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Agro

Carne Bovina Deve Seguir em Alta no Curto Prazo, Indicam Analistas de Mercado

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O mercado físico da carne bovina e do boi gordo manteve-se entre estável e em leve alta ao longo da semana nas principais regiões produtoras do Brasil.

Segundo análise de Fernando Iglesias, especialista da Safras & Mercado, o cenário atual indica tendência de valorização no curtíssimo prazo, impulsionada pelo posicionamento das escalas de abate, principalmente entre os frigoríficos de menor porte.

“O ambiente de negócios ainda sugere espaço para ajustes positivos nos preços”, destacou Iglesias.

Goiás é Exceção com Pressão nas Negociações

Apesar da tendência geral de alta, Goiás apresenta comportamento distinto. Iglesias explica que as indústrias locais têm pressionado o mercado, buscando conter elevações nos preços da arroba.

Mesmo assim, o analista ressalta que as exportações continuam sustentando o setor, com destaque para o forte ritmo de embarques destinados aos Estados Unidos.

Cotações da Arroba do Boi Gordo (22 de Janeiro)
  • São Paulo (Capital): R$ 325,00/@ — +3,17% frente aos R$ 315,00 da semana anterior.
  • Goiás (Goiânia): R$ 310,00/@ — -1,59% em relação aos R$ 315,00 do fim da última semana.
  • Minas Gerais (Uberaba): R$ 310,00/@ — -1,59% na comparação semanal.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 305,00/@ — estável em relação à semana anterior.
  • Mato Grosso (Cuiabá): R$ 300,00/@ — +1,69% ante os R$ 295,00 da semana passada.
  • Rondônia (Vilhena): R$ 275,00/@ — -1,79% frente aos R$ 280,00 anteriores.
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Mercado Atacadista Mantém Estabilidade, Mas Pode Recuar

O mercado atacadista de carne bovina mostra sinais de acomodação após as recentes altas.

De acordo com Iglesias, a segunda quinzena de janeiro tende a registrar menor espaço para novos reajustes, com possibilidade de ligeira correção negativa nos preços, especialmente diante da maior competitividade das proteínas alternativas, como frango e suínos, que apresentaram queda no início do ano.

  • Traseiro bovino: R$ 26,50/kg, leve alta frente aos R$ 26,40 da semana anterior.
  • Dianteiro bovino: R$ 19,00/kg, sem variação em relação à última cotação.
Exportações de Carne Bovina Crescem em Valor e Volume

O desempenho das exportações brasileiras de carne bovina segue positivo em janeiro.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até o dia 22 de janeiro (11 dias úteis), o país exportou 126,25 mil toneladas de carne bovina fresca, congelada ou refrigerada, com média diária de 11,48 mil toneladas.

A receita total chegou a US$ 699,95 milhões, o que representa uma média diária de US$ 63,63 milhões.

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O preço médio por tonelada ficou em US$ 5.544,00.

Em relação a janeiro de 2025, houve:

  • Alta de 54,4% no valor médio diário exportado;
  • Aumento de 40% na quantidade média diária embarcada;
  • Crescimento de 10,2% no preço médio da tonelada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa apresenta impactos do Sisbi-POA no fortalecimento de agroindústrias na Feira Brasil na Mesa

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, neste sábado (25), os impactos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) no fortalecimento de pequenas agroindústrias durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa.

O Sisbi-POA, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, garantindo segurança alimentar e permitindo que serviços estaduais, municipais e consórcios públicos atuem com equivalência ao serviço federal.

Durante a apresentação, a diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, destacou que o sistema tem papel estratégico na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local.

“O Sisbi-POA deixa de ser apenas uma sigla e passa a ser resultado. Quando uma agroindústria ingressa no sistema, ela não recebe só autorização para vender fora do município. Ela ganha condição de crescer, investir, contratar e fortalecer a economia local, sempre com segurança sanitária”, afirmou.

A diretora explicou que o modelo é baseado em responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Enquanto o Mapa define regras, harmoniza procedimentos e supervisiona a equivalência, os serviços locais executam a inspeção e acompanham de perto os estabelecimentos.

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Segundo Judi, esse arranjo permite levar a política pública para mais perto de quem produz, ampliando o alcance da inspeção sem comprometer a qualidade.

“Estamos falando de interiorização do serviço, de alcançar milhares de produtores e agroindústrias que antes não estavam no radar. O sistema permite qualificar esses estabelecimentos e dar acesso a novos mercados, com garantia de segurança sanitária”, ressaltou.

Também participou da palestra o analista da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Osni Morinish, que destacou a importância da atuação dos municípios na consolidação da política.

Segundo ele, a estruturação dos serviços de inspeção municipal e a atuação por meio de consórcios têm sido fundamentais para viabilizar a adesão ao sistema, especialmente entre pequenos produtores.

“O nosso papel é mostrar ao gestor municipal que a inspeção sanitária não é custo, é investimento. É uma política que gera renda, fortalece a economia local e permite que o produtor saia da informalidade e acesse novos mercados”, afirmou.

O analista também destacou que a regularização dos produtos amplia oportunidades de comercialização, inclusive em mercados institucionais.

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CASE DE SUCESSO

Um dos exemplos concretos apresentados durante a palestra evidencia os resultados do Sisbi-POA na prática. O “Queijo Reserva do Vale”, da empresa Queijos Possamai, produzido em Pouso Redondo (SC) e aderido ao sistema, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo.

A competição reuniu concorrentes de 30 países, e o produto catarinense, além do título máximo, conquistou outras nove medalhas, consolidando o alto padrão de excelência da produção.

O caso demonstra como a adesão ao Sisbi-POA permite que agroindústrias de menor porte alcancem mercados mais amplos sem abrir mão de sua identidade produtiva. A integração ao sistema garante padronização de processos, segurança sanitária e maior confiabilidade, elevando a competitividade dos produtos no cenário nacional e internacional.

A conquista reforça a efetividade das políticas do Mapa na valorização da agroindústria, ao promover qualidade, segurança alimentar e acesso a novos mercados, transformando a regularização sanitária em oportunidade concreta de crescimento para produtores brasileiros.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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