Agro
Carne bovina brasileira bate recorde histórico em 2025, mas salvaguardas da China trazem incertezas para 2026
Exportações e produção de carne bovina alcançam níveis recordes
O relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, apontou que 2025 foi um ano de recordes para a pecuária brasileira, com forte crescimento das exportações e produção de carne bovina. O país embarcou 4,26 milhões de toneladas, um avanço de 20% em relação a 2024, alcançando receita de US$ 17,4 bilhões, alta de 41% no comparativo anual.
Apesar dos números expressivos, o setor enfrentou um revés importante: a imposição das salvaguardas chinesas, que afetaram diretamente o Brasil, maior fornecedor de carne bovina ao mercado asiático. A medida tarifária, abordada em detalhe em relatório anterior do banco, trouxe preocupações sobre o ritmo futuro das exportações.
Produção em alta e consumo doméstico em leve retração
De acordo com a consultoria, os abates preliminares de dezembro ficaram cerca de 10% acima do mesmo mês de 2024, resultando em um crescimento anual de 7,5% no total abatido e uma expansão de 5,9% na produção de carne.
O consumo interno, por outro lado, apresentou leve queda de 1,5%, reflexo do aumento da oferta e da estabilidade dos preços. Mesmo com demanda firme, o mercado doméstico não demonstrou força suficiente para absorver toda a produção adicional.
Preços do boi gordo estáveis e valorização do bezerro
O preço do boi gordo manteve-se estável em torno de R$ 320/@, patamar sustentado desde novembro. Essa estabilidade, combinada à valorização do bezerro em 2,6% em dezembro e alta acumulada de 15% no ano, ampliou o custo para a reposição e deteriorou a relação de troca entre recria e engorda.
Enquanto isso, o mercado atacadista apresentou variação positiva na carcaça casada, com alta na traseira e leve queda na dianteira, fortalecendo o spread dos frigoríficos — diferença entre o preço da carne e o custo do animal abatido.
China impõe desafios e pressiona a cadeia pecuária
A decisão da China de aplicar salvaguardas sobre parte significativa das importações brasileiras deve trazer volatilidade aos embarques nos próximos meses. A medida prevê tarifa de 67% após o preenchimento de determinada cota, o que pode gerar corrida entre exportadores no curto prazo, seguida de um período de desaquecimento das vendas.
Além disso, há expectativa de redução nas exportações para o México, o que amplia o desafio logístico e comercial para o setor brasileiro. Apesar disso, o Itaú BBA avalia que o impacto imediato nos preços do boi gordo deve ser limitado, já que o volume de abates e a demanda externa permanecem equilibrados no início de 2026.
Perspectivas: estabilidade no curto prazo e oportunidades em 2026
O relatório também destaca que, apesar do cenário de incertezas, a curva futura do boi gordo indica estabilidade no curto prazo e tendência de leve valorização em 2026. Alguns contratos futuros recuaram até R$ 10/@ em relação a 30 dias atrás, refletindo o ajuste às novas condições de mercado.
A consultoria projeta que a oferta de gado terminado seguirá alta nos próximos meses, impulsionada pela sazonalidade do abate de bois de pasto e descarte de fêmeas.
No horizonte global, a expectativa é de escassez de carne bovina em 2026, o que pode abrir novas oportunidades para o Brasil, considerado o produtor mais competitivo do mundo, ocupar espaços deixados por outros países nas exportações à China e em outros mercados estratégicos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Guerra Irã-EUA eleva preços de fertilizantes e já pressiona custos da safra 2026/2027
A escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã já provoca impacto direto sobre os custos do agro. Os preços da ureia subiram entre 33% e 48% nas últimas semanas, enquanto a amônia anidra avançou cerca de 39%, em um movimento puxado pela alta do gás natural e pelas restrições logísticas no Estreito de Ormuz, rota estratégica para exportação de insumos.
O Brasil, que importa cerca de 85% dos fertilizantes que consome, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA), sente o reflexo imediato. Parte relevante da ureia utilizada no País vem do Oriente Médio, o que amplia a exposição ao conflito e eleva o risco de novos aumentos no curto prazo.
O impacto ocorre justamente no momento de planejamento da safra 2026/27. Com custos mais altos, produtores começam a rever estratégias, postergar compras e buscar alternativas para reduzir o peso dos insumos no orçamento, especialmente em culturas como soja e milho, mais intensivas em fertilização.
Além da matéria-prima, o frete também entrou na equação. A tensão na região elevou o preço do petróleo e aumentou o custo do transporte marítimo, pressionando ainda mais o preço final dos fertilizantes no Brasil.
Diante desse cenário, o governo federal discute medidas para amortecer o impacto. Entre as alternativas está a criação de um mecanismo de subvenção para fertilizantes dentro do Plano Safra 2026/27, com uso de crédito subsidiado para reduzir o custo ao produtor.
Outra frente envolve ações estruturais. O governo pretende ampliar a produção nacional por meio do Plano Nacional de Fertilizantes e de linhas de financiamento via Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), na tentativa de reduzir a dependência externa, considerada um dos principais gargalos do setor.
Do lado produtivo, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) tem pressionado por medidas emergenciais, como a redução de custos logísticos e tributários, incluindo pedidos de isenção do Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), taxa cobrada sobre o transporte marítimo, que encarece a importação de fertilizantes.
Na prática, a combinação de alta dos insumos, frete mais caro e incerteza geopolítica cria um ambiente de maior risco para o produtor. A definição dos custos da próxima safra deve ocorrer sob volatilidade elevada, com impacto direto sobre margem e decisão de plantio.
Fonte: Pensar Agro
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