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Carreta Saúde da Mulher inicia os atendimentos em São José dos Pinhais

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Os atendimentos da Carreta Saúde da Mulher começaram nesta terça-feira (16) em São José dos Pinhais, Região Metropolitana e Curitiba, primeira cidade do Paraná a oferecer os serviços de exames diagnósticos gratuitos para mulheres na unidade móvel. Até dezembro, 13 cidades receberão a carreta, que atenderá 18 mil mulheres de 48 municípios paranaenses.

O secretário estadual da Saúde, Beto Preto, destacou a importância dos exames diagnósticos e o atendimento descentralizado da carreta, que levará os equipamentos e a equipe médica para todo o Paraná, especialmente para as áreas rurais. “Iniciamos a sétima edição do Paraná Rosa carreta, projeto idealizado pela primeira-dama Luciana Saito Massa, mas aqui no estado atendemos a saúde da mulher o ano todo, uma orientação do governador Ratinho Junior”.

No local, foram realizados exames de mamografia, ultrassonografia de mama, ultrassonografia transvaginal, ultrassonografia de tireoide e papanicolau. A iniciativa do Governo do Estado, via Secretaria da Saúde (Sesa), foi viabilizada por uma parceria com a Volkswagen do Brasil, pelo programa Paraná Competitivo, e prevê investimento de R$ 10,8 milhões para a operação da carreta.

Uma das primeiras pacientes a serem atendidas foi Léa Sbelut, de 34 anos, moradora do bairro Ipê. Ela estava com o exame agendado, mas precisava viajar às presas para cuidar do pai. “Tive uma leve alteração no exame e tive de fazer de novo, fui no posto de saúde e me falaram da carreta. Cheguei e fiquei emocionada, porque eu preciso da mamografia. Nosso Paraná está de parabéns em fornecer essa infraestrutura. Foi um atendimento maravilhoso, com muito carinho”, disse Léa.

A prefeita de São José dos Pinhais, Nina Singer, ressaltou que a prevenção é fundamental para o diagnóstico precoce. “Câncer de mama é um dos que mais matam no Brasil e a gente sabe a importância de descobrir a doença no estágio inicial. Tenho certeza que essa carreta vai salvar muitas vidas e levar autonomia e alegria para muitas mulheres”, afirmou.

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MULHERES NA CARRETA – A Carreta Saúde da Mulher irá percorrer 13 municípios e a responsável por dirigir toda esta estrutura é Graziele Barbosa, 31 anos, que há seis circula pelas estradas do país. “Sempre fui motorista de caminhão e carreta e transportava carga valiosa, mas nunca uma tão valiosa quanto uma clínica móvel para mulheres”, disse a motorista.

A personal trainer Jaqueline Dobler foi até a carreta para fazer um ultrassom e saiu com todos os exames. “Além da ultrassonografia, que estava agendada, pude adiantar e fazer também a mamografia e o ultrassom de tireoide. Fiz tudo aqui, de uma só vez. Para quem precisa voltar para o trabalho, isso é ótimo. Foi bem rápido e eficiente”.

A corretora Ângela Cabral, 65 anos, disse que é necessário cuidar da saúde e essa é uma oportunidade única para colocar os exames em dia. “Como não tinha agendado, precisei esperar por um tempo, mas passei por consulta com o médico. Na carreta, fiz mamografia e papanicolau, com técnicas muito delicadas. Tomaram muito cuidado para eu não sentir dor. O atendimento está sendo maravilhoso e os exames que não consegui realizar hoje já foram agendados para sexta, aqui mesmo”.

ATENDIMENTOS – A equipe de atendimento da carreta conta com nove profissionais, incluindo médicos clínico geral, ginecologista, radiologista, enfermeiros e técnicos de radiologia. O objetivo é descentralizar os atendimentos e chegar a locais onde a distância é um obstáculo. As pacientes recebem login e senha para acessar os resultados online, enquanto as equipes municipais de saúde utilizam um sistema digital para organizar o agendamento e acompanhamento. Além do diagnóstico, elas podem ser encaminhadas para continuidade do tratamento na Rede Pública.

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O atendimento será de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 8h às 17h, mediante agendamento prévio, com capacidade para 248 atendimentos diários. Em São José dos Pinhais, a unidade permanece no Centro de Esportes e Lazer Max Rossenmann, no bairro Afonso Pena, até 20 de setembro. No caso de pacientes ausentes, as vagas serão encaminhadas para as mulheres sem agendamento que estiverem no local.

Os próximos municípios a receberem a Carreta Saúde da Mulher são: Cerro Azul (22 a 27 de setembro), Castro (29 de setembro a 4 de outubro), Conselheiro Mairinck (6 a 11 de outubro), Primeiro de Maio (13 a 18 de outubro), Colorado (20 a 25 de outubro), Santo Antônio do Caiuá (27 de outubro a 1º de novembro), Mariluz (3 a 8 de novembro), Bela Vista da Caroba (10 a 15 de novembro), Nova Laranjeiras (17 a 22 de novembro), Palmas (24 a 29 de novembro), Lapa (1º a 6 de dezembro) e finalizando em Morretes (8 a 12 de dezembro).

PARANÁ ROSA – A Carreta da Saúde da Mulher integra as ações do Paraná Rosa 2025, campanha criada em 2019 com a intenção de ampliar ações de prevenção, autocuidado e mobilização pela saúde da mulher. Ela engloba uma série de ações de conscientização, exames, palestras e atividades em todo o Paraná, com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças como o câncer de mama e o do colo do útero.

De acordo com estimativas dos órgãos de saúde, o Paraná deve registrar 3.650 novos casos de câncer de mama e 790 casos de câncer do colo do útero até o fim de 2025, doenças que estão entre as principais causas de morte precoce de mulheres no Estado.

Fonte: Governo PR

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Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”

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O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.

Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.

Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.

Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.

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Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.

Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226

 

Fonte: Ministério Público PR

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