Connect with us


Agro

Cerrado Mineiro se prepara para revelar campeões da Etapa Expocacer 2025 e reforçar protagonismo regional

Publicado em

O Cerrado Mineiro se prepara para um dos momentos mais aguardados do ano: a revelação dos vencedores da Etapa Campeões by Expocacer 2025, marcada para 23 de outubro, em Patrocínio (MG). O concurso destaca a dedicação dos produtores e o reconhecimento internacional da região na produção de cafés especiais.

Neste ano, o evento bateu recorde histórico com 282 amostras inscritas, superando em mais de 30% o número de 2024. O resultado evidencia o compromisso dos cafeicultores com qualidade, inovação e sustentabilidade, consolidando o Cerrado Mineiro como uma origem de referência global.

Cooperativismo e trabalho coletivo impulsionam a excelência

Para Simão Pedro de Lima, Diretor Presidente Executivo da Expocacer, o crescimento do concurso reflete o esforço coletivo dos produtores e a cultura de qualidade que se fortalece a cada safra.

“A cada ano, nossos cooperados se superam. Esse aumento no número de amostras mostra que a busca por qualidade faz parte da cultura da Expocacer, fortalecendo nossa posição no mercado e levando o nome do Café do Cerrado Mineiro para o mundo.”

O concurso valoriza o cooperativismo, destacando como o trabalho conjunto eleva os padrões de produção e fortalece o reconhecimento internacional da região.

Leia mais:  Porto de Santos bate recorde histórico em agosto e amplia participação no comércio exterior
Categorias, homenagens e novidades do concurso

Em 2025, os produtores concorrem em quatro categorias:

  • Cereja Descascado
  • Natural
  • Fermentado (antiga Fermentação Induzida)
  • Doce Cerrado (categoria inédita, que valoriza cafés naturais com notas de chocolate, caramelo, amêndoas e acidez cítrica vibrante)

Segundo Sandra Moraes, Gerente de Cafés Especiais da Expocacer, o aperfeiçoamento contínuo dos cooperados garante cafés consistentes e de alto padrão:

“Essa conquista é coletiva e representa mais um passo na valorização de nossos produtores em escala global.”

Além de premiar os cafés, a competição reconhecerá os Coffee Makers, profissionais que asseguram a excelência dos processos nas propriedades campeãs.

Plataforma digital conecta produtores a mercados nacionais e internacionais

Durante a Etapa Campeões, a Expocacer apresentará sua plataforma comercial e digital exclusiva, que conecta produtores diretamente a compradores no Brasil e no exterior.

Atualmente em operação no Reino Unido e Estados Unidos, a plataforma agora atenderá o mercado nacional, ampliando oportunidades e reforçando o pioneirismo da cooperativa na digitalização da cafeicultura.

Próxima fase: Etapa Regional do Prêmio Região do Cerrado Mineiro

Os cafés classificados seguirão para a Etapa Regional do 13º Prêmio Região do Cerrado Mineiro, organizada pela Federação dos Cafeicultores do Cerrado, que ocorrerá em 19 de novembro, em Uberlândia (MG).

Leia mais:  Safra de grãos deve crescer em 2025/26, apesar de queda na produtividade

Na cerimônia final, serão reconhecidos os destaques da safra 2025, reunindo cooperativas, parceiros estratégicos e autoridades do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Integração Lavoura-Pecuária na safrinha pode maximizar uso de pastagens e elevar rentabilidade no agro

Published

on

A expansão dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP) no Brasil deve ganhar ainda mais força na safrinha de 2026, impulsionada por um cenário de ajustes no calendário agrícola e mudanças no mercado de grãos e da pecuária. A combinação entre atraso na colheita da soja em algumas regiões, pressão sobre a janela ideal do milho e preços mais atrativos na pecuária tem levado produtores a buscar alternativas mais eficientes de uso da terra.

O tema é analisado por Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds, que destaca que o momento exige decisões mais técnicas para maximizar a produtividade dos sistemas integrados.

Segundo o especialista, o cenário atual reforça o uso de milho ou sorgo consorciados com forrageiras, ou até mesmo o cultivo exclusivo de pastagens após a soja, prática conhecida como “boi safrinha”, ampliando a oferta de alimento ao rebanho durante o período seco.

ILP ganha espaço com foco em produtividade e sustentabilidade

A Integração Lavoura-Pecuária tem se consolidado como uma estratégia eficiente para aumentar a rentabilidade e melhorar a sustentabilidade dos sistemas produtivos.

De acordo com Hemython Luis Bandeira do Nascimento, a ILP proporciona benefícios diretos tanto para a agricultura quanto para a pecuária. Entre eles estão a formação de palhada para o sistema de plantio direto, melhoria da estrutura do solo e oferta de pastagem de qualidade durante a entressafra.

O resultado é um sistema mais equilibrado, capaz de reduzir riscos climáticos e econômicos, ao mesmo tempo em que mantém a produtividade em diferentes ciclos produtivos.

Controle de plantas daninhas é decisivo no estabelecimento do pasto

Um dos primeiros pontos de atenção no sistema ILP é o manejo adequado das plantas invasoras. Segundo o especialista, o capim implantado deve ser tratado como uma cultura agrícola, exigindo manejo técnico desde o início do desenvolvimento.

Leia mais:  Safra de grãos deve crescer em 2025/26, apesar de queda na produtividade

O controle precoce de plantas daninhas e tigueras é essencial para evitar competição por luz, água e nutrientes, garantindo rápido estabelecimento da forrageira e maior produtividade do sistema.

Lotação animal deve ser calculada com base na oferta de forragem

A definição da taxa de lotação é um dos fatores mais importantes para o sucesso do “boi safrinha”. O equilíbrio entre oferta de pasto e número de animais determina a eficiência do sistema e evita tanto a superlotação quanto o subaproveitamento da área.

O engenheiro agrônomo explica que o ideal é realizar uma amostragem de forragem cerca de uma semana antes da entrada dos animais, permitindo estimar a massa disponível de pasto.

Com base nesses dados, no tempo de permanência dos animais e no peso médio dos lotes, é possível calcular a capacidade de suporte da área (UA/ha), garantindo manejo adequado ao longo do ciclo de pastejo.

Momento correto do pastejo influencia produtividade e formação de palhada

O início do pastejo é um ponto crítico dentro do sistema ILP. Pastagens muito altas tendem a apresentar maior proporção de colmos e fibras, reduzindo a qualidade nutricional e comprometendo o desempenho animal.

Além disso, o excesso de altura pode prejudicar o perfilhamento e afetar a formação da palhada necessária para a safra seguinte.

No caso da Brachiaria ruziziensis, Hemython Luis Bandeira do Nascimento alerta que o acamamento pode ocorrer quando a planta está muito desenvolvida, reduzindo a eficiência do pastejo. Por isso, recomenda-se a entrada dos animais com a forrageira em torno de 50 cm de altura.

De forma geral, o primeiro pastejo deve ocorrer quando a pastagem atinge a altura ideal de manejo de cada cultivar, priorizando maior proporção de folhas e melhor aproveitamento da forragem.

Adubação de pastagens na safrinha deve ser avaliada com cautela

Segundo o especialista, na maioria dos casos não há necessidade de adubação de cobertura nas pastagens de safrinha. O residual de nutrientes deixado pela cultura anterior geralmente é suficiente para o estabelecimento inicial do capim.

Leia mais:  CNA consolida contribuições sobre transporte de equídeos em consulta pública do Mapa

Outro fator limitante é o regime de chuvas, que tende a ser menor nesse período, reduzindo a eficiência da adubação e o aproveitamento dos nutrientes aplicados.

Suplementação deve considerar qualidade da forragem da ILP

Mesmo no período seco, os pastos formados em sistemas ILP mantêm alto valor nutritivo, com características próximas às pastagens de verão. Isso exige ajustes na suplementação animal para equilibrar o desempenho do rebanho.

O especialista reforça que a oferta de suplemento deve ser compatível com a qualidade da forragem disponível, evitando desperdícios e melhorando a eficiência alimentar do sistema.

Manejo correto garante palhada e sustentabilidade do sistema

Ao final do ciclo de pastejo, é fundamental evitar o uso excessivo da área. Deve permanecer um volume residual de forragem suficiente para a formação de palhada, etapa essencial para o plantio direto da cultura seguinte.

A recomendação técnica é manter entre 3 e 5 toneladas de matéria seca por hectare após a saída dos animais, garantindo boa cobertura do solo, maior retenção de umidade e controle eficiente de plantas daninhas.

ILP se consolida como estratégia de intensificação sustentável

A correta condução dos sistemas de Integração Lavoura-Pecuária reforça o potencial da ILP como ferramenta de intensificação sustentável no agronegócio brasileiro.

Com manejo técnico adequado, o produtor consegue maximizar o uso da área ao longo do ano, aumentar a produtividade animal e agrícola e ainda melhorar a saúde do solo, tornando o sistema mais resiliente frente às variações climáticas e de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262