em queda.

Levantamento da TF Agroeconômica mostra que o preço de exportação no Porto de Rio Grande recuou para R$ 1.165,00 por tonelada, o que reflete liquidez entre R$ 1.010,00 e R$ 1.015,00 no interior gaúcho. Nos moinhos, os negócios seguem limitados, com preços estáveis entre R$ 59,00 e R$ 60,00 por saca em regiões como Santa Rosa e Panambi.

Em Santa Catarina, o mercado também segue travado, sem novos negócios mesmo com o início da colheita. Os preços de balcão caíram na maioria das praças, variando entre R$ 61,00 e R$ 66,00 por saca. Já no Paraná, a combinação entre câmbio e desvalorização do trigo argentino reduziu a competitividade das exportações e pressionou as ofertas internas, que ficaram entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada.

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Perspectivas: safra dividida entre riscos e oportunidades

O contraste entre as condições climáticas no Paraná e no Rio Grande do Sul evidencia uma safra 2025 dividida entre riscos e oportunidades. Enquanto as chuvas intensas ameaçam a qualidade do grão no primeiro, o segundo impulsiona a produção nacional e ajuda a equilibrar o cenário.

Para especialistas, o momento exige cautela na comercialização e atenção às estratégias de gestão de risco, especialmente diante das oscilações cambiais e do comportamento instável do clima.

A evolução do tempo nas próximas semanas será determinante para definir os números finais da safra e o comportamento dos preços no mercado interno.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Galinhas soltas e felizes, ovos caipiras, orgânicos: Mapa acompanha diversificação do mercado

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Happy eggs, galinhas livres, ovos orgânicos, caipiras, com ômega 3, líquidos ou em pó, brancos, vermelhos e até azulados. O mercado de ovos no Brasil oferece uma variedade de produtos e sistemas de produção. As diferentes denominações estão relacionadas às características do sistema de criação, à composição ou ao processamento do alimento e devem observar as regras previstas para produção e rotulagem.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, o consumo por habitante passou de 120 ovos por ano, em 2010, para 310 ovos em 2026. O país é o sexto maior consumidor e o quarto maior produtor mundial.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) acompanha a evolução do setor, estabelece normas para a produção e fiscaliza estabelecimentos e produtos de origem animal, dentro de suas competências. Os produtos podem ser identificados conforme a espécie de origem e as características do sistema de produção. No caso de ovos de outras aves, como codornas, patos e avestruzes, a espécie deve ser informada na embalagem. Denominações como “caipira” e “orgânico” também devem observar regras específicas de produção e rotulagem.

DIFERENÇAS

Os ovos convencionais, brancos ou vermelhos, apresentam a mesma composição nutricional. A principal diferença entre eles está relacionada à linhagem ou raça das galinhas: ovos brancos geralmente vêm de aves de penas brancas, enquanto os de casca vermelha são produzidos por linhagens de penas mais escuras. A cor da casca, por si só, não determina diferenças nutricionais.

Na produção convencional, as aves podem ser criadas em diferentes sistemas, inclusive em gaiolas, conforme as normas aplicáveis.

A produção de ovos caipiras prevê requisitos específicos para a criação das aves, incluindo acesso a áreas externas de pastejo. As áreas destinadas às aves devem observar medidas de biosseguridade para reduzir riscos sanitários, inclusive relacionados ao contato com aves silvestres.

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Já as galinhas criadas em sistemas livres de gaiolas ficam soltas em galpões. Conforme o sistema adotado, podem ter ou não acesso a áreas externas. As condições de criação e a densidade das aves devem observar os requisitos previstos para o sistema de produção.

Expressões como “galinhas felizes” ou “happy eggs” podem ser utilizadas como estratégia de comunicação ou marketing. Elas, no entanto, não substituem as denominações e informações exigidas pela legislação. Quando a embalagem apresenta uma característica diferenciada, a informação deve corresponder às condições efetivamente verificadas na produção.

Também existem ovos cuja composição é associada à presença de nutrientes específicos, como ômega 3, selênio ou vitamina E. Nesses casos, a alimentação fornecida às aves pode ser formulada para influenciar a composição do produto final. As informações e alegações apresentadas na embalagem devem observar as regras aplicáveis à rotulagem de alimentos.

O ovo orgânico segue a legislação de produção orgânica em vigor no país, que estabelece requisitos específicos para alimentação, manejo das aves e utilização de insumos. O sistema também prevê restrições específicas para medicamentos, insumos e componentes utilizados na alimentação.

Ovos líquidos e em pó são produtos obtidos a partir do processamento dos ovos. Podem ser utilizados pela indústria de alimentos, por padarias e também em preparações destinadas ao consumidor. A apresentação facilita a manipulação e o uso do produto, e clara e gema podem ser comercializadas separadamente.

No Brasil, os ovos de diferentes cores ainda são menos comuns, mas existem variedades com casca azulada e outras tonalidades. A cor da casca está relacionada à linhagem ou raça da galinha e, por si só, não indica diferença nutricional. Quando essa característica estiver associada à origem genética da ave, a informação deve observar as regras de identificação e rotulagem.

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CURIOSIDADES

A diversificação dos produtos não é, por si só, uma exigência legal. No entanto, quando o produtor declara uma condição diferenciada, como “caipira” ou “orgânico”, é necessário atender aos requisitos correspondentes.

Cabe aos serviços de inspeção competentes verificar o cumprimento dessas condições dentro de suas atribuições. Assim, as características declaradas na embalagem devem corresponder ao produto efetivamente produzido e comercializado.

VENDAS

A fiscalização da produção de ovos nos estabelecimentos produtores envolve os serviços de inspeção competentes, conforme o tipo de estabelecimento e o âmbito de comercialização. O estabelecimento deve estar registrado no serviço de inspeção correspondente – municipal, estadual ou federal – de acordo com as regras aplicáveis à comercialização do produto.

No varejo, a fiscalização também envolve as vigilâncias sanitárias municipal ou estadual, conforme suas atribuições.

De acordo com o Instituto Ovos Brasil, cerca de 20% da produção nacional de ovos chega às grandes redes de supermercados. Os demais são comercializados por outros canais, como pequenos estabelecimentos, feiras e diretamente à indústria.

O Brasil também exporta ovos. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as exportações em 2025 somaram 40.894 toneladas, aumento de 121% em relação ao ano anterior. Entre os principais destinos estiveram Estados Unidos, Japão, Chile, México e Emirados Árabes Unidos.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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