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Agro

Cenário desafiador marca a citricultura em 2026 com avanço de doenças e menor demanda internacional

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Produção elevada, mas com perdas significativas

O ano de 2026 promete ser um dos mais desafiadores para a citricultura brasileira, segundo pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

Embora a safra 2025/26 registre bom volume de produção, o potencial produtivo tem sido parcialmente comprometido devido ao avanço do greening (doença que causa queda de frutos e enfraquecimento das plantas), ao cancro cítrico e às condições climáticas desfavoráveis em fases importantes do desenvolvimento das lavouras.

A estimativa é que a produção nacional some pouco menos de 300 milhões de caixas de 40,8 kg, número suficiente para contribuir com a recomposição dos estoques de suco de laranja. Apesar disso, o cenário segue de atenção, especialmente diante dos custos crescentes de controle fitossanitário e da redução na produtividade observada em diversas regiões.

Mercado europeu reduz ritmo de compras

Além dos desafios produtivos, o setor enfrenta menor demanda internacional, principalmente na Europa, um dos principais destinos do suco de laranja brasileiro.

O ritmo mais lento das vendas tem dificultado as negociações da commodity e mantido os preços sob pressão, uma vez que as processadoras estão com estoques em recomposição e menor urgência para adquirir novas cargas de fruta.

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De acordo com o Cepea, essa conjuntura tem intensificado a disputa entre vendedores e compradores, levando a indústrias mais cautelosas nas compras e valores mais contidos pagos aos citricultores.

Custos em alta e doenças persistentes preocupam produtores

Para a safra 2026/27, a principal preocupação recai sobre a persistência das doenças que afetam os pomares, como o greening e o cancro cítrico.

Esses fatores não apenas elevam os custos de produção, com a necessidade de manejo intensivo e substituição de plantas, como também limitam os ganhos de produtividade e a longevidade das áreas produtivas.

“A citricultura entra em 2026 com uma safra volumosa, mas marcada por perdas e pela necessidade de maior controle sanitário, o que encarece a atividade”, apontam os pesquisadores do Cepea.

Clima irregular pode atrasar novamente a colheita

O desenvolvimento da safra 2026/27 deve ser impactado pelo clima heterogêneo entre as regiões produtoras.

Enquanto algumas áreas registram chuvas irregulares, outras experimentam condições mais favoráveis, o que deve resultar em desenvolvimento desigual das lavouras — principalmente na primeira florada, etapa essencial para a formação dos frutos.

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A segunda florada, porém, vem ocorrendo sob melhores condições climáticas na maioria das regiões, o que pode levar a mais uma safra tardia, a exemplo do que ocorreu em 2025/26.

Expectativa é de recuperação lenta e necessidade de gestão eficiente

Mesmo com a boa qualidade das frutas colhidas na safra atual, os desafios fitossanitários e comerciais apontam para um ano de margens apertadas e gestão cautelosa.

A recomendação dos analistas do Cepea é que os citricultores mantenham atenção à eficiência produtiva, buscando otimizar o uso de insumos e reduzir perdas diante do cenário de mercado mais competitivo e custos elevados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Rural Show projeta novo salto em negócios e reforça avanço do agro

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A cidade de  Ji-Paraná (373 km da capital, Porto Velho), se prepara para a 13ª edição da Rondônia Rural Show Internacional, que será realizada entre 25 e 30 de maio. A expectativa é de ampliar novamente o volume de negócios e consolidar a feira como uma das principais vitrines do agronegócio na região Norte. Na edição de 2025, o evento movimentou cerca de R$ 3,5 bilhões em negócios, com mais de 270 mil visitantes e cerca de 650 expositores, segundo o governo estadual. Para 2026, a projeção do setor é de crescimento, puxado pela maior demanda por tecnologia, crédito e soluções produtivas no campo.

Realizada em um momento de expansão da fronteira agrícola no Norte, a feira tem ganhado peso não apenas regional, mas também nacional, ao reunir produtores, empresas, instituições financeiras e centros de pesquisa em um ambiente voltado à geração de negócios. A expectativa é de que a edição deste ano mantenha o ritmo de crescimento, impulsionada principalmente por investimentos em mecanização, irrigação e genética animal.

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O avanço da Rondônia Rural Show acompanha a própria evolução do agronegócio no Estado. Rondônia vem ampliando sua participação na produção nacional, com destaque para a pecuária de corte e leite, além do crescimento da soja e do milho. Esse movimento tem elevado a demanda por tecnologia e assistência técnica, abrindo espaço para eventos que conectam oferta e demanda dentro do setor.

A feira também se consolida como plataforma de acesso a crédito. Instituições financeiras costumam concentrar no evento o lançamento de linhas de financiamento e condições especiais para aquisição de máquinas, equipamentos e insumos. Em um cenário de maior seletividade no crédito rural, esse tipo de ambiente ganha relevância para o produtor que busca viabilizar investimentos.

Outro eixo do evento é a difusão tecnológica. Empresas e instituições apresentam soluções voltadas ao aumento de produtividade e à redução de custos, com foco em sistemas mais eficientes e adaptados às condições da região Norte. A presença de startups e empresas de inovação tem crescido, refletindo a digitalização do campo.

Além da agricultura e da pecuária, a feira abre espaço para cadeias emergentes e produtos de valor agregado, ampliando as oportunidades para pequenos e médios produtores. A diversidade de expositores e a programação técnica reforçam o caráter de capacitação e atualização profissional do evento.

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Serviço
Evento: 13ª Rondônia Rural Show Internacional
Data: 25 a 30 de maio de 2026
Local: Rodovia BR-364, km 333 (11 km de Ji-Paraná, sentido Presidente Médici)
Cidade: Ji-Paraná (RO)

Fonte: Pensar Agro

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