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Agro

Chuvas favorecem citros, mas volume ainda é insuficiente para safra plena, aponta Cepea

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O retorno das chuvas em outubro começou a melhorar as condições das lavouras de citros, segundo levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O aumento da precipitação contribui para a preparação das árvores para as floradas da próxima temporada. No entanto, pesquisadores alertam que ainda é necessário um volume maior de chuvas para garantir uma produção robusta.

Condições das lavouras variam por região

De acordo com o Cepea, as condições das plantações de laranja são heterogêneas, refletindo a diversidade de volumes de chuva e períodos de seca ocorridos no inverno em diferentes regiões. Nas laranjas da safra 2025/26, ainda presentes no campo devido à característica tardia da temporada, tanto as plantas quanto os frutos apresentam variações em qualidade e desenvolvimento.

Oferta de frutas de meia estação atrai atenção da indústria de suco

Pesquisadores destacam que, no momento, há boa disponibilidade de frutas de meia estação, muito aguardadas pela indústria de suco. Apesar disso, há preocupação com a queda de produção, que pode comprometer o volume total da safra.

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Preços das laranjas apresentam pequenas variações

Entre 20 e 23 de outubro, a laranja pera destinada à indústria teve preço médio de R$ 50,05 por caixa de 40,8 kg, registrando leve recuo de 0,42% em relação à semana anterior. A maior parte das entregas segue no modelo spot, e poucos contratos foram firmados ainda a R$ 50.

Já a laranja pera de mesa, na árvore, apresentou preço médio de R$ 61,74 por caixa de 40,8 kg, alta de 0,32% na comparação semanal. Vendedores afirmam que a demanda tem sido satisfatória nos últimos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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